Paganismo anglo-saxão

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Metade direita de um painel frontal de um caixão franco do século VII, mostrando a lenda pan-germânica de Weyland Smith, que aparentemente também era parte da mitologia pagã anglo-saxônica

Paganismo anglo-saxão se refere às crenças e práticas religiosas seguidas pelos anglo-saxões entre os séculos V e VIII d.C., durante o período inicial da Idade Média na Inglaterra. Uma variante do mais amplo paganismo germânico encontrado por todo o norte da Europa, ele é, por sua vez, composto por uma heterogênea variada de crenças diferentes[1] . Um desenvolvimento da religião anterior do norte do continente na Idade do Ferro, ela foi introduzida na Inglaterra seguindo a invasão anglo-saxônica da Inglaterra, no meio do século V, e permaneceu a religião dominante na região até a cristianização dos diversos reinos entre os séculos VII e VIII, após a missão gregoriana, com algumas características se fundindo no folclore inglês.

Principais características[editar | editar código-fonte]

Assim como a maioria das religiões denominadas "pagãs" pelos escritores cristãos posteriores, ela era formada por um sistema de crenças politeísta, cujo foco estava na devoção a divindades conhecidas como ése (singular: ós). A mais importante destas divindades parece ter sido Woden, razão pela qual a religião também já foi chamada de wodenismo[2] , com outros deuses importantes Thunor e Tiw. Havia também uma crença numa variedade de outras entidades sobrenaturais, incluindo os elfos, nicors e dragões[3] . As práticas de culto giravam em torno de demonstrações de devoção, incluindo o sacrifício de objetos inanimados e animais aos deuses, particularmente em certos festivais religiosos durante o ano. As crenças pagãs também influenciaram as práticas funerárias anglo-saxãs, onde os mortos ou eram enterrados ou cremados, tipicamente com uma seleção de itens funerários. Havia também um componente mágico na primitiva religião anglo-saxã e alguns acadêmicos também teorizaram que possa ter havido aspectos xamânicos também.

Legado[editar | editar código-fonte]

Estas crenças religiosas também tiveram forte influência na estrutura da sociedade anglo-saxã, que era hierárquica, com reis muitas vezes clamando para si uma ascendência direta de um deus, particularmente Woden. E, assim, ela também acabou influenciando os códigos legais deste período.

Além de deixar resquícios no folclore inglês, as entidades desta religião proveram a base dos nomes dos dias da semana na língua inglesa. Apesar disso, há muito que não sabemos sobre esta religião medieval e o pouco que sabemos vem do estudo dos parcos exemplos de manuscritos desta época que chegaram até nós, como os encontrados na Crônica Anglo-Saxônica, do estudo da literatura do período cristão posterior, como do poema Beowulf, e também do material disponível a partir de estudos arqueológicos.


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Referências

  1. Carver, Martin; Sanmark, Alex e Semple, Sarah. (2010). "Preface" (em inglês). Signals of Belief in Early England: Anglo-Saxon Paganism Revisited: ix-x p. ix. Oxford and Oakville: Oxbow Books.
  2. Atkinson, John C.. Forty Years in a Moorland Parish (em inglês). [S.l.: s.n.], 1891.
  3. Semple, Sarah. (2010). "In the Open Air" (em inglês). Signals of Belief in Early England: Anglo-Saxon Paganism Revisited: 21-48 p. 24-25. Oxford and Oakville: Oxbow Books.