Budas de Bamiyan

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Pix.gif Budas de Bamiyan *
Welterbe.svg
Património Mundial da UNESCO

Afghanistan Statua di Budda 1.jpg
País  Afeganistão
Critérios C (i) (ii) (iii) (iv) (vi)
Referência 208
Coordenadas Vale de Bamiyan 34º50'49"N 67º49'30"E

Vale de Kakrak: 34º48'59"N 67º51'04"E
Cavernas de Qoul-I Akram: 34º49'25"N 67º47'53"E
Cavernas de Kalai Ghamai: 34º49'13"N 67º47'14"E
Shahr-i-Zuhak: 34º49'34"N 66º53'24"E
Qallay Kaphari A: 34º48'39"N 66º50'36"E
Qallay Kaphari B: 34º48'46"N 66º51'00"E
Shahr-i-Ghulghulah: 34º49'57"N 67º50'20"E

Histórico de inscrição
Inscrição 2003 (em perigo(? sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.

Os Budas de Bamiyan, a 240 km de Cabul, no Afeganistão, são um local que contém diversos testemunhos culturais do Reino da Báctria, dos séculos I a XIII, nomeadamente da corrente Gandara da arte budista.

História[editar | editar código-fonte]

Os Budas de Bamiyan ficam na Rota da Seda, uma rota de caravanas que ligava a China e a Índia. Lá havia vários mosteiros budistas e um próspero centro para religião, filosofia e arte Budista. Foi um local religioso Budista do século II, até a época da invasão Islâmica no século XIX.

Os monges dos mosteiros viviam como eremitas, em pequenas cavernas esculpidas nas laterais das rochas de Bamiyan. Muitos desses monges embelezavam suas cavernas com estatuária religiosa e produziam frescos.

As duas estátuas mais proeminentes eram os dois Budas, medindo 55 e 38 metros de altura, os maiores exemplares de Budas em pé esculpidos no mundo.

O peregrino chinês budista Hsüan-tsang viajou pela área por volta de 630 e descreveu os Budas de Bamiyan como um florescente centro Budista "com mais de dez mosteiros e mais de mil monges". Ele destacou que ambas as estátuas do Buda estavam "decoradas com ouro e pedras preciosas".

Bamiyan em 2005

Em março de 2001, por ordem do governo fundamentalista Talibã, foram destruídas as gigantescas estátuas dos Budas de Bamiyan - a maior das quais tinha 53 metros de altura e era o Buda mais alto do mundo - que haviam sido escavadas em nichos na rocha, por volta do século V.

Embora as figuras dos dois Budas gigantes estejam quase completamente destruídas, os seus contornos e algumas feições são ainda reconhecíveis entre os restos. É também possível, ainda, explorar as cavernas dos monges e as passagens que as ligam. Como parte do esforço internacional para reconstruir o Afeganistão depois da guerra do Talibã, o governo do Japão comprometeu-se a reconstruir os dois Budas gigantes.

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