Paixão (sentimento)

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Encontro Apaixonado, de Frederick Goodall

Paixão (do latim tardio passio -onis, derivado de passus, particípio passado de patī «sofrer»[1] ) é um termo aplicado a um sentimento muito forte em relação a uma pessoa, objeto ou tema. A paixão é uma emoção intensa convincente, um entusiasmo ou um desejo sobre qualquer coisa.

O termo também é aplicado com frequência para determinar um vívido interesse ou admiração por um ideal, causa ou atividade. Em suma, é um sentimento de excitação incomum ou de forte emoção. A palavra paixão é utilizada principalmente no contexto de romance ou de desejo sexual, embora, em geral, implique em uma emoção mais profunda ou mais abrangente do que sugere o termo "luxúria".

Conceito[editar | editar código-fonte]

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Diferenças entre amor e paixão[editar | editar código-fonte]

Essa diferenciação já é antiga para começar vamos tomar como exemplo Platão. A paixão, em Platão, seria o desejo voltado exclusivamente para o mundo das sombras, abandonando-se a busca da realidade essencial. Em contraposição ao conceito de paixão na filosofia de Platão está o conceito de amor. O amor, ou seja, o amante busca no amado a Ideia - verdade essencial - que não possui. Nisto supre a falta e se torna pleno, de modo dialético, recíproco. O amor também não condena o sexo, ou as coisas da vida material.

O tema ressurge mas agora em Santo Agostinho. Que diz que é preciso ser capaz de decifrar a diferença entre amor e luxúria. Luxúria, de acordo com Santo Agostinho, é um grande vício e pecado, mas amar e ser amado é o que este santo tem procurado por toda a sua vida. Ele mesmo diz: "eu estava no amor com amor." Finalmente, ele faz cair no amor e é amada de volta, por Deus. Santo Agostinho diz que a única pessoa que pode te amar verdadeiramente e plenamente é Deus, porque o amor dos homens tem muitas falhas, tais como "ciúme, desconfiança, medo, raiva e discórdia." De acordo com este santo, Deus é amor "para alcançar a paz, que é a sua." (As Confissões de Santo Agostinho).[2]

Ao que se parece nestes dois exemplos a paixão entra geralmente em contradição com a razão, muito valorizada por estas culturas tão distintas. Apesar da diferenciação que Platão faz ser diferente da que Santo Agostinho coloca, podemos notar que existe uma oposição entre os dois conceitos.

Em passagem de estoicos como Epitectus isso se torna mais claro. Ele enfatizou que "o campo mais importante e especialmente premente de estudo é o que tem a ver com as emoções mais fortes ... tristezas, lamentações, inveja ... paixões que tornam impossível para nós mesmo para ouvir raciocinar ". A tradição estoica ainda por detrás do apelo de Hamlet " Dá- me o homem que não é escravo da paixão, e eu o usarei no cerne de meu coração, sim, no coração do coração, como faço a ti", ou o lamento de Erasmus que "Júpiter concedeu de longe mais paixão do que razão - pode calcular a proporção de 24 para um ". Foi somente com o movimento romântico que houve a valorização da paixão sobre a razão na tradição ocidental: " quanto mais Passion existe, melhor o poesia " (John Dennis, in M. H. Abrams, The Mirror and the Lamp p. 75).[3]

Ainda assim a relação entre paixão e amor e muito próxima, e em certas classificações a paixão é descrita como mais um tipo de amor.[4]

Biologia

Segundo recentes estudos de Donatella Marazzidti (2007, Livro Natureza do Amor), a paixão se caracteriza, do ponto de vista biológico, por uma liberação contínua de alguns neurotransmissores como dopamina e noradrenalina. A amígdala cerebelosa tem um papel central neste processo, pois é desta região que emana alguns dos sentimentos mais instintivos. Esta tempestade bioquímica está relacionada com um índice mais baixo de serotonina do que em uma população normal, sendo semelhante ao nível deste neurotransmissor nos portadores de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), o que explicaria os pensamentos obsessivos da pessoa a qual se está apaixonado. Estes níveis bioquímicos explicam por que a pessoa tende a perder a razão, enquanto em estado de apaixonamento. Este mecanismo é semelhante ao de algumas drogas, como a cocaína, sendo necessário para a perpetuação da espécie, pela atração. Além destes neurotransmissores citados, há a participação de outras substâncias, tais como oxitocina e vasopressina, que estão relacionadas com o amor e as sensações de segurança e calma derivadas deste sentimento¹.

Referências

  1. Verbete Passione, Enciclopedia Treccani (em italiano)
  2. Amor. Visitado em 28/08/2014.
  3. Passion. Visitado em 25/08/2014.
  4. Amor (25/08/2014).

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Sílvia Lisboa - A química da Paixão - Jornal Zero Hora, encarte Vida - 20 de outubro de 2007, nº833, Porto Alegre, RS, Brasil

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikcionário
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