Paixão Côrtes

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Paixão Côrtes
Paixão Côrtes mateando
Nome completo João Carlos D'Ávila Paixão Côrtes
Nascimento 12 de julho de 1927 (87 anos)
Santana do Livramento,  Rio Grande do Sul
Nacionalidade  Brasileira
Ocupação folclorista, compositor, radialista e pesquisador

João Carlos D'Ávila Paixão Côrtes (Santana do Livramento, 12 de julho de 1927)[1] é um folclorista, compositor, radialista e pesquisador gaúcho. É formado em Agronomia.[1]

O folclorista[editar | editar código-fonte]

Ex-aluno do Colégio União quando seu pai era diretor da Estação Experimental de Uruguaiana[1] , foi ele que carinhosamente deu o apelido para o Colégio União de Baio Velho. Também estudou no Instituto Porto Alegre e no Colégio Estadual Júlio de Castilhos.[1] Paixão Côrtes é um personagem decisivo da cultura gaúcha e do movimento tradicionalista no Rio Grande do Sul, do qual foi um dos formuladores, juntamente com Luiz Carlos Barbosa Lessa e Glauco Saraiva.[1] Juntos, partiram para a pesquisa de campo, viajando pelo interior, para recuperar traços da cultura do Rio Grande.[1]

Em 1948, organizou e fundou o CTG 35[1] [2] e, em 1953, fundou o pioneiro Conjunto Folclórico Tropeiros da Tradição.

Em 1956, Inezita Barroso gravou as músicas tradicionais gaúchas Chimarrita-balão, Balaio, Maçanico e Quero-Mana, Tirana do Lenço, Rilo, Xote Sete Voltas, Xote Inglês, Xote Carreirinha, Havaneira Marcada, recolhidas por Paixão Cortes e Barbosa Lessa.

Em 1958, Paixão Côrtes apresentou-se no Olympia de Paris, no palco da Universidade de Sorbonne, no Hotel de Ville, no Teatro Alhambra, além de clubes noturnos e cabarés.[1] No mesmo ano foi convidado por Maurício Sirotsky para apresentar o programa Festança na querência na Rádio Gaúcha, que ficou no ar até 1967.[2]

Em 1962, Inezita Barroso gravou as composições Tatu e Pezinho, recolhidas por Paixão Côrtes e Barbosa Lessa. No mesmo ano, recebeu o prêmio de Melhor Realização Folclórica Nacional. Em 1964, apresentou-se na Alemanha, na Feira Mundial de Transportes e Comunicação, na cidade de Munique. Recebeu ainda, no mesmo ano, o prêmio de Melhor Cantor Masculino de Folclore do Brasil.

Em 1986, apresentou-se durante um mês na Inglaterra, divulgando traduções de seus livros para o inglês.

Em 1992, a estátua do Laçador, do escultor Antônio Caringi, para a qual Paixão Cortes posou[1] em 1954, foi escolhida como símbolo da cidade de Porto Alegre.

Estátua do Laçador, para a qual Paixão Cortes serviu de modelo em 1954

Em 2001 proferiu palestra sobre a música gaúcha no VII Encontro Nacional de Pesquisadores da MPB, realizado no Teatro da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Em 2003 lançou seu novo manual, com mais danças, derivadas do primeiro. Por exemplo, Valsa da mão trocada, Mazurca Marcada, Mazurca Galopeada, Sarna, Grachaim.

Em 2010 é escolhido patrono da 56ª Feira do Livro de Porto Alegre. Recebeu também a Ordem do Mérito Cultural.[2]

Discografia[editar | editar código-fonte]

  • s/d - Xote carreirinho / Jacaré
  • 1961 - O folclore do pampa
  • 1964 - Tradição e folclore do Sul
  • 1970 - Paixão Côrtes (sobre o folclore gaúcho)
  • 1977 - Do folk aos novos rumos
  • 1978 - Paixão Côrtes especial
  • 1980 - Hino ao Rio Grande
  • 1982 - Cantando e bailando
  • 1982 - Cantares e sapateios gaúchos

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • 1955 - Suplemento musical do Manual de danças gaúchas (com Barbosa Lessa)
  • 1956 - Manual de danças gaúchas (com Barbosa Lessa)
  • 1959 - Festança na querência (sobre folclore gaúcho)
  • 1960 - Terno de Reis - Cantigas do Natal gaúcho
  • 1960 - Folclore musical do pampa - Músicas e letras
  • 1961 - Vestimenta do gaúcho
  • 1966 - Gaúchos de faca na bota - Uma dança alemã no folclore gauchesco
  • 1975 - Danças e andanças da tradição gaúcha (com Barbosa Lessa)
  • 1985 - Aspectos da música e fonografia gaúcha
  • 1994 - O Laçador, a história de um símbolo
  • 1994 - colaborou na produção da coletânea A música de Porto Alegre - as origens
  • 2001 - Músicas, Discos e Cantares - Um resgate da história fonográfica do Rio Grande do Sul

O agrônomo[editar | editar código-fonte]

Paixão Côrtes foi responsável pela abertura de mercado da ovinocultura no Rio Grande do Sul. Foi ele quem trouxe da Europa novos métodos e tecnologias de tosquia, desossa e gastronomia, além de incentivar o consumo de carne ovina.

Começou a trabalhar na Secretaria da Agricultura aos 17 anos como classificador de lã.[1] Em 40 anos de serviço, passou pelas Estações Experimentais de Pelotas, Santana do Livramento e nos Campos de Cima da Serra e em Porto Alegre, também como professor dos cursos de classificação de lã, ovinotecnista e, por fim, chefe do Serviço de Ovinotecnia.

Formado em 1949 em Agronomia, na UFRGS, Paixão Côrtes desenvolveu na Secretaria da Agricultura o trabalho de extensão no interior do Estado. Segundo ele, o fato de ser folclorista e "falar a mesma língua do homem do campo" facilitou a comunicação e a implantação de novas tecnologias.

O apresentador e/ou produtor de programas radiofônicos[editar | editar código-fonte]

  • 1953 - Festa no Galpão
  • 1955 - Grande Rodeio Coringa
  • 1958 - Festa

O compositor[editar | editar código-fonte]

  • Jacaré
  • Ratoeira
  • Xote carreirinho

O ator[editar | editar código-fonte]

A Paixão pelo Sport Club Internacional[editar | editar código-fonte]

  • Paixão Côrtes tem sua história de vida intimamente ligada ao Clube, pois seu pai foi jogador do Sport Club Internacional nos primeiros anos de sua fundação e posteriormente seus tios foram jogadores do Clube de futebol em destaque o primeiro goleador do Internacional Belarmino Carlos Leal D'Ávila.
  • Em 2009 foi nomeado cônsul cultural do Internacional [3]

Referências

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