Palácio Anchieta

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou se(c)ção não cita fontes fiáveis e independentes (desde setembro de 2014). Por favor, adicione referências e insira-as no texto ou no rodapé, conforme o livro de estilo. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Palácio Anchieta
Fachada do Palácio Anchieta.
Nomes anteriores Igreja de São Tiago
Colégio de São Maurício
Palácio Presidencial
Tipo Residência oficial
Sede do governo estadual
Arquiteto Afonso Brás
Justin Norbert
Início da construção 1551 (Primeira Igreja de São Tiago)
Fim da construção 1935
Proprietário atual Governo do Estado do Espírito Santo
Local Vitória, Espírito Santo,
 Brasil
Endereço Praça João Clímaco, s/n - Cidade Alta - Centro

Palácio Anchieta é a sede do poder executivo do estado do Espírito Santo. O palácio localiza-se exatamente a frente do Porto de Vitória, na entrada da Cidade Alta, um dos bairros mais antigos da cidade.

História[editar | editar código-fonte]

No Século XVI, o Palácio Anchieta foi construído pelos padres jesuítas e até 1760 abrigou o Colégio de São Tiago. Situado na Cidade Alta, de frente para a baía de Vitória, guarda o túmulo simbólico do padre José de Anchieta (os restos mortais foram removidos para transporte até Portugal, o navio que os levava naufragou), que costumava percorrer a pé o trecho de, aproximadamente, 100 km, de Vitória até o município de Anchieta no sul do estado. O Palácio é utilizado como sede do Governo do estado do Espírito Santo desde o século XVIII, sendo uma das sedes de governo mais antigas do Brasil.

A história dos jesuítas onde hoje chamamos de Espírito Santo, começou antes mesmo de sua fundação. Em 1524, nasce em Portugal, o padre Afonso Brás que ingressa na Companhia de Jesus em 1546. Vem para o Brasil em 1550 e é o fundador da obra jesuítica no Espírito Santo. Em 1534, Inácio de Loyola funda, na França a Companhia de Jesus, missão evangelizadora para fazer frente à Reforma Protestante. Nasce, aos 19 de março deste ano, em Tenerife, nas Ilhas Canárias, Espanha, o Padre José de Anchieta, que ingressa na companhia de jesus em 1551 e chega ao Brasil em 1553. Com a chegada de Vasco Fernandes Coutinho, aos 23 de maio de 1535, começa oficialmente a colonização espírito-santense. Aporta em 1551, ano da fundação da Cidade de Vitória como Vila Nova de Nossa Senhora da Vitória, em terras capixabas o jesuíta afonso Brás, em companhia do irmão leigo Simão Gonçalves e inaugura aos 25 de julho, a construção primitiva da igreja de São Thiago, feita de madeira, barro e palha.

Um incêndio destrói a primeira sede da igreja de São Thiago, mobilizados pelo padre Inácio de Tolosa, missionários iniciava construção de uma nova sede para a Igreja de São Thiago, agora em pedra, no mesmo local da anterior, depois da perfuração de um poço de 8 metros atrás da igreja. O Padre José de Anchieta, foi um importante personagem na história do Espírito Santo e de outros estados. Chegando aqui, concluiu a ala onde seria o colégio jesuítico dos indígenas, voltada para a praça, atualmente João Clímaco, primeiro palco de teatro do Brasil, onde o próprio padre fazia peças para catequizar os índios.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Como o palácio era uma Igreja, durante as reformas corpos (provavelmente de Fidalgos) foram encontrados nos terrenos.

Como é um prédio de origem Jesuítica, o Santo Anchieta, que dá nome ao prédio foi um de seus hóspedes, o prédio possui uma relíquia do Santo, um pedaço de sua Tíbia.

É a única construção jesuítica que no período colonial possuiu 2 torres sineiras e 1 relógio. Sua quadrilátero imponente, foi por muitos anos a maior construção do Estado do Espírito Santo e um dos 4 edifícios no Brasil que possui a técnica do Esgrafito, uma técnica mourisca do séc XVI.

O altar da igreja de São Thiago foi restaurada e atualmente o palácio está aberto à visitação de terça à domingo das 10 às 17 horas, uma viagem no tempo, à quatro séculos.

Atualmente possui obras de arte com valores inestimáveis, patrimônio do Estado do Espírito Santo.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]