Palácio da Alvorada

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Palácio da Alvorada
O exterior do Palácio da Alvorada
Tipo Residência oficial
Estilo dominante Arquitetura moderna brasileira
Arquiteto Oscar Niemeyer
Engenheiro Joaquim Cardoso
Início da construção 3 de abril de 1957
Inauguração 30 de junho de 1958
Local Brasília, DF,
Brasil Brasil
Endereço SSP
Zona Cívico-Administrativa
Brasília - DF
CEP 70150-903

O Palácio da Alvorada é um edifício localizado em Brasília, no Distrito Federal, capital do Brasil. O palácio é designado como a residência oficial do Presidente do Brasil. Situa-se às margens do lago Paranoá, tendo sido o primeiro edifício inaugurado na Capital Federal, em 30 de junho de 1958.[1]

Embora o presidente da República tenha no Palácio da Alvorada suas dependências para estudos e leituras, além de lá pernoitar, o Gabinete Presidencial está situado no Palácio do Planalto, onde o mandatário da Nação realmente recebe autoridades, despacha e cumpre seus deveres de Chefe de Estado e de Governo.

História e arquitetura[editar | editar código-fonte]

O Palácio da Alvorada durante a sua construção.

Projetado por Oscar Niemeyer, executada pelo engenheiro Joaquim Cardoso, o Alvorada tornou-se um dos ícones da arquitetura moderna brasileira e de sua peculiaridade em relação ao movimento moderno europeu. Também foi símbolo do progresso cultural e técnico do Brasil durante a década de 1950, momento em que o país vivia uma profusão cultural singular, caracterizado entre outras coisas pela bossa nova, pela arquitetura moderna e pela arte concreta.

O formato diferenciado dos pilares externos da edificação deu origem ao símbolo e emblema da cidade, presente no Brasão do Distrito Federal. Tal formato foi, inclusive, largamente copiado em construções populares em todo o país, o que o tornou eventualmente sinônimo de uma estética kitsch quando aplicado em outros contextos.

A construção de Niemeyer foi batizada por Juscelino Kubitschek e, quando questionado sobre o porquê do nome "alvorada", o então presidente da República respondeu com outra questão: "Que é Brasília, senão a alvorada de um novo dia para o Brasil?". É dito que Juscelino recusou o primeiro projeto feito por Niemeyer, por "falta de monumentalidade", e pediu que o arquiteto refizesse os traços para construir um palácio "que daqui a cem anos ainda seja admirado".

O Alvorada é uma construção revestida de mármore e vedada por cortinas de vidro, cuja estrutura é constituída externamente dos já citados pilares brancos. Desta forma, o vidro proporciona uma certa integração entre espaço interior e exterior. Já as famosas colunas apoiam-se no chão por um de seus vértices fazendo, aparentemente, desaparecer a ideia de peso - como que pousando o edifício no solo de Brasília. O trabalho com a curva neste e em outros edifícios de Brasília fez com que a obra de Niemeyer fosse apelidada eventualmente de barroca.

O espelho d'água, que reflete a imagem do edifício, criando um espaço virtual infinito, é complementado por um grupo escultórico, As banhistas de Alfredo Ceschiatti, que parece flutuar à superfície da água, em uma materialidade que, segundo apontam críticos da arquitetura, parece fazer desaparecer a gravidade.

Ambientes[editar | editar código-fonte]

O Palácio da Alvorada é uma construção em três pavimentos. A laje do piso térreo localiza-se brevemente elevada em relação ao solo exterior, em nível coincidente com os setores de maior dimensão horizontal dos pilares externos, e é neste piso que se encontram os setores sociais do palácio e os salões utilizados pela Presidência em eventos e solenidades.

Pela elevação do piso térreo, o subsolo recebe ainda ventilação natural e insolação. Nele localizam-se os ambientes de serviços (como cozinha e almoxarifados) e os cômodos e dormitórios dos funcionários. Já no primeiro andar se encontra o setor efetivamente residencial do palácio, no qual se localizam os ambientes privados usados pela família do presidente.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BRUAND, Yves; Arquitetura contemporânea no Brasil; São Paulo: Editora Perspectiva, 2002, ISBN 85-273-0114-8

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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