Palácio do Planalto

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Palácio do Planalto
O Palácio do Planalto.
Tipo Sede de Governo
Estilo dominante Arquitetura modernista brasileira
Arquiteto Oscar Niemeyer
Engenheiro Joaquim Cardoso
Início da construção 10 de julho de 1958
Inauguração 21 de abril de 1960
Dimensões
Número de andares 4
Local Brasília, DF,
Brasil Brasil
Endereço Praça dos Três Poderes, Brasília, DF

Palácio do Planalto é o nome oficial [1] do Palácio dos Despachos da Presidência da República Federativa do Brasil. É o local onde está localizado o Gabinete Presidencial do Brasil. O prédio também abriga a Casa Civil, a Secretaria-Geral e o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. É a sede do poder executivo do Governo Federal brasileiro. O edifício está localizado na Praça dos Três Poderes em Brasília, tendo sido projetado por Oscar Niemeyer. O Palácio do Planalto faz parte do projeto do Plano Piloto e foi um dos primeiros edifícios construídos na capital.

A construção do Palácio do Planalto começou em 10 de julho de 1958, obedecendo ao projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer e ao cálculo estrutural de Joaquim Cardoso.[2] A obra foi concluída a tempo de tornar o Palácio o centro das festividades da inauguração de Brasília, em 21 de abril de 1960. Até então a residência de vistoria do presidente funcionava em uma construção provisória de madeira conhecida popularmente como Palácio do Catetinho, inaugurada em 31 de outubro de 1956, nos arredores de Brasília.

Antes da construção do Palácio do Planalto e do Palácio da Alvorada, o Palácio do Catete, localizado na cidade do Rio de Janeiro, foi a sede do poder executivo brasileiro de 1897 a 1960. A partir desse ano, a sede do poder executivo foi transferida para a recém-inaugurada cidade de Brasília.

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

As icônicas colunas do Planalto, criadas por Oscar Niemeyer.
A rampa e o parlatório, usados apenas em ocasiões especiais.
Gabinete Presidencial, local de trabalho do Presidente (visto durante a administração Lula).
O Gabinete, visto após a reforma de 2010.
República Federativa do Brasil
Coat of arms of Brazil.svg

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O projeto do Palácio do Planalto é marcado pela singeleza de suas linhas, com predominância dos traços horizontais. Curvas e retas combinam-se de forma a conferir ao prédio uma plasticidade marcante e requintada. As colunas conseguem o efeito desejado por Niemeyer, de serem "leves como penas pousando no chão".

Os jardins são de autoria do paisagista Roberto Burle Marx. Em 1991, foi construído um espelho d’água, em frente e na lateral direita do prédio com uma área aproximada de 1635 metros quadrados, comportando 1.900 metros cúbicos de água, com profundidade de 1m10cm e uma largura que varia entre cinco a vinte metros. Enfeitam o espelho d’água várias carpas coloridas de origem japonesa.

A construção do espelho d'água foi feita em regime de urgência, no final do governo de José Sarney, depois que um motorista desempregado pretendeu invadir o palácio com o ônibus que dirigia, acabando por chocar-se com uma das colunas. Na ocasião, como a popularidade de Sarney estava em baixa, comentava-se satiricamente que o palácio desgovernado havia se chocado com um ônibus.

O Palácio consta de quatro pavimentos, com uma área de 36 mil metros quadrados e quatro anexos.

  • No primeiro pavimento, serviços de Recepção e Portaria e Comitê de Imprensa.
  • No segundo pavimento estão os salões Leste, Nobre, Oeste, Sala de Reuniões e Secretaria de Imprensa e Divulgação.
  • No terceiro pavimento se encontram: o Gabinete Presidencial e dos seus assessores mais diretos.

No quarto e último pavimento funcionam, a Casa Civil e o Gabinete de Segurança Institucional.

Na fachada posterior do Palácio está o heliponto, construído em 1990, com a finalidade de atender os deslocamentos aéreos de curta distância do Presidente da República .

O parlatório, situado à esquerda da entrada principal, é o local de onde o Presidente e convidados podem se dirigir ao povo concentrado na praça. Foi usado no dia da inauguração de Brasília e em outras raras ocasiões, como no momento em que Fernando Henrique Cardoso passou a faixa presidencial a Luiz Inácio Lula da Silva na cerimônia de posse do segundo.

O acesso à entrada principal é feito por uma rampa, que não é usada no dia-a-dia pelo Presidente, mas apenas em ocasiões especiais, como a visita de dignitários estrangeiros.

Acervo[editar | editar código-fonte]

Obras de arte[editar | editar código-fonte]

Do acervo do Palácio, aquarela de Guignard.

O acervo do Palácio do Planalto reúne obras de arte criadas por artistas consagrados, brasileiros e estrangeiros, entre pinturas, esculturas e tapeçarias. Possui, também, um rico mobiliário, porcelanas da Companhia das Índias e prataria portuguesa do Século XVIII.

Algumas peças foram criadas exclusivamente para o Palácio, como a tapeçaria Músicos, de Di Cavalcanti, que recebeu a incumbência do arquiteto Oscar Niemeyer.

Biblioteca[editar | editar código-fonte]

Inteiramente remodelada em 2005, a um custo de setecentos mil reais, a biblioteca do Palácio possui um acervo de 33 mil volumes, de livros a periódicos e recortes de jornais. Na biblioteca também é possível encontrar coleções de Leis do Brasil, do Diário Oficial da União, e de discursos dos presidentes da República.

A biblioteca tem área para atender portadores de necessidades especiais e espaços amplos para estudos individuais e em grupo. O local é aberto ao público, mas o empréstimo domiciliar de livros é restrito apenas aos servidores do Palácio do Planalto.

Reforma[editar | editar código-fonte]

Fachada do Palácio do Planalto

Em 2006, as instalações do Palácio do Planalto apresentam sinais de desgaste, tornando necessária uma reforma imediata.

Para resolver a situação, em março de 2009 teve início a mais extensa e histórica reforma efetuada no edifício e, por isso, o gabinete presidencial foi provisoriamente transferido para o prédio do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). A reforma abrangeu a restauração, a substituição das redes hidráulica, elétrica e de ar-condicionado e a ampliação dos elevadores. No subsolo, foi construída uma garagem para 500 carros.[3]

Com um custo total da reforma de R$ 103 milhões, o prédio foi entregue em 31 de maio de 2009. Após a mudança da mobília, o presidente Lula voltou a despachar no local no dia 25 de agosto de 2010.

O prédio também abriga a Casa Civil, a Secretaria-Geral e o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. "Nome Oficial do Palácio do Planalto: Lei Federal n.º 10.683 de 28 de maio de 2003, Art. 2º-B ,§ 1º", Senado Federal: Promulgação da Lei Federal n.º 11.467/2007, em 28 de Junho 2007. Página visitada em 27 de Fevereiro 2010.
  2. A poesia concreta de Joaquim Cardozo VEJA. Visitado em 19 de janeiro de 2014.
  3. "Lula volta a despachar no Planalto só depois da Copa do Mundo da África", OGlobo, 4 de Junho 2010. Página visitada em 8 de Julho 2010.

Ligação externa[editar | editar código-fonte]