Palacete das Onze Janelas

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Palacete das Onze Janelas

A Casa das Onze Janelas ou Palacete das Onze Janelas é um edifício histórico da cidade brasileira de Belém do Pará.

Trata-se de um ponto turístico da cidade de Belém, construída no século XVIII como moradia por Domingos da Costa Barcelar, um rico senhor do engenho.

História[editar | editar código-fonte]

O Palacete das Onze Janelas foi construída no século XVIII como residência de Domingos da Costa Bacelar, proprietário de engenho de açúcar. Em 1768, a casa foi adquirida pelo governo do Grão-Pará para abrigar o Hospital Real. O projeto de adaptação é do arquiteto bolonhês José Antônio Landi. O hospital funcionou até 1870 e depois a casa passou a ter várias funções militares. Em 2001, o Governo do Estado do Pará assinou com o Exército Brasileiro um convênio, alienando os terrenos da Casa das Onze Janelas e do Forte do Presépio em favor do turismo em Belém, hoje o palacete é um dos cartões postais da capital paraense, é também um dos pontos turísticos mais visitados da Cidade Velha.

Turismo[editar | editar código-fonte]

O edifício é parte do conjunto arquitetônico e paisagístico denominado Feliz Lusitânia. O edifício abriga, além do espaço museológico, o 'Boteco das Onze' que, apesar do nome, é um dos restaurantes mais qualificados de Belém.

A área que envolve a Casa das Onze Janelas possui um conjunto de equipamentos culturais, como o Jardim de Esculturas, o Navio Corveta e o palco, que se projeta sobre a baía. Da área da Casa aprecia-se ainda uma bela vista da Baía do Guajará e do Mercado de Ver-o-Peso.

Arquitetura e arte[editar | editar código-fonte]

O prédio em dois pisos tem na fachada principal onze aberturas dispostas simetricamente, janelas e portas janelas, com verga reta e precedidas por grades, e a porta principal. O volume maciço é dividido por um simples entablamento e tem pilastras nos cunhais, constituindo uma solução robusta e singela, ao gosto da arquitetura portuguesa do período. Mais elaborada, denunciando a intervenção do arquiteto italiano Antônio Landi, é a fachada para o rio, com aberturas em arcos configurando, no corpo central, loggia na forma de varandas, com grades no piso superior e abertas no inferior. O prédio, quando passou para o uso militar, sofreu muitas intervenções. As mais relevantes, do ponto de vista de interferência nas fachadas, foram o acréscimo de um frontão triangular, ladeado por obeliscos, na fachada principal, e o fechamento desfigurador das aberturas do lado voltado para o rio. Essas modificações foram revertidas em restauro e reformas nos anos 2000.