Palacio de la Madraza

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Fachada do Palacio de la Madraza, Granada, em cujo interior funcionou uma escola corânica nasrida.

O Palacio de la Madraza (Palácio da Madraça) é um palácio de Espanha, situado no centro da cidade de Granada, frente à Capela Real e próximo do Palácio Episcopal. A Madraça de Granada foi a primeira universidade de Granada, inaugurada, em 1349, pelo rei da Dinastia Nasrida Yusuf I de Granada.

Situada na actualmente designada Calle Oficios, a madraça encontrava-se num dos sítios privilegiados da cidade, junto da Mesquita Maior. Entre os seus professores, podem destacar-se Ibn al-Fajjar, Ibn Lubb, Ibn Marzuk, al-Maqqari, Ibn al-Khatib, entre outros. Entre os seus alunos mais famosos conta-se o poeta Ibn Zamrak. Entre outras matérias, leccionava-se ali direito, medicina e matemáticas.

História[editar | editar código-fonte]

Detalhe da fachada.

O Palacio de la Madraza foi fundado pelo Rei de Granada Yusuf I, em 1349. A madraça funcionou como universidade até 1499 ou início de 1500, pois nas capitulações que se seguiram à conquista da cidade pelos Reis Católicos, consta que a madraça continuava a funcionar como tal. Porém, em 1499, com a chegada a Granada de Gonzalo Jiménez de Cisneros, a política de tolerância e cumprimento das capitulações que havia sido desenvolvida pelo Arcebispo Hernando de Talavera foi sustituida pela cristianização e europeização. Esta nova política levou à sublevação dos granadinos, concentrados sobretudo no Albaicín. A situação foi aproveitada por Cisneros para assaltar a madraça, cuja biblioteca foi levada para a Plaza de Bib-Rambla e queimada numa fogueira pública. Uma vez expoliado e encerrado, o edifício foi doado por Fernando II de Aragão, em 1500, para o Cabildo (município), passando a desempenhar as funções de Casa do Cabido até ao século XIX.

Actualmente, o palácio faz parte da Universidade de Granada, encontrando-se no seu interior as instalações da Faculdade de Letras e acolhendo, também, uma Academia de Belas Artes que realiza ali exposições ocasionais. Entre 2006 e 2007, o palácio foi profundamente restaurado, tendo-se realizado, igualmente, uma escavação arqueológica do mesmo. Depois de aberto ao público, passou a ser um dos edifícios emblemáticos da universidade.

Arquitectura[editar | editar código-fonte]

A sua arquitectura, como todas as obras de Yusuf I, era esplendorosa, com portal de mármore branco, cujos restos se conservam no Museu Arqueológico de Granada. O edifício estava organizado a partir dum tanque central. No entanto, o edifício passou por tantas alterações arquitectónicas que é difícil acreditar que, em tempos, foi uma madraça, em estilo mourisco, fundada no século XIV.

A fachada original era feita de mármore e apresentava incrições em árabe com teorias científicas e filosóficas. Entre os poemas que a decoravam, podia ler-se: "Se no teu espírito tem assento o desejo do estudo e de sair da ignorância, é aí que está a bela árvore de honra. Faz o estudo brilhar como estrelas os grandes, e aos que não o são ileva-os a igual iluminação".

Durante o horário de expediente é possível entrar livremente no palácio. Apesar de apenas se poder aceder a uma pequena sala através dum portal, o seu interior é tão ricamente decorado que atrai muitos turistas. As portas de madeira são intrincadamente entalhadas e o arco mourisco da entrada é decorado com belos ornamentos. Na pequena sala de orações é possível ver o magificamente decorado mihrab.

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