Palau

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Republic of Palau
Beluu ęr a Belau

República de Palau
Bandeira de Palau
Selo de Palau
Bandeira Brasão de armas
Lema: não tem
Hino nacional: Belau rekid
(O nosso Palau)
Gentílico: palauano (a),[1] palauense[2]

Localização de Palau

Localização de Palau (a verde) na Oceania.
Capital Melekeok[3]
Cidade mais populosa Koror
(11 200 hab.)
Língua oficial Inglês, palauano
Governo República presidencialista
 - Presidente Tommy Remengesau
 - Vice-presidente Kerai Mariur
Independência do estatuto de Território de Tutela da ONU 
 - Data 1 de outubro de 1994 
Área  
 - Total 459 km² (195.º)
 - Água (%) 0
População  
 - Estimativa de 2007 20 842 hab. (217.º)
 - Densidade 43 hab./km² (155.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2006
 - Total US$ 157,7 milhões (-.º)
 - Per capita US$ 10.000 (-.º)
IDH (2011) 0,782 [4]  (49.º) – elevado
Moeda Dólar americano (USD)
Fuso horário UTC +9
• Hora atual: 04:38
 - Verão (DST) UTC +9
Cód. ISO PLW
Cód. Internet .pw
Cód. telef. +680

Mapa de Palau

A República de Palau[5] (em inglês: Republic of Palau; em palauano: Beluu ęr a Belau) é um pequeno país insular da Micronésia, no Oceano Pacífico, entre os mares das Filipinas a oeste, Indonésia e Papua-Nova Guiné a sul e Estados Federados da Micronésia a leste.

O país foi estabelecido originalmente cerca de 3.000 anos atrás por migrantes das Filipinas, tendo sofrido uma povoação de negritos até cerca de 900 anos atrás. As ilhas foram visitadas pelos europeus no século XVIII, e se tornaram parte do Império espanhol na Ásia e Oceania em 1885. Após a derrota da Espanha na Guerra Hispano-Americana, em 1898, as ilhas foram vendidas para a Alemanha Imperial em 1899, nos termos do Tratado Germano-Espanhol, onde foram administrados como parte da Nova Guiné Alemã. A Marinha Imperial Japonesa conquistou Palau durante a Primeira Guerra Mundial, e as ilhas foram feitas mais tarde uma parte do Mandato do Pacífico Sul pela Liga das Nações. Durante a Segunda Guerra Mundial , escaramuças, incluindo a Batalha de Peleliu, foram travadas entre as tropas norte-americanas e japonesas, como parte da Campanha nas Ilhas Mariana e Palau. Junto com outras ilhas do Pacífico, Palau foi feita uma parte do governo dos Estados Unidos através do Protetorado das Ilhas do Pacífico em 1947. O país votou contra a formação de um único estado com os Estados Federados da Micronésia, em 1979, ganhando soberania plena em 1994 sob um Tratado de Livre Associação com os Estados Unidos.

A cultura das ilhas mistura elementos japoneses, da Micronésia e Melanésia. A maioria dos habitantes são micronésios, melanésios e austronésios, com grupos significativos de descendentes de colonos japoneses e filipinos. O palauano e o inglês são as línguas oficiais do país, com o japonês, sonsorolese e tobian reconhecidos como línguas regionais.

Politicamente, Palau é uma república presidencial em livre associação com os Estados Unidos, que fornece defesa, financiamento e acesso aos serviços sociais. O poder legislativo é concentrado no bicameral Congresso Nacional do Palau. A economia do país é baseada principalmente no turismo, agricultura de subsistência e pesca, com uma parcela significativa do produto interno bruto (PIB) derivado de ajuda externa.

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros habitantes de Palau, provavelmente da Indonésia, estabeleceram-se nessas ilhas há pelo menos 3000 anos. O explorador espanhol Ruy López de Villalobos “descobriu” as ilhas em 1543, mas os europeus não se preocuparam com elas até o século XIX, quando a Espanha pediu a arbitragem do Papa Leão XIII contra a Alemanha, que tinha ocupado Yap, também as ilhas Carolinas. Pelo Tratado Germano-Espanhol de 1899, depois da Guerra Hispano-Americana, a Espanha vendeu as ilhas à Alemanha .

O Japão ocupou as ilhas em 1914 e administrou-as por mandato da Liga das Nações a partir de 1920, mas depois da sua derrota na Segunda Guerra Mundial, as ilhas passaram a ser administradas pelos Estados Unidos, como parte do Protectorado das Ilhas do Pacífico das Nações Unidas. Em 1979, os palauanos votaram não se juntar aos Estados Federados da Micronésia e preferiram a independência. Depois de longo período de transição, que incluiu a morte violenta de dois dos seus presidentes (o assassinato de Haruo Remeliik, em 1985 e o suicídio de Lazarus Salii, em 1988), Palau votou em 1994 a favor de um Tratado de Livre Associação com os Estados Unidos. No entanto, esta "Livre Associação" tinha sido rejeitada pelos palauanos mais de 10 vezes, tendo em conta que os termos do tratado permitem aos Estados Unidos controlar 51% das ilhas em caso de “emergência nacional”.

Geografia[editar | editar código-fonte]

A República de Palau é parte das ilhas Carolinas e consiste em oito ilhas principais e mais de 250 ilhotas e atóis, localizadas a oeste dos Estados Federados da Micronésia, entre o Mar das Filipinas, a norte e a Indonésia e Nova Guiné, a sul.

As ilhas mais importantes são Angaur, Babeldaob, Koror e Peleliu, perto da extremidade norte, todas rodeadas por uma barreira de corais. Cerca de dois terços da população de cerca de 20.000 habitantes vive em Koror (7°30′ N 134°30′ E).

A norte desse grupo, encontra-se o atol de Kayangel, enquanto que as desabitadas “Rock Islands” estão situadas a oeste do grupo principal, e as Ilhas do Sudoeste, a cerca de 600 km das ilhas principais e a cerca de 200 km da extremidade norte da Nova Guiné.

Palau tem clima tropical com temperatura média anual de 27 °C. As chuvas ocorrem durante todo o ano, com média anual de 3800mm. A humidade média é de 82%. Os tufões são raros em Palau.

Demografia[editar | editar código-fonte]

A população de Palau é de aproximadamente 21 000 habitantes, dos quais 70% são nativos da Melanésia, Micronésia e Austronésia. Muitos palauanos também têm alguma ascendência asiática, advindas de colonos japoneses e filipinos. Os palauanos com ascendência japonesa representaram o maior grupo de minorias étnicas, com os de ascendência filipina formando o segundo maior grupo étnico.

As línguas oficiais em Palau são o palauano e o inglês, com exceção de dois estados (Sonsorol e Hatohobei) onde a língua local, juntamente com palauano, é oficial. O japonês é falado por parte da população e é uma língua oficial na ilha de Angaur.[6] [7]

Tratando sobre a religião, a maioria dos palauanos são cristãos, sendo que os católicos são a maioria neste, com 49,4% da população religiosa adepta, seguido pelos protestantes, com 30,9% de adeptos. Outras religiões incluem as crenças indígenas nativas de Palau, tais como o Modekngei (8,7%), budistas (0,6%) e outras religiões (8,8%). Os ateus e pessoas sem religião constituem 7% da população.[8]

Política[editar | editar código-fonte]

Palau é uma república democrática em que os poderes executivo e legislativo são escolhidos por eleições diretas. O presidente, que é ao mesmo tempo chefe de estado e de governo, e o vice-presidente são eleitos separadamente para mandatos de 4 anos. O Congresso Nacional de Palau (Olbiil era Kelulau) consiste em duas câmaras, o Senado e a Câmara dos Delegados. O Senado é composto por nove membros eleitos por todos os eleitores, enquanto a Câmara dos Delegados tem 16 membros, um para cada estado. Os deputados são eleitos para mandatos de 4 anos. Cada estado elege ainda o seu governador e a sua legislatura.

O Conselho dos Chefes, formado pelos mais altos chefes tradicionais de cada estado, apoia o presidente em aspectos das leis e costumes tradicionais.

O sistema judicial consiste no Tribunal Supremo, Tribunal Nacional, Tribunal Ordinário (Common Pleas Court) e Tribunal de Terras. O Supremo tem divisões de primeira instância e de apelação e é presidido pelo Chefe da Justiça (Chief Justice).

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Palau é constituído por 16 estados.

Economia[editar | editar código-fonte]

Apesar da oposição dos governantes que temiam a lavagem de dinheiro no país por organizações criminosas, o Senado aprovou, em 1998, legislação que permite a Palau se constituir em centro financeiro internacional.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Em um estudo divulgado pela ONU em 2012, o país apareceu na 1a posição entre os países que mais consomem maconha (% da população) no mundo. 24,2% da população fazem uso da maconha. O estudo levou em consideração 140 países.[9]


Feriados[editar | editar código-fonte]

Data Nome em português
1º de janeiro Ano-Novo
15 de março Dia da Juventude
5 de maio Senior Citizen Day
1º de junho Dia do Presidente
9 de julho Dia da Constituição
segunda-feira de setembro Dia do Trabalhador
1º de outubro Dia da Independência
Última quinta-feira de novembro Dia de Ação de Graças
25 de dezembro Natal

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. palauano. Vocabulário Ortográfico Português. Instituto de Linguística Teórica e Computacional – Portal da Língua Portuguesa. Página visitada em 22 de março de 2012.
  2. palauense. Vocabulário Ortográfico Português. Instituto de Linguística Teórica e Computacional – Portal da Língua Portuguesa. Página visitada em 22 de março de 2012.
  3. CIA Factbook
  4. http://www.beta.undp.org/content/dam/undp/library/corporate/HDR/2011%20Global%20HDR/English/HDR_2011_EN_Complete.pdf
  5. Rocha, Carlos (18 de dezembro de 2012). O uso de artigo definido com Mónaco e outros nomes de países. Ciberdúvidas da Língua Portuguesa. Página visitada em 18 de dezembro de 2012.
  6. Languagens. CIA - The World Factbook. Página visitada em 9 de maio de 2014.
  7. Languages of Palau. Ethnologue - Languages of the World. Página visitada em 9 de maio de 2014.
  8. Field Listing: Religions. CIA - The World Factbook. Página visitada em 9 de maio de 2014.
  9. super.abril.com.br


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