Palazzo Pamphilj

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Fachada do Palazzo Pamphili.

O Palazzo Pamphilj (ou Pamphili) é um palácio com vista para a Piazza Navona, em Roma, que foi construído entre 1644 e 1650. Desde 1920, o palácio é a sede da embaixada brasileira na Itália e, em 1964, tornou-se propriedade da República Federativa do Brasil após uma negociação conduzida pelo então Embaixador Hugo Gouthier de Oliveira Gondim.

História[editar | editar código-fonte]

O palácio original foi construído em 1630, no lugar de uma série de casas pertencentes à poderosa família Pamphilj, ao estilo arquitectónico tardo-renascentista. Porém, quando Giovanni Battista Pamphilj se tornou Papa, em 1644, como Inocêncio X, a família decidiu que o palácio não era suficiente para o seu crescente prestígio e iniciou a construção de um novo e mais imponente palácio. O arquitecto escolhido foi Girolamo Rainaldi. O novo projecto englobou alguns prédios vizinhos, incluindo o anterior palácio dos Pamphilij, cuja decoração por Agostino Tassi foi parcialmente preservada, e o Palazzo Cybo.

Vista parcial da fachada do Palazzo Pamphilj (à esquerda).

O interior tem três pátios. A entrada é particularmente alta e luminosa: o andar nobre tem vinte e três salas afrescadas por artistas famosos, tais como Giacinto Gimignani, Gaspard Dughet, Andrea Camassei, Giacinto Brandi, Francesco Allegrini e Pier Francesco Mola. O pintor barroco Pietro de Cartona, pintou a longa galeria, entre 1651 e 1654, projectada por Francesco Borromini, com a História de Eneias.

Em seguida, o novo palácio tornou-se na residência da cunhada de Inocêncio X, a viúva Dona Olimpia Maidalchini, que era a sua confidente e conselheira. Era muito impopular e suspeitava-se que seria amante do Papa.

Olimpia foi mãe de Camillo Pamphilj, que se casou com Olimpia Aldobrandini. A esposa trouxe como dote a propriedade do Palazzo Aldobrandini, agora conhecido como Palazzo Doria Pamphilj (onde está instalada a famosa Galeria Doria Pamphilj), ao qual se acede pela Piazza del Collegio Romano e que se perfila na Via del Corso. Quando os Pamphilj se instalaram nesta nova residência, o palácio de Piazza Navona foi desocupado pela família e arrendado, entre outras, à Accademia Filarmonica Romana.

De forma confundível, até à unificação dos apelidos Doria e Pamphilj, ambos os palácios eram conhecidos como Palazzo Pamphilj ou, no caso do actual Palazzo Doria Pamphilj, por vezes como "Palazzo Pamfilio". Ambas as grafias, Pamphilj e Pamphili, estão presentes na escrita comum do italiano, embora a família prefira a forma Pamphilj.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]