Pancreatite

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Pancreatite
Esquematização do pâncreas
Classificação e recursos externos
CID-10 K85, K86.0-K86.1
CID-9 577.0-577.1
Star of life caution.svg Aviso médico

Trata-se de um processo inflamatório pancreático, de aparecimento súbito (agudo) e etiologia variada, geralmente acompanhada de importante comprometimento sistêmico. Cessada a causa que desencadeou a inflamação, a enfermidade poderá evoluir para a degeneração do órgão, com recuperação clínica, anatômica e fisiológica ou, então, marchar para sequelas decorrentes da cicatrização do parênquima. Em determinados casos pode provocar a morte.

Características[editar | editar código-fonte]

Esquematização de um pâncreas, entre o duodeno e o baço. Sua principal função é a produção de enzimas digestivas e regulação do açúcar no organismo.

Geralmente decorrente da ação de enzimas inadequadamente ativadas, que resulta em edema, hemorragia e até necrose pancreática e peripancreática.[1]

Pode ser classificada como Aguda ou Crônica. Na crônica a dor é causada pelo comprometimento dos nervos do sistema nervoso simpático e obstrução canícular (litiase pancreática).

Tipos[editar | editar código-fonte]

Há três tipos que diferem nas causas e nos sintomas:

  • Aguda: se for o primeiro episódio.
  • Crônica: se persistir mesmo depois de sua causa ter sido removida.
  • Hereditária: se a principal causa for genética.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

  • Dor abdominal;
  • Dificuldade de urinar e defecar;
  • Amilase e lipase no sangue mais de 3 vezes maior que o normal[2] ;
  • Ultrassom abdominal; ou
  • Tomografia computadorizada.

Causas[editar | editar código-fonte]

Sinal de Grey Turner indicando pancreatite hemorrágica em mulher de 40 anos.

Existem várias possíveis causas, sendo as mais comuns:

Outras possíveis causas são:

Mulheres grávidas são mais sensíveis a desenvolverem problemas com o excesso de triglicerídeos. O consumo excessivo de refrigerantes e cafeína também está associado a danos ao pâncreas.

Tipos de infecção[editar | editar código-fonte]

Células pancreáticas.

Prevenção[editar | editar código-fonte]

  • Não exagere na bebida. Quanto maior o volume ingerido, maior a toxidade, e o álcool é especialmente prejudicial ao pâncreas;
  • Não consumir álcool é importante para não agravar o quadro e evitar a progressão da pancreatite;
  • Procure assistência médica se sentir uma dor forte na parte superior do abdômen que se espalha para as costas. Diagnóstico e início precoce do tratamento são fundamentais para a cura ou controle da doença.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

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Sinal de Cullen, hemorragia abdominal e inchaço ao redor do umbigo em homem adulto.

O tratamento vai depender das causas e dos objetivos desse tratamento:

1 Limitar a intensidade da inflamação pancreática

  • Inibidores da secreção pancreática
  • Inibidores das enzimas pancreáticas
  • Inibidores dos mediadores inflamatórios

2 Interromper a alimentação do paciente para evitar complicações

3 Medidas de suporte e tratamento das complicações

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

A incidência por ano de pancreatite aguda está em torno de 18 a 100.000 habitantes nos EUA e 16 a cada 100.000 habitantes na Europa.[3] A mortalidade no primeiro caso é menor que 1%, porém caso a pancreatite persista (passando a ser crônica) a mortalidade aumenta para 17-20% em menos de 3 anos após o diagnóstico e para 41% após 5 anos, sendo pior entre diabéticos.[4]

Costuma aparecer após os 30 anos, sendo a idade média do primeiro diagnóstico aos 48 anos. É cerca de seis vezes mais comum em homens adultos. Casos mal prognósticados estão relacionados com a persistência ao uso abusivo de álcool (em cerca de 60% dos casos), ao tabagismo, mau controle glicêmico e dor reistente a analgésicos.[5]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Aula médica sobre Pancreatite Águda: [1]

Referências

  1. TARCISIO TRIVIÑO, GASPAR DE JESUS LOPES FILHO e FRANZ ROBERT APODACA TORREZ. Pancreatite aguda: o que mudou? Disciplina de Gastroenterologia Cirúrgica do Departamento de Cirurgia da Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo
  2. Banks P, Freeman M (2006). "Practice guidelines in acute pancreatitis". Am J Gastroenterol 101 (2379–400): 2379–400. doi:10.1111/j.1572-0241.2006.00856.x .
  3. Eland IA, Sturkenboom MJ, Wilson JH, Stricker BH (2000). "Incidence and mortality of acute pancreatitis between 1985 and 1995". Scand. J. Gastroenterol. 35 (10): 1110–6. doi:10.1080/003655200451261. PMID 11099067.
  4. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16680228
  5. Seicean A, Tantău M, Grigorescu M, Mocan T, Seicean R, Pop T. Mortality risk factors in chronic pancreatitis. J Gastrointestin Liver Dis. 2006 Mar;15(1):21-6.