Pantagruel

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
O gigante Gargântua, ilustração de Gustave Doré, 1873.

Pantagruel é o herói do primeiro romance de François Rabelais Les horribles et épouvantables faits et prouesses du très renommé Pantagruel Roi des Dipsodes, fils du Grand Géant Gargantua ("Os horríveis e apavorantes feitos e proezas do mui renomado Pantagruel, rei dos dipsodos, filho do grande gigante Gargântua"), publicado em 1532. Pantagruel é filho do gigante Gargântua e de sua mulher Badebec, que morre durante o parto.

Um grande boa-vida, alegre e glutão, destaca-se desde a infância por sua força descomunal - superada apenas por seu apetite. Seu nome significa "tudo alterado" e é também o nome de um demónio do folclore bretão cuja actividade preferida era a de jogar sal na boca dos bêbados adormecidos, para lhes causar sede e fazê-los beber ainda mais.

Em suas andanças, Pantagruel encontra Panurge, um clérigo arruinado que se tornará seu companheiro de aventuras e também protagonista de vários episódios do romance.

Fortemente inspirada na tradição oral do medievo, nas gestas e nos romances de cavalaria, a narrativa constitui-se de episódios épicos, cómicos, eventualmente delirantes e grotescos, narrados em linguagem simples.

Após o grande sucesso do seu primeiro livro, Rabelais publica o segundo romance, Gargântua, originalmente chamado La vie très horrifique du grand Gargantua, père de Pantagruel (" A vida mui horrífica do grande Gargântua, pai de Pantagruel").

Em virtude da censura da Sorbonne, Rabelais escreveu ambos os livros sob o pseudónimo Alcofrybas Nasier, um anagrama de seu próprio nome. De todo modo, Pantagruel acabou condenado pela Sorbonne, sendo incluído entre os livros obscenos e censurados. Em 1564 o Index librorum prohibitorum, promulgado pelo Papa, classificou as obras de Rabelais como heréticas.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]