Panulirus argus

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Como ler uma caixa taxonómicaLagosta Espinhosa
(Panulirus argus)
Lagostas Panulirus argus no mar do Caribe

Lagostas Panulirus argus no mar do Caribe
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Subfilo: Crustacea
Classe: Malacostraca
Subclasse: Eumalacostraca
Superordem: Eucarida
Ordem: Decapoda
Subordem: Pleocyemata
Família: Palinuridae
Género: Panulirus
Espécie: Panulirus argus

A Panulirus argus é uma espécie de lagosta do Oceano Atlântico, comum desde o mar do Caribe até o litoral do sudeste brasileiro. Caracteriza-se por possuir o exoesqueleto com muitos espinhos, o que lhe valeu o nome popular de "lagosta espinhosa". Vivem em grupos e habitam o solo marinho, geralmente longe das costas, em profundidades que atingem até os 90 metros. Passam o dia escondidas em fendas entre as rochas, saindo a noite para procurar alimento, sendo um animal principalmente detritívoro, embora também cace outros crustáceos menores (inclusive da mesma espécie), caramujos e vermes.

Os machos são maiores que as fêmeas, podendo atingir até 60 cm de comprimento, embora dificilmente passem dos 40 cm. As fêmeas se limitam a menos de 30 cm de comprimento.

Reprodução[editar | editar código-fonte]

Após o acasalamento, uma fêmea de lagosta bota até 100.000 ovos, que ficam presos na parte inferior de seu abdomen. Dos ovos nascem larvas, que vivem livres no oceano, sendo levadas pelas correntes. Enquanto se desenvolvem precisam trocar seu exoesqueleto, durante este período de muda, estes animais se tornam extremamente vulneráveis à seus predadores.

Pesca de lagostas na Venezuela.

Importância econômica[editar | editar código-fonte]

É a espécie de lagosta mais pescada e comercializada do Oceano Atlântico, sendo que em diversos locais é considerada como um alimento de luxo. Geralmente são pegas em armadilhas com o formato de caixas, deixadas pelos pescadores no mar durante a noite, quando as lagostas saem para se alimentar. Tais "caixas-armadilhas" possuem uma isca que atrai o crustáceo e um sistema que impede o animal de sair de seu interior depois de entrar.

A pesca predatória indiscriminada preocupa muitos especialistas que acreditam que a espécie possa estar se tornando ameaçada.

Curiosidade[editar | editar código-fonte]

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É capaz de se localizar a partir de mapas de variações locais em relação ao campo magnético da Terra.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • [1] Vivaterra, ONG de defesa, pesquisa e educação ambiental. (em português)
  • [2] Bio Digital, Atlas virtual da Biodiversidade do Sergipe (em português)
  • [3] Folha: Robôs aprendem com lagostas a montar mapas magnéticos

Referências

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