Papa Gelásio II

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Gelásio II, O.S.B.
161º papa
Nome de nascimento Giovanni de Gaeta
Nascimento Gaeta, Itália,
1085
Eleição 10 de Março de 1118
Fim do pontificado 29 de janeiro de 1119 (34 anos)
Antecessor Pascoal II
Sucessor Calisto II
Listas dos papas: cronológica · alfabética

O Papa Gelásio II (Giovanni de Gaeta) foi um monge beneditino foi eleito em 24 de Janeiro de 1118 e morreu em 28 de Janeiro de 1119.

Mal o Papa Pascoal II terminou o seu tempestuoso pontificado, os cardeais souberam que Henrique V se tinha aliado a uma facção romana para forçar a escolha de um candidato mais maleável. Secretamente reuniram-se num mosteiro beneditino e enviaram um mensageiro a Monte Cassino para convocar o Cardeal João de Gaeta, informando-o que o tinham eleito papa por unanimidade.Quando se espalhou a notícia de que os cardeais tinham eleito um papa sem consultar o imperador, partido imperial, comandado por Cenzio Frangipani , atacou o mosteiro; Cenzio agarrou o novo papa pelo pescoço, atirou-o ao chão e arrastou-o pelos cabelos até um castelo próximo, onde o atirou para um calabouço carregado de correntes. Indignados com este acto brutal, o romanos cercaram os revoltosos e exigiram a libertação imediata do papa. Cenzio e a facção imperial, intimidados, atiraram-se aos pés do papa pedindo misericórdia. Formou-se uma procissão e, no meio de gritos de alegria, Gelásio II (foi o nome por ele escolhido) foi levado a Latrão e entronizado.[1]

Foi um triunfo de curta duração, pois a 2 de Março, o imperador Henrique V, sabendo do que se passara em Roma, deixou o seu exército na Lombardia e digiriu-se rapidamente para a Cidade Eterna. Numa noite de tempestade, o papa e a sua corte fugiram pelo rio Tibre em duas galeras, sob as pedras e flechas que lhes atiravam os membros da facção imperial. Depois de vários precalços, Gelásio II consegue chegar a Gaeta, onde foi recebido de braços abertos pelos normandos. Sendo apenas diácono, recebeu ordenação sacerdotal e consagração episcopal. Enquanto isso, ignorando a eleição dos cardeais, o imperador coloca no trono pontifício a Maurício Bordino, arcebispo de Braga, em Portugal, que teve a ousadia de usar o venerado nome de Gregório. Gelásio excomungou os dois, o antipapa e o imperador e, logo que o imperador abandonou Roma, voltou secretamente, mas depressa compreendeu que seria melhor abandonar Itália, e dirigiu-se a França. Foi recebido com grande deferência e o conselheiro de Luis VI, o abade Suger, conduziu-o ao seu mosteiro. Tentava o papa convocar um grande sínodo, quando morreu, deixando os problemas para o seu sucessor, o Papa Calisto II.[2]

Referências


Precedido por
Pascoal II
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Papa

161.º
Sucedido por
Calisto II


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