Papagaio-de-bico-largo

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Lophopsittacus.mauritianus.jpg

Estado de conservação
Status iucn3.1 EX pt.svg
Extinta  (1680) (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae
Género: Lophopsittacus
Espécie: L. mauritianus
Nome binomial
Lophopsittacus mauritianus
Owen, 1866

O papagaio-de-bico-largo (Lophopsittacus mauritianus) foi uma espécie de ave psittaciforme nativa da ilha Maurícia, extinta no século XVII. A espécie nunca foi documentada em vida por cientistas e é conhecida apenas de desenhos feitos pelos primeiros exploradores a chegar às ilhas, e de ossos.

O papagaio-de-bico-largo tinha uma cauda longa e asas atrofiadas que muito provavelmente impediam o voo. A sua plumagem era azul-acinzentada e tinha uma crista na cabeça. Uma espécie semelhante, o papagaio-cinzento-das-maurícias (Lophopsittacus bensoni), de menores dimensões e plumagem cinzenta, igualmente extinto e identificado apenas através de alguns ossos, corresponderá provavelmente às fêmeas do papagaio-de-bico-largo, tratando-se de uma manifestação de dimorfismo sexual.

A característica mais distintiva desta espécie é o seu bico, muito largo mas relativamente frágil, adaptado para esmagar a polpa de frutos de grandes dimensões e engolindo o fruto todo incluindo o caroço. Tendo em conta estas estruturas morfológicas, é provável que tenha sido o papagaio-de-bico-largo, e não o dodó, o responsável pela propagação do tambalacoque (ou árvore-dodó).

A extinção do papagaio-de-bico-largo está associada à colonização do seu habitat pelo Homem e espécies invasoras como porcos, cães e ratos. Como não voava e provavelmente nidificava ao nível do chão, os adultos, juvenis e ovos transformaram-se numa presa fácil. O kakapo representa a última espécie de papagaio com estas características e encontra-se em perigo crítico de extinção por motivos semelhantes.

Taxonomia[editar | editar código-fonte]

As descrições mais antigas conhecidas do papagaio-de-bico-largo foram fornecidas por viajantes holandeses durante a Segunda Expedição Holandês para a Indonésia, liderada pelo almirante Jacob Cornelis van Neck em 1598. Eles aparecem em relatórios publicados em 1601, que também contém a primeira ilustração da ave, juntamente com a primeira de um dodô. Os marinheiros holandeses que visitaram Maurício categorizaram os papagaio-de-bico-largo separadamente de outros papagaios, e se referiram a eles como "Indische ravens" ("corvos da Índia") sem o acompanhamento de descrições úteis, o que causou confusão quando seus diários foram estudados.

Ver também[editar | editar código-fonte]