Papelão

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Uma caixa de papelão.

O papelão é um tipo mais grosso e resistente de papel, geralmente utilizado na fabricação de caixas, podendo ser liso ou enrugado. É produzido dos papéis compostos das fibras da celulose, que são virgens ou reciclados.

Por este motivo o papelão e seus produtos são frequentemente alvo de processos de reciclagem, gerando toda uma indústria deste processo, desde sua coleta até sua logística e reprocessamento na indústria de produção de papelão.

O tipo mais comum de papelão é o papelão ondulado, composto de três camadas. Tomando como exemplo uma caixa de papelão, teremos a camada mais externa, que tem função de proteção e revestimento. A camada intermediária, também conhecida como "enchimento", é a camada mais volumosa, geralmente composta de um papel grosso disposto de forma ondulada. Finalmente, temos a camada mais interna, com função de revestimento da mesma forma que a primeira camada, porém sendo de um material menos grosseiro.

Tipos de papelão.

Papelão ondulado[editar | editar código-fonte]

O papelão ondulado geralmente é composto por elementos;

  1. Capa externa (ascendente)
  2. Miolo (o corrugado) (entrelaçada)
  3. Capa interna (fechadura)

As capas são também chamadas "forros".

As placas assim formadas são então cortadas e moldadas em uma variedade infinita de formas e tamanhos para transformarem-se em caixas e componentes internos de caixas.

Podem-se ter cinco ou mais elementos no caso de papelão de parede simples, ou ainda elevar o número destas camadas inclusive para produzir preenchimentos internos de embalagens adequadas a acomodar produtos de formatos irregulares.

Estas três camadas básicas de papel são montadas em uma maneira que dê à estrutura total uma resistência melhor do que aquela de cada camada distinta. Esta construção engenhosa dá forma, fixa as dimensões de uma série dos arcos conectados levando a não só a geometria ter maior resistência a flexão, tendo a rigidez e resistência consideráveis, mas até suporte pesos sobre sua superfície.

Além disso o ar que fica imobilizado nos espaços internos também como um isolante térmico que fornece a proteção excelente às variações de temperatura durante o transporte.

Existem diversos tipos de ondulados, cada um com tamanhos diferentes de miolos e de perfis que oferecem muitas combinações projetadas para conter produtos com as características e os desempenhos diferentes.

As embalagens de papelão ondulado evoluíram no tempo para muito mais que caixas que acomodem produtos para entrega.

Novas tecnologias em embalagens transformam o que seria a embalagem secundária em embalagem de prateleira. Exemplo são as embalagens em papel Coathing que vem tomando lugar de destaque no mercado sul-americano, sendo seu uso muito comum nos países europeus.

Além de versáteis as embalagens de papelão contribuem para minimizar o impacto ambiental pois para se usamos 1 de madeira uma caixa, podemos fazer cinco caixas de papelão com as mesma características físicas de resistência ao empilhamento.

História[editar | editar código-fonte]

A história do papelão ondulado vem evoluindo continuamente desde a metade do século XIX. Quando a primeira patente com os princípios básicos da corrugação foi criada em 1856, quem poderia imaginar que a embalagem de papel ondulado seria um fator importante para o crescimento da economia mundial até os dias de hoje.

Para dar um exemplo específico, com a revolução era necessário transportar alimentos frescos por longas distâncias, que seria impossível naquela época sem o desenvolvimento das caixas de papelão ondulado.

No início não passava de ficção científica, quando em 1871 Albert L. Jones achou a aplicação da patente para manufaturar papel corrugado, fazendo passar por dois rolos corrugadores aquecidos uma folha de papel umedecido.

Não muito tempo depois, o americano Oliver Long fez uma importante descoberta. Verificou que uma folha plana colada ao papel ondulado mantinha sua forma e aumentava a resistência, denominou face simples.

Com esta percepção de aumento da resistência, nasceu a indústria de papelão ondulado.

A companhia chamada Thompson & Norris começou a trabalhar com as patentes em 1875, seguido por outra companhia, Robert Gair em 1878. Inicialmente ambas nos Estados Unidos e poucos anos depois na França, Inglaterra e Alemanha.

A patente para a chapa de parede simples surgiu em 1889, iniciava-se a produção das primeiras caixas montadas, porém somente em 1895 começou de maneira regular nos Estados Unidos.

A indústria de papelão ondulado não decolou até 1914. Antes disso eram aplicadas taxas discriminatórias em sua utilização que dificultavam a passagem entre fronteiras de estados. Foi criado nesse ano uma comissão interestadual que legalizou e padronizou sua utilização criando condições para isso.

Deste ponto em diante a indústria de papelão ondulado não olhou para trás novamente.

Atualmente olhando em nossa volta nós podemos encontrar caixas de papelão em qualquer lugar, cada produto manufaturado é transportado e distribuído por todo o mundo graças a elas, com eficiência para o comércio.

A evolução das onduladeiras e das máquinas de papel permitiu que hoje, existam embalagens com qualidades das mais diversas, podendo substituir praticamente qualquer outra feita de outros materiais.

Ver também[editar | editar código-fonte]