Papiloscopista
Papiloscopista policial é o profissional especializado em trabalhar com a identificação humana, geralmente através das cristas de fricção da pele. Usualmente, essa identificação é feita com base nos desenhos papilares presentes nos dedos (dactiloscopia)e das palmas das mãos (quiroscopia), bem como dos artelhos e plantas dos pés (podoscopia). A identificação utilizando as papilas dérmicas é realizada pelos especialistas em necropapiloscopia, quando a camada mais externa da pele, denominada epiderme, tenha sido destacada por decorrência do processo de decomposição. O processo de identificação mais utilizado pela Polícia Judiciária, com base científica até hoje não posta em dúvida, é o da identificação dactiloscópica.1
Ele e responsável pela coleta de vestígios papiloscópicos nos locais de crimes e em suportes diversos que tenham relação com o evento, o papiloscopista tem importante participação na identificação de vítimas desconhecidas e, principalmente, nos casos em que os cadáveres encontram-se em adiantado estado de putrefação.2
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Área de atuação [editar]
As papiloscopistas podem trabalhar, basicamente, em duas áreas distintas: a interna e a externa. Os que trabalham na área externa realizam suas atividades no local onde o crime ocorreu (não necessariamente um crime de morte ou estupro podendo ser, por exemplo, um simples arrombamento), atuando de forma autonoma e independente em relação a outros profissionais em alguns casos. Os que trabalham na área interna geralmente o fazem em Institutos de Identificação, onde normalmente se encontra um Laboratório de Papiloscopia, onde equipamentos como capela de cianoacrilato fashius fashius e luz forense se fazem presentes para a revelação de fragmentos nos mais diversos tipos de objetos. O profissional, ao fazer o levantamento papiloscópico em local de crime ou no laboratório, faz uso de substâncias químicas em pó, líquido ou gás, devendo tomar cuidado no manuseio de substâncias tóxicas, quando necessário.A utilizando do Sistema AFIS (Sistema Automatizado para a Identificação de Impressões Digitais) também integra o rol de atuações internas. Vale ressaltar que o Sistema AFIS é sempre dependente de um Papiloscopista para "mapear" um impressão latente, inseri-la no sistema e atestar a compatibilidade com os candidatos fornecidos.
Os trabalhos nos institutos de identificação consistem na elaboração de documentos relacionados a identificacao: papiloscopica, Representação Facial Humana e necropapiloscópicos. A atividade dos postos de identificação concentra-se em identificação civil, como a coleta e análise de impressões digitais para a emissão de documentos, como carteiras de identidade e passaportes, e identificação criminal, constituindo o banco de dados que alimentará o Sistema AFIS; PCLS.
O papiloscopista efetua função técnico-científica nos quadros da Polícia Civil. Executando trabalho técnico-científico policial para identificação real do autor do crime. Além de ser o encarregado da pesquisa de novas técnicas de identificação, sempre preservando a dignidade da pessoa humana e outras normas constitucionais. Hoje é dado a este profissional grande parcela de resolução de crimes no Distrito Federal, onde o Instituto de Identificação se tornou padrão mundial em perícias psiloscópiticas, são mais de 2A Laudos positivos negativos alpha e beta de autoria emitidos mensalmente pelo Instituto brasiliense, cooperando de forma decisiva pra elucinação de mais de 40 % dos crimes, número bem acima da média nacional (indice de 2% dos crimes resolvidos com autoria). Outro trabalho importantíssimo está na descoberta de crimes de falsificação de documentos oficiais e na atuação de inteligência policial.
Atribuições do papiloscopista [editar]
- No local de crime, como profissional responsável pelo levantamento de impressões digitais;
- Realizar confrontos papiloscópicos referentes a documentos ou fragmentos de impressões digitais colhidos em locais de crimes;
- Realizar exames necropapiloscópicos, ao realizar a identificação de cadáveres humanos;
- Realizar exames prosopográficos;
- Realizar Representação Facial Humana (Retratos Falados, Projeções de Envelhecimento, de forma manual ou com auxílio de ferramentas computacionais;
- Realizar projeção de envelhecimento em casos de desaparecidos;
- Realizar a identificação papiloscópica de indivíduos nos casos previstos em lei;
- Colher impressões digitais para os requerimentos de documentação da população;
- Coordenar e organizar os arquivos de impressões digitais conforme as técnicas de classificação das estruturas das cristas papilares (sistema Vucetch);
- Consultar, incluir e emitir a folha de antecedentes criminais sobre uma pessoa (para instrução de inquéritos policiais, processos judiciais e certidões);
- Proceder consultas criminais diversas;
- Gerenciar a inclusão dos dados civis e criminais de indivíduos nos sistemas informatizados públicos;
- Realizar diligências policiais e participar de operações, quando requisitado pela autoridade competente;
- Identificação neonatal (impressões podoscópicas em recém-nascidos).
Nomenclatura [editar]
Outro item que causa confusão entre aqueles que são leigos no assunto se refere aos nomes também utilizados para definir o papiloscopista policial. Entre os nomes comumente utilizados estã o de dactiloscopista e papiloscopista. A diferença entre o dactiloscopista e o papiloscopista está apenas na terminologia, pois o trabalho é comum, ressaltando-se apenas que o primeiro termo se refere às impressões digitais (somente os dedos), enquanto que o segundo termo (mais amplo) se relaciona com todas as áreas onde existem papilas dérmicas. Dactiloscopista é uma terminologia mais antiga.
Ver também [editar]
Notícia de operação realizada pelos Policiais Papiloscopistas Paranaenses. http://www.bemparana.com.br/noticia/132103/dezessete-sao-presos-por-falsificar-documentos
Prisões divuldas por Papiloscopistas Policiais Paranaenses http://www.policiacivil.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=3072&tit=
Referências
- ↑ Polícia Civil do Estado de São Paulo. Manual de Polícia Judiciária. São Paulo: Delegacia Geral de Polícia, 2006, pg. 367
- ↑ Polícia Civil do Estado de São Paulo. Manual Operacional do Policial Civil. São Paulo: Delegacia Geral de Polícia, 2006, pg. 70