Para o Brasil seguir mudando

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Dilma Rousseff, candidata presidencial da coligação Para o Brasil seguir mudando.

Para o Brasil seguir mudando foi uma coligação eleitoral de centro-esquerda formada ao redor do Partido dos Trabalhadores (PT) para disputar à eleição presidencial de 2010 no Brasil. Foi composta por dez partidos: PT, PMDB, PCdoB, PDT, PRB, PR, PSB, PSC, PTC e PTN. Em 14 de outubro de 2010, o PP se juntou não-oficialmente à coligação.1 A candidata presidencial da coligação era Dilma Rousseff (PT), tendo como vice Michel Temer (PMDB). Eles foram eleitos no dia 31 de outubro de 2010 e tomarão posse no dia 1° de janeiro de 2011.

No primeiro turno das eleições, em 3 de outubro de 2010, Rousseff recebeu a maior parte dos votos na eleição presidencial. Com mais de 47 milhões de votos, ela se tornou a mulher mais votada das Américas.2 Entretanto, ela teve de enfrentar um segundo turno contra o segundo candidato mais votado, José Serra (PSDB), no dia 31 de outubro, uma vez que ela foi incapaz de conseguir romper a barreira de 50% dos votos válidos, ou seja, não obteve a maioria dos votos.

Nas eleições parlamentares, a coligação Para o Brasil seguir mudando obteve controle de 352 dos 513 assentos da Câmara dos Deputados,3 e de 54 dos 81 assentos do Senado Federal.4 Isso irá garantir a Rousseff uma ampla maioria em ambas as casas legislativas, algo que o atual governo do PT, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, jamais teve. A coligação também conseguiu eleger 11 dos 18 governadores definidos em primeiro turno.5 A coligação conseguiu eleger mais cinco governadores no segundo turno.

No mesmo pleito configurou-se grandes derrotas para a oposição ao governo federal, reunida ao redor da coligação de centro-direita O Brasil pode mais, liderada pelo ex-governador de São Paulo José Serra. Na disputa parlamentar, a oposição encolheu de 133 para 111 deputados federais3 e de 38 para 27 senadores.4 A coligação também conseguiu eleger apenas 7 dos 18 governadores eleitos em 3 de outubro,5 ganhando o controle de mais quatro estados no dia 31. Por outro lado, a oposição de esquerda ao governo federal, liderada pelo PSOL, uma dissidência do PT, manteve o controle de três assentos na Câmara3 e obteve mais um assento no Senado.4

No segundo turno, a coligação Para o Brasil seguir mudando recebeu o apoio do PP, que havia permanecido neutro no primeiro turno, mesmo que a maioria de seus diretórios e candidatos já houvessem apoiado a candidata do PT.1 O PSOL instruiu seus filiados a não darem "nenhum voto a Serra", liberando o voto para Rousseff.6 Enquanto o candidato presidencial do partido, Plínio de Arruda Sampaio, declarou voto nulo, a bancada do partido no Congresso defendeu o "voto crítico" em Rousseff.6

Performance[editar | editar código-fonte]

Eleição presidencial de 2010
Turno Candidata Vice Votos  %
Dilma Michel Temer 47.651.434 46,9%
55.752.483 56.0%
Eleições parlamentares*
Assentos na Câmara:
352 / 513
Assentos no Senado:
54 / 81
(*) Considerando os resultados do PP
Governos estaduais
16 / 27

Referências

  1. a b Mestieri, Gabriel. "PP formaliza apoio a Dilma no 2º turno". R7. 14 de outubro de 2010.
  2. "Dilma comparada a Indira Ghandi". Diário do Comércio. 7 de outubro de 2010.
  3. a b c "Saiba a nova composição da Câmara". G1. 4 de outubro de 2010.
  4. a b c "Partidos aliados de Dilma elegem mais senadores que a oposição". R7. 4 de outubro de 2010.
  5. a b Lusa. "Brasil elege 18 governadores à primeira volta, 11 são aliados de Dilma". Jornal de Negócios. 4 de outubro de 2010.
  6. a b Pasini, Mariana. "PSOL indica 'voto crítico' em Dilma ou voto nulo no 2º turno". G1. 15 de outubro de 2010.