Falácia da janela quebrada

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Parable of the broken window)
Ir para: navegação, pesquisa

Em Economia, a parábola da janela quebrada ou falácia da janela quebrada (do inglês The broken window fallacy) é um paradoxo criado pelo economista fracês Frédéric Bastiat.[1]

Parábola[editar | editar código-fonte]

A parábola original de Bastiat em Ce qu'on voit et ce qu'on ne voit pas(1850):[2] [3]

Alguma vez você já testemunhou a ira do bom lojista James Goodfellow quando seu filho descuidado quebrou uma vidraça? Se você já presenciou tal cena você vai dar testemunho com toda a certeza do fato de que cada um dos espectadores, uns trinta deles, de comum acordo, aparentemente, ofereceram ao infeliz proprietário esta consolação invariável: - "Para cada coisa ruim há algo de bom. Todos devem viver e o que seria dos vidraceiros se os vidros dos paineis nunca fossem quebrados?"
Agora, esta forma de condolências contém toda uma teoria que aparece bem neste simples caso, já que é a mesma que infelizmente regula a maior parte de nossas instituições econômicas.
Suponha que repara o dano lhe custou seis francos e você diz que o acidente traz seis francos ao comércio do vidraceiro - o que incentiva o comércio com a quantidade de seis francos - admito isso, não tenho uma palavra a dizer contra isso; a razão se justifica. O vidraceiro vem, realiza sua tarefa, recebe seus seis francos, esfrega as mãos, e, em seu coração, abençoa a criança descuidada. Tudo isto é o que é visto.
Mas se, por outro lado, você chegar à conclusão, como é muitas vezes o caso, de que é uma coisa boa quebrar janelas, que faz com que o dinheiro circule e que o incentivo da indústria em geral, será o resultado dele, você vai me obrigar a gritar: "Pare! A sua teoria se limita ao que é visível! Ela não leva em conta o que não é."
Ela não vê como o nosso lojista gastou seis francos em uma coisa e que então não pode gastar em outra. Não vê que se ele não tivesse uma janela para substituir ele teria talvez substituído seus sapatos velhos ou comprado um outro livro para sua biblioteca. Em suma, ele teria empregado os seus seis francos, de alguma forma, se este acidente tivesse sido evitado.

Referências

  1. Eric Robert Morse. Juggernaut. New Classic Books; 2010. ISBN 978-1-60020-049-6. p. 206.
  2. Bastiat, Frédéric. In: Frédéric. That Which Is Seen, and That Which Is Not Seen. [S.l.: s.n.], 1850. Visitado em 2009-06-07.
  3. Bastiat, Frédéric. In: Frédéric. Ce qu'on voit et ce qu'on ne voit pas (em ). [S.l.: s.n.], 1850. Visitado em 2009-06-07.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]