Paracelso

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Paracelsus
Nascimento 17 de dezembro de 1493
Einsiedeln
Morte 24 de setembro de 1541 (47 anos)
Salzburg
Nacionalidade Suíça Suíço
Ocupação Medicina, alquimia, física, astrologia

Paracelso, pseudônimo de Philippus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim, (Einsiedeln, 17 de dezembro de 1493Salzburgo, 24 de setembro de 1541) foi um médico, alquimista, físico, astrólogo e ocultista[1] suíço-alemão.[2] A ele também é creditado a criação do nome do elemento zinco, chamando-o de zincum[3] [4] .

Seu pseudônimo significa "superior a Celso (médico romano)". No estudo da sua biografia, facto tem sido gradualmente separado da crença, mas nenhum acordo foi alcançado no que respeita à natureza e sentido de seu ensino. Ele é considerado por muitos como um reformador do medicamento. Também é aclamado por suas realizações em Química e como fundador da Bioquímica e da Toxicologia[5] .

Ele aparece entre cientistas e reformadores como Andreas Vesalius, Nicolau Copérnico e Georgius Agricola, e, portanto, é visto como um moderno. Por outro lado, sempre possuiu uma aura de místico e até mesmo a obscura reputação de mago.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Estátua de Paracelso em Beratzhausen, Baviera.

Infância[editar | editar código-fonte]

Paracelso nasceu em Ensiedeln, na Suíça. Seu pai era suabiano e sua mãe era suíça. Na infância, foi educado pelo seu pai, que também era alquimista e médico. Acompanhava-o nas caminhadas pelas montanhas e povoados, observando a manipulação de medicamentos. Aprendeu a gostar das plantas e ervas silvestres. Foi educado na Áustria e quando jovem trabalhou em minas como analista.

Juventude[editar | editar código-fonte]

Paracelso, quando jovem, já instruido pelo pai, ao qual considerava além de instrutor, foi enviado aos cuidados dos monges do mosteiro de Santo André, na Saboia. Lá ele aprendeu sob a tutela dos monges e dos bispos Mathias Scheyd, de Rottgac e Mathias Schacht, de Freisingen e, especialmente de Eberhardt Baumgartner, tido como um dos alquimistas mais notáveis da época. Tendo concluído os estudos, e já no seu décimo sexto ano de permanência no mosteiro, ele foi enviado à Universidade de Basel e logo a seguir, foi instruído pelo abade de St. Jacob (Spanheim), em Wurzburg, um dos grandes e célebres intelectuais da época, de nome Johann Trithemius.[6]

Formações académicas[editar | editar código-fonte]

Foi educado na Áustria e quando adolescente trabalhou no laboratório e nas minas do judeu Sigismund Fugger, em Schwatz, no Tirol, que, como Trithemius, foi também um grande alquimista.[7] Lá Paracelso trabalhou como analista. Formou-se em medicina na Universidade de Viena em 1510, com dezessete anos de idade. Especula-se que ele tenha feito o seu doutorado na Universidade de Ferrara, em 1515 ou 1516.[8]

Viagens[editar | editar código-fonte]

Viajou para vários lugares do mundo, em busca de novos conhecimentos médicos e insatisfeito com o ensino tradicional que recebeu na academia. Foi para a Hungria,e Polônia , procurando alquimistas de quem pudesse aprender algo.

Regresso à Europa[editar | editar código-fonte]

No retorno de Paracelso à Europa, seus conhecimentos em tratamentos médicos tornaram-no famoso. Ele não seguia os tratamentos convencionais para feridas, que consistiam em derramar óleo fervente sobre elas; se as feridas estivessem em um membro (braço ou perna), esperava-se que elas ficassem em gangrena para então amputar o membro afetado. Paracelso acreditava que as feridas se curariam sozinhas se o pus fosse evacuado e a infecção fosse evitada.

Ele rejeitava as tradições gnósticas, mas manteve muitas das filosofias do Hermetismo, do neoplatonismo e de Pitágoras; de qualquer modo, a ciência Hermética tinha tantas teorias aristotélicas que a sua rejeição do Gnosticismo era praticamente sem sentido. Em particular, Paracelso rejeitava as teorias mágicas de Agrippa (Agrippa fora um dos outros discípulos de Trithemius) e Flamel. Ele não se achava um mago e desprezava aqueles que achavam que fosse.

Paracelso foi um astrólogo, assim como muitos (se não todos) dos físicos europeus da época. A Astrologia foi uma parte muito importante da Medicina de Paracelso. Em um de seus livros, ele reservou várias secções para explicar o uso de talismãs astrológicos na cura de doenças. Criou e produziu talismãs para várias enfermidades, assim como talismãs para cada signo do Zodíaco. Ele também inventou um alfabeto chamado "Alfabeto dos Reis Magos" e esculpiu nos talismãs nomes angelicais.

Visão e doutrina[editar | editar código-fonte]

A distinta natureza da filosofia de Paracelso é consequência da visão cosmológica, teológica, filosofia natural e medicina à luz de analogias e correspondências entre macrocosmos e microcosmos. As especulações acerca dessas analogias tinham seriamente empenhado a mente humana desde o tempo pré-Socrático e Platónico e durante toda a Idade Média. Paracelso foi o primeiro a aplicar essas especulações para o conhecimento da natureza sistemática.

Isso associado com a singular posição que ele assume no que diz respeito à teoria e à prática de aquisição de conhecimentos em geral, quebrou longe do ordinário lógico, antigo e medieval e moderno, seguindo as suas próprias linhas, e é nisto que muito do seu trabalho naturalista encontra explicação e motivação.

Segundo Paracelso[carece de fontes?], se o homem, o clímax da criação, une em si mesmo todos os componentes do mundo em torno dele como minerais, plantas, animais e corpos celestes, ele pode adquirir conhecimento da natureza de modo muito mais directo e "interna" do que a forma externa de consideração dos objetos pela mente racional. O que é necessário é um ato de atração simpática entre o interior representativo de um determinado objeto, na própria constituição do homem e o seu homólogo externo. A união com o objeto é então o soberano meio de adquirir conhecimento íntimo e total. Esta não é alcançada pelo cérebro, a sede da mente racional. E é num nível mais profundo, à pessoa como um todo, que é dado o conhecimento. É o seu corpo astral que ensina o homem. Por meio do seu corpo astral o homem comunica com a supraelementrariedade do mundo astral. Astrum é o contexto que denota não só o corpo celestial, mas a virtude ou atividade essencial de qualquer objeto. Isto no entanto não é atingido num estado racional de pensamento, mas sim em sonhos e transes fortificados por força de vontade e imaginação.

O que parece ser original em Paracelso, então, não é a teoria microcósmica em si mesma, nem a busca da união com o objeto, mas o emprego consistente desses conceitos como a ampla base de um elaborado sistema de correspondências na filosofia e medicina natural.

A morte[editar | editar código-fonte]

Voltou para Salzburg em 1540, convidado pelo bispo da cidade. Faleceu em 24 de setembro de 1541 com apenas 47 anos, em um hospital, sonhando ter fabricado o Elixir da Vida. A causa de sua morte não foi esclarecida. Uma hipótese é que teria sido assassinato em 1541, como foi evidenciado na exumação de seus ossos, que mostrou uma fratura no crânio. O corpo foi velado na igreja de São Sebastião e, de acordo com o seu último desejo, foram entoados os salmos bíblicos 1, 7 e 30.

A fama de Paracelso aumentou com as suas curas milagrosas e, após sua morte, a sua fama cresceu ainda mais. Um século depois, centenas de textos paracelsianos foram publicados, referindo-se quase todos a medicamentos químicos. No final do século XVI, existia já uma imensa literatura sobre a nova matéria médica. Devido ao facto de a abordagem médica de Paracelso diferir tanto daquilo que era aceitável até então, estabeleceu-se uma enorme confrontação entre os paracelsianos e o sistema médico oficial em vigor até então, confrontação aguçada pelo impacto provocado pelos humanistas, que desdenhavam das obras de Dioscorides e de Plínio, ambos muito populares no final da Idade Média, e enalteciam trabalhos menos conhecidos, especialmente os tratados de fisiologia e anatomia de Galeno. Muitos médicos seguidores de Paracelso eram alemães; na França, a confrontação foi mais agravada pelo facto de muitos médicos paracelsianos serem huguenotes (protestantes, partidários de Calvino); na Inglaterra, tal confrontação foi menos tempestuosa, tendo sido adotados os medicamentos químicos, que eram utilizados simultaneamente com medicamentos tradicionais galênicos.

Referências

  1. Allen G. Debus, "Paracelsus and the medical revolution of the Renaissance"—A 500th Anniversary Celebration from the National Library of Medicine (1993), p. 3.
  2. Paracelsus (em inglês) Britannica. Visitado em 17 de dezembro de 2012.
  3. Habashi, Fathi. Discovering the 8th metal (em inglês). [S.l.]: International Zinc Association. Visitado em 17 de dezembro de 2012.
  4. Hefner Alan G. Paracelsus (em inglês) themystica.com. Visitado em 17 de dezembro de 2012.
  5. p. 435, Verkehrsmedizin: Fahreignung, Fahrsicherheit, Unfallrekonstruktion, B. Madea, F. Musshoff e G. Berghaus, Köln:. Deutscher Ärzte-Verlag, 2007, ISBN 3-7691-0490-0
  6. Life and the Doctrines of Philippus Theophrastus Bombast of Hohonheim known as Paracelsus, by Franz Hartmann
  7. Life and the Doctrines of Philippus Theophrastus Bombast of Hohonheim known as Paracelsus, by Franz Hartmann
  8. Marshall James L; Marshall Virginia R. (2005). "Rediscovery of the Elements: Paracelsus" (PDF). The Hexagon of Alpha Chi Sigma: 71–8. ISSN 0164-6109. OCLC 4478114 (inverno de 2005). Visitado em 17 de dezembro de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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