Paradoxo da água e do diamante

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O paradoxo da água e do diamante é um paradoxo que nasce da teoria clássica do valor. Ele foi enunciado por Adam Smith na seguinte forma:

« Não há nada de mais útil que a água, mas ela não pode quase nada comprar; dificilmente teria bens com os quais trocá-la. Um diamante, pelo contrario, quase não tem nenhum valor quanto ao seu uso, mas se encontrará frequentemente uma grande quantidade de outros bens com o qual trocá-lo. » [1]

Este paradoxo serviu de fio condutor durante todo o século XIX para resolver a questão do valor e ilustra a distinção entre valor de troca e valor de uso..[2]

Referências

  1. Adam Smith - Investigação sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações, 1776.
  2. O diamante, enquanto material de uma dureza excepcional, apresenta um grande interesse para a indústria e o artesanato especializado; não era o caso na época da declaração do parados, além disso os consumidores continuam a anexar ao diamante um "valor de troca" bem superior ao "valor de uso", de sorte que para o que nos interessa aqui, o paradoxo continua pertinente

Ver também[editar | editar código-fonte]