Paradoxo do hedonismo

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O paradoxo do hedonismo, também conhecido como o paradoxo do prazer, é a ideia segundo a qual o prazer e a felicidade não podem ser obtidos diretamente, apenas indiretamente. Vários autores afirmaram, cada um a seu modo, que fracassamos na obtenção do prazer e da felicidade quando os procuramos deliberadamente:

" ... entretanto eu não concluirei a partir disto que a busca pelo prazer seja necessariamente autodestrutiva e fútil; mas apenas que o princípio do Hedonismo Egoísta, quando aplicado com o devido conhecimento das leis da natureza humana, é, na prática, autolimitador; ou seja, que um método racional de atingir o seu objetivo requer que, em certa medida, o coloquemos fora de vista e não apontemos diretamente a ele." [1]

"Mas eu então pensei que esse fim [a felicidade] só poderia ser atingido se não fosse colocado como o fim direto. Só são felizes (pensei) aqueles que têm suas mentes focadas em outro objeto que não a sua própria felicidade. [...] Mirando assim em outra coisa, acabam encontrando a felicidade pelo caminho [...] Pergunte a si mesmo se é feliz e deixará de sê-lo." [2]

"A maioria das pessoas persegue o prazer com tanto afã que o acaba deixando rapidamente para trás." [3]

"A felicidade é como um gato, se tentar persuadi-lo a vir até você, ele o evitará; nunca virá. Mas se não prestar atenção nele e se ocupar da sua vida, encontra-lo-á a se esfregar em suas pernas e a pular em seu colo."

"Felicidade se acha é só em horinhas de descuido..." [4]

"Como um ruído de chocalhos

Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes.
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,

Seriam alegres e contentes." [5]
  • O compositor Gilberto Gil, em sua canção "Barato Total":

"Quando a gente tá contente

Nem pensar que está contente
Nem pensar que está contente a gente quer
Nem pensar a gente quer, a gente quer

A gente quer, a gente quer é viver."

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Henry Sidgwick. The Methods of Ethics. BookSurge Publishing (1 Mar 2001) (p. 3).
  2. John Stuart Mill, Autobiography in The Harvard Classics, Vol. 25, Charles Eliot Norton, ed. (New York: P. F. Collier & Son Company, 1909 (p. 94).
  3. Søren Kierkegaard. Ou isso, ou aquilo: um fragmento de vida. Diapsalmata.
  4. Rosa, Guimarães. Tutaméia – Terceiras Estórias (8.a ed.). Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 2001, p. 60.
  5. Pessoa, Fernando, Poesia Completa de Alberto Caeiro, Companhia das Letras, 2005, p. 16.
  6. Arruda Leite, Ivana, Rondó, in Vianna, Lúcia Helena e Guidin, Márcia Lígia, org., Contos de Escritoras Brasileiras, Martins Fontes, 2003, pp. 145-148.