Paraíba
| Estado da Paraíba | |
| Hino: Hino da Paraíba | |
| Gentílico: Paraibano | |
| Localização | |
| - Região | Nordeste |
| - Estados limítrofes | Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará |
| - Mesorregiões | 4 |
| - Microrregiões | 23 |
| - Municípios | 223 |
| Capital | |
| Governo | |
| - Governador(a) | Ricardo Coutinho (PSB) |
| - Vice-governador(a) | Rômulo Gouveia (PSD) |
| - Deputados federais | 12 |
| - Deputados estaduais | 36 |
| - Senadores | Cássio Cunha Lima (PSDB) Cícero Lucena (PSDB) Vital do Rêgo Filho (PMDB) |
| Área | |
| - Total | 56 439,838 km² (21º) 1 |
| População | 2012 |
| - Estimativa | 3 815 171 hab. (13º)2 |
| - Densidade | 67,6 hab./km² (8º) |
| Economia | 20103 |
| - PIB | R$31.947.000 (19º) |
| - PIB per capita | R$8.481,00 (24º) |
| Indicadores | 20084 |
| - Esper. de vida | 69,4 anos (23º) |
| - Mort. infantil | 18,2‰ nasc. (15º) |
| - Analfabetismo | 23,5% (25º) |
| - IDH (2005) | 0,718 (24º) – médio5 |
| Fuso horário | UTC-3 |
| Clima | tropical e semi-árido Bs'h |
| Cód. ISO 3166-2 | BR-PB |
| Site governamental | www.pb.gov.br |
Paraíba é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situada a leste da região Nordeste e tem como limites o estado do Rio Grande do Norte ao norte, o Oceano Atlântico a leste, Pernambuco ao sul e o Ceará a oeste. Ocupa uma área de 56.439 km² (pouco menor que a Croácia).
A capital do estado é João Pessoa. Outros municípios importantes são Campina Grande, Santa Rita, Patos, Bayeux, Sousa, Cabedelo, Cajazeiras, Guarabira, Sapé e Santa Luzia.
A Paraíba é berço de vários notáveis poetas e escritores brasileiros como Augusto dos Anjos, José Américo de Almeida, José Lins do Rêgo, Pedro Américo (este mais conhecido por suas pinturas de cenas da História nacional), Assis Chateaubriand (mais conhecido por ter fundado os Diários Associados, a TV Tupi e o MASP), Ariano Suassuna, entre muitos outros. O estado também deu origem a um dos economistas mais influentes da história latino-americana: Celso Furtado.
Na Paraíba encontra-se o "ponto mais oriental das Américas", conhecido como a Ponta do Seixas, em João Pessoa. Devido à sua localização geográfica privilegiada (extremo oriental das Américas), a cidade de João Pessoa é conhecida turisticamente como "a cidade onde o sol nasce primeiro".
Além disso, a Paraíba é palco de uma das maiores festas populares do Brasil, "O Maior São João do Mundo", na cidade de Campina Grande.
Índice |
História [editar]
A história da Paraíba começa antes do descobrimento do Brasil, quando o litoral do atual território do estado era povoado pelos índios tabajaras e potiguaras6 .
No município de Ingá, agreste paraibano, encontra-se o sítio arqueológico mais visitado do estado, conhecido como Pedra do Ingá, onde estão gravadas, na dura rocha, no leito de um rio, dezenas de inscrições rupestres em baixo-relevo, formando painéis de incomparável beleza estética e uma composição gráfica única, com mensagens até hoje não decifradas. A Pedra do Ingá é um dos monumentos pictográficos mais estudados no mundo. Embora ainda fazendo parte do desconhecido, os achados da Pedra do Ingá estão já há bastante tempo catalogados por notáveis arqueólogos como um dos mais importantes documentos líticos, motivando permanentes e incessantes pesquisas, que buscam informações mais nítidas sobre a vida e os costumes de civilizações passadas.7
Antecedentes da conquista da Paraíba [editar]
Demorou um certo tempo para que Portugal começasse a explorar economicamente o Brasil, uma vez que os interesses lusitanos estavam voltados para o comércio de especiarias das Índias, e além disso, não havia nenhuma riqueza na costa brasileira que chamasse tanta atenção quanto o ouro, encontrado nas colônias espanholas, minério este que tornara uma nação muito poderosa na época6 .
Devido ao desinteresse lusitano, piratas e corsários começaram a extrair o pau-brasil, madeira muito encontrada no Brasil Colônia, e especial devido a extração de um pigmento, usado para tingir tecidos na Europa. Esses invasores eram em sua maioria franceses, e logo que chegaram no Brasil fizeram amizades com os índios, possibilitando entre eles uma relação comercial conhecida como "escambo", na qual o trabalho indígena era trocado por alguma manufatura sem valor.
Com o objetivo de povoá-la, a colônia portuguesa foi dividida em quinze capitanias, para doze donatários. Entre elas destacam-se a capitania de Itamaracá, a qual se estendia do rio Santa Cruz até a Baía da Traição. Inicialmente essa capitania foi doada à Pero Lopes de Sousa, que não pôde assumir, vindo em seu lugar o administrador Francisco Braga, que devido a uma rivalidade com Duarte Coelho, deixou a capitania em falência, dando lugar a João Gonçalves, que realizou algumas benfeitorias na capitania como a fundação da Vila da Conceição e a construção de engenhos.
Após a morte de João Gonçalves, a capitania entrou em declínio, ficando à mercê de malfeitores e propiciando a continuidade do contrabando de madeira.
Em 1574 aconteceu um incidente conhecido como "Tragédia de Tracunhaém", no qual índios mataram todos os moradores de um engenho chamado Tracunhaém em Pernambuco. Esse episódio ocorreu devido ao rapto e posterior desaparecimento de uma índia, filha do cacique potiguar, no Engenho de Tracunhaém. Após receber a comitiva constituída pela índia e seus irmãos, vindos de viagem, após resgatar a índia raptada, para pernoite em sua casa, um senhor de engenho, Diogo Dias, provavelmente escondeu-a, de modo que quando amanheceu o dia a moça havia desaparecido e seus irmãos voltaram para sua tribo sem a índia. Seu pai ainda apelou para as autoridades, enviando emissários a Pernambuco sem o menor sucesso. Os franceses que se encontravam na Paraíba estimularam os potiguaras à luta. Pouco tempo depois, todos os chefes potiguaras se reuniram, movimentaram guerreiros da Paraíba e do Rio Grande do Norte e atacaram o engenho de Diogo Dias. Foram centenas de índios que, ardilosamente, se acercaram do engenho e realizaram uma verdadeira chacina com a morte de todos que encontraram pela frente: proprietários, colonos e escravos, seguindo-se o incêndio do engenho.
Após esta tragédia, D. João III, rei de Portugal, desmembrou Itamaracá, dando formação à capitania do Rio Paraíba.
Existia uma grande preocupação por parte dos lusitanos em conquistar a capitania que atualmente é a Paraíba, pois havia a garantia do progresso da capitania pernambucana, a quebrada aliança entre Potiguaras e franceses, e ainda, estender sua colonização ao norte.
Expedições para a conquista [editar]
Quando o governador-geral D. Luís de Brito recebeu a ordem para separar Itamaracá, recebeu também do rei de Portugal a ordem de punir os índios responsáveis pelo massacre, expulsar os franceses e fundar uma cidade. Assim começaram as cinco expedições para a conquista da Paraíba. Para isso o rei D. Sebastião mandou primeiramente o ouvidor-geral D. Fernão da Silva.
I Expedição (1574): O comandante desta expedição foi o ouvidor-geral D. Fernão da Silva. Ao chegar no Brasil, Fernão tomou posse das terras em nome do rei sem que houvesse nenhuma resistência, mas isso foi apenas uma armadilha. Sua tropa foi surpreendida por indígenas e teve que recuar para Pernambuco.
II Expedição (1575): Quem comandou a segunda expedição foi o governador-geral, D. Luís de Brito. Sua expedição foi prejudicada por ventos desfavoráveis e eles nem chegaram sequer às terras paraibanas. Três anos depois outro governador-geral Lourenço Veiga, tenta conquistar a o Rio Paraíba, não obtendo êxito.
III Expedição (1579): Ainda sob forte domínio "de fato" dos franceses, foi concedida, por dez anos, ao capitão Frutuoso Barbosa a capitania da Paraíba, desmembrada de Olinda. Essa ideia só lhe trouxe prejuízos, uma vez que quando estava vindo à Paraíba, caiu sobre sua frota uma forte tormenta e além de ter que recuar até Portugal, ele perdeu sua esposa .
IV Expedição (1582): Com a mesma proposta imposta por ele na expedição anterior, Frutuoso Barbosa volta decidido a conquistar a Paraíba, mas cai na armadilha dos índios e do franceses. Barbosa desiste após perder um filho em combate.
V Expedição (1584): Após a sua chegada à Paraíba, Frutuoso Barbosa capturou cinco navios de traficantes franceses, solicitando mais tropas de Pernambuco e da Bahia para assegurar os interesses portugueses na região. Nesse mesmo ano, da Bahia vieram reforços através de uma esquadra comandada por Diogo Flores de Valdés, e de Pernambuco tropas sob o comando de D. Filipe de Moura. Conseguiram finalmente expulsar os franceses e conquistar a Paraíba. Após a conquista, eles construíram os fortes de São Tiago e São Filipe.
Conquista da Paraíba [editar]
Para as jornadas, o ouvidor-geral Martim Leitão formou uma tropa constituída por brancos, índios, escravos e até religiosos. Quando aqui chegaram se depararam com índios que sem defesa, fogem e são aprisionados. Ao saber que eram índios tabajaras, Martim Leitão manda soltá-los, afirmando que sua luta era contra os potiguaras (rivais dos tabajaras). Após o incidente, Leitão procurou formar uma aliança com os tabajaras, que por temerem outra traição, a rejeitaram.
Depois de um certo tempo Leitão e sua tropa finalmente chegaram aos fortes São Filipe e Santiago, ambos em decadência e miséria devido as intrigas entre espanhóis e portugueses. Com isso Martim Leitão nomeou o espanhol conhecido como Francisco Castrejón para o cargo de Frutuoso Barbosa. A troca só fez piorar a situação. Ao saber que Castrejón havia abandonado, destruído o Forte e jogado toda a sua artilharia ao mar, Leitão o prendeu e o enviou de volta à Espanha.
Quando ninguém esperava, os portugueses unem-se aos tabajaras, fazendo com que os potiguaras recuassem. Isto se deu no início de agosto de 1585. A conquista da Paraíba se deu no final de tudo através da união de um português e um chefe indígena chamado Pirajibe, palavra que significa "Braço de Peixe".
Fundação da Paraíba [editar]
Martim Leitão trouxe pedreiros, carpinteiros, engenheiros e outros para edificar a Cidade de Nossa Senhora das Neves. Com o início das obras, Leitão foi a Baía da Traição expulsar o resto dos franceses que permaneciam na Paraíba. Leitão nomeou João Tavares para ser o capitão do Forte. Na Paraíba teve-se a terceira cidade a ser fundada no Brasil e a última do século XVI.
Geografia [editar]
Possui clima tropical úmido no litoral, com chuvas abundantes. À medida que se desloca para o interior, depois da Serra da Borborema, o clima torna-se semiárido e sujeito a estiagens prolongadas e precipitações abaixo dos 500mm. As temperaturas médias anuais ultrapassam os 26 ℃, com algumas exceções no Planalto da Borborema, onde a temperatura média é de 24 ℃.
Relevo [editar]
A maior parte do território paraibano é constituída por rochas resistentes, e bastante antigas, que remontam a era pré-cambriana com mais de 2,5 bilhões de anos. Elas formam um complexo cristalino que favorecem a ocorrência de minerais metálicos, não metálicos e gemas. Os sítios arqueológicos e paleontológicos, também resultam da idade geológica desses terrenos.
- No litoral temos a Planície Litorânea que é formada pelas praias e terras arenosas.
- Na região da mata, temos os tabuleiros que são formados por acúmulos de terras que descem de lugares altos.
- No Agreste (e Brejo), temos algumas depressões que ficam entre os tabuleiros e o Planalto da Borborema, onde se encontram muitas serras, como a Serra da Araruna, a Serra de Cuité, Serra da Jurema, Serra do Bodopitá e a Serra de Teixeira. Encontra-se no município de Araruna o Parque Estadual Pedra da Boca.
- No sertão, temos uma depressão sertaneja que se estende do município de Patos até após a Serra da Viração.
O Planalto da Borborema ou Chapada da Borborema é o mais marcante acidente do relevo do estado. Na Paraíba ele tem um papel fundamental no conjunto do relevo, rede hidrográfica e nos climas. As serras e chapadas atingem altitudes que variam de 300 a 800 metros de altitude.
A Serra de Teixeira é uma das mais conhecidas, com uma altitude média de 700 metros, onde se encontra o ponto culminante da Paraíba, a saliência do Pico do Jabre, que tem uma altitude de 1.197 metros acima do nível do mar, e fica localizado no município de Matureia.
O relevo paraibano é modesto, mas não muito baixo: 66% do território se encontra entre 300 e 900 metros de altitude.
Hidrografia [editar]
Na hidrografia da Paraíba, os rios fazem parte de dois setores, Rios Litorâneos e Rios Sertanejos. O estado encontra-se com 97,78% de seu território dentro do polígono das secas, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).9
Na Paraíba existem muitos açudes entre eles o maior é o Açude Coremas/Mãe D'água que tem capacidade para 1.358.000.000 metros cúbicos ele está localizado na cidade de Coremas e abastece várias cidades do Sertão paraibano.
Cinco maiores açudes da Paraíba: 1° - Coremas / Mãe D'água: 1.358.000.000 2° - Boqueirão: 411.686.287 3° - Cajazeiras - Engenheiro Ávidos: 255.000.000 4° - Itatuba - Acauã (Argemiro de Figueiredo): 253.000.000 5° - Nova Olinda - Saco: 97.488.089
Rios Litorâneos - são rios que nascem na Serra da Borborema e vão em busca do litoral paraibano, para desaguar no Oceano Atlântico. Entre estes tipos de rios podemos destacar: o Rio Paraíba, que nasce no alto da Serra de Jabitacá, no município de Monteiro, com uma extensão de 360 km de curso d'água e o maior rio do estado. Também podemos destacar outros rios, como o Rio Curimataú e o Rio Mamanguape.
Rios Sertanejos - são rios que vão em direção ao norte em busca de terras baixas e desaguando no litoral do Rio Grande do Norte. O rio mais importante deste grupo é o Rio Piranhas, que nasce na Serra do Bongá, perto da divisa com o estado do Ceará. Esse rio é muito importante para Sertão da Paraíba, pois através desse rio é feita a irrigação de grandes extensões de terras no sertão. Tem ainda outros rios, como o Rio do Peixe, Rio Piancó e o Rio Espinharas, todos afluentes do Rio Piranhas. Os rios da Paraíba estão inseridos na Bacia do Atlântico Nordeste Oriental e apenas os rios que nascem na Serra da Borborema e na Planície Litorânea são perenes. Os outros rios são temporários e correm em direção ao norte, desaguando no litoral do Rio Grande do Norte.
Vegetação [editar]
A vegetação litorânea do estado da Paraíba apresenta matas, manguezais e cerrados, que recebem a denominação de "tabuleiro", formado por gramíneas e arbustos tortuosos, predominantemente representados, entre outras espécies por batiputás e mangabeiras. Formadas por floresta Atlântica, as matas registram a presença de árvores altas, sempre verdes, como a peroba e a sucupira. Nos estuários predominam os manguezais, os quais apresentam árvores com raízes de suporte, adaptadas à sobrevivência neste tipo de ambiente natural pantanoso.
A vegetação nativa do planalto da Borborema e do Sertão caracteriza-se pela presença da caatinga, devido ao clima quente e seco característico da região. A caatinga pode ser do tipo arbóreo, com espécies como a baraúna, ou arbustivo representado, entre outras espécies pelo xique-xique e o mandacaru.
Remanescentes florestais [editar]
Resquícios de floresta atlântica cobrem hoje em dia 6.743 km² do território paraibano, o que significa apenas 1,16% da área total do estado (dados de 2008).10 Para se fazer uma comparação dos diferentes padrões de preservação do meio ambiente, a Costa Rica, na América Central, tem uma área territorial de 51.100 km², muito semelhante aos 56.585 km² da Paraíba, mas preserva 26% do território nacional na forma de reservas extrativistas protegidas ou parques nacionais. Esse país centro-americano percebeu que o investimento em ecoturismo é mais rentável que a destruição de suas áreas naturais. Com isso, o turismo ecológico se tornou a segunda fonte de renda do país, atrás apenas da produção de tecnologias. Em 2011, o turismo gerava 115 mil empregos diretos e 460 mil indiretos.11 12
Na Paraíba, as regiões com maior concentração de resíduos dessas matas estão nos municípios litorâneos de Cruz do Espírito Santo, Santa Rita, Rio Tinto e Mamanguape. Além destes, há ainda remanescentes de florestas em Areia e Alagoa Grande, conjunto de relevante interesse ecológico e social, por se tratar de fragmentos de mata serrana (ou brejo de altitude). Tais áreas, em virtude de sua proximidade, podem ensejar estudos para formação de futuros corredores ecológicos que, conectados, possibilitarão maior oportunidade de circulação da fauna, o que se refletirá em maiores chances de preservação. Essas manchas verdes de mata têm sido bastante impactadas no estado pela expansão do cultivo da cana-de-açúcar no litoral e agreste e pelo desenvolvimento da carcinicultura nas áreas litorâneas de manguezal, além da especulação imobiliária (loteamentos).13
Em 1999, um workshop realizado em Atibaia, Estado de São Paulo, pelo Ministério do Meio Ambiente, juntamente com instituições de peso como Conservation International do Brasil, Fundação SOS Mata Atlântica e Fundação Biodiversitas, demonstrou que essas florestas constituem áreas de "extrema importância biológica" e portanto prioritárias para a conservação do resquícios da mata atlântica ainda existentes no Brasil.14
O Pico do Jabre, no município de Matureia, é uma importante superfície de floresta de caatinga que vem sofrendo relevantes decréscimos de área na última década (2000–2010).
Demografia [editar]
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Segundo dados estatísticos do IBGE, a Paraíba contava em 2010 com uma população de 3.766.528, correspondente a 1,97% da população nacional, sendo o estado uma das unidades da federação de menor superfície (0,66% do território nacional, ficando na 21ª posição em ordem decrescente). O censo de 2010 demonstrou ainda que a população urbana da Paraíba monta a 75,4%, em oposição aos 24,6% da zona rural. A densidade demográfica estadual é de 66,73 hab./km².15
Quanto ao quesito cor, o Censo 2010 apontou que a população do estado se autodeclarava da seguinte forma: parda, 1.986.619 (52,7%); branca, 1.499.253 (39,8%); negra, 212.968 (5,7%); e amarela e indígena, 67.636 (1,8%).15
Etnias [editar]
Assim como o povo brasileiro, o paraibano é fruto de uma forte miscigenação entre o branco europeu, os índios locais e os negros africanos. Sendo assim, a população é essencialmente mestiça, e o paraibano médio é predominantemente fruto da forte mistura entre o europeu e o indígena, com alguma influência africana (os caboclos predominam entre os pardos, que representam mais de 50% de toda a população estadual).
A menor presença negra na composição étnica do povo deve-se ao fato de a cultura canavieira no estado não ter sido tão marcante como na Bahia, no Maranhão ou em Pernambuco, o que ocasionou a vinda de pouca mão-de-obra africana.
Apesar da forte mestiçagem do povo, há, contudo, ainda hoje, bolsões étnicos em várias microrregiões: como povos indígenas na Baía da Traição (em torno de 12 mil índios potiguaras), mais de uma dúzia de comunidades quilombolas florescendo em vários municípios do Litoral ao Sertão, e a parcela da população (em torno de um terço do total) com predominante ascendência europeia, que vive principalmente nos grandes centros urbanos e nas cidades ao longo do Brejo, Alto Sertão e o Seridó.
Entre os mestiços, os mulatos predominam no litoral centro-sul paraibano e no agreste, os caboclos em todo o interior e no litoral norte. Já os cafuzos são raros e dispersos. O Dia do Mestiço (27 de junho) é data oficial no estado.17
Municípios mais populosos [editar]
A população paraibana concentra-se principalmente mais cidades de João Pessoa e Campina Grande, sendo que estas duas cidades juntas perfazem 40% da população do estado. Os municípios mais populosos são: João Pessoa, com 723.514 habitantes; Campina Grande, com 385.276 habitantes; Santa Rita, com 120.333 habitantes; Patos, com 100.695 habitantes; Bayeux, com 99.758 habitantes; Sousa com 65.807 habitantes; Cajazeiras, com 58.437 habitantes e Guarabira, com 55.340 habitantes.
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Cidades mais populosas da Paraíba (estimativa populacional 2012 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)18 |
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|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
João Pessoa Campina Grande |
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| Posição | Cidade | Mesorregião | Pop. | Posição | Cidade | Mesorregião | Pop. | Santa Rita Patos |
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| 1 | João Pessoa | Mata | 742 478 | 11 | Mamanguape | Mata | 42 537 | ||||
| 2 | Campina Grande | Agreste | 389 995 | 12 | Queimadas | Agreste | 41 538 | ||||
| 3 | Santa Rita | Mata | 121 994 | 13 | Pombal | Sertão | 32 134 | ||||
| 4 | Patos | Sertão | 102 020 | 14 | São Bento | Sertão | 31 582 | ||||
| 5 | Bayeux | Mata | 100 543 | 15 | Esperança | Agreste | 31 538 | ||||
| 6 | Sousa | Sertão | 66 457 | 16 | Monteiro | Borborema | 31 330 | ||||
| 7 | Cabedelo | Mata | 60 226 | 17 | Catolé do Rocha | Sertão | 29 079 | ||||
| 8 | Cajazeiras | Sertão | 59 130 | 18 | Alagoa Grande | Agreste | 28 375 | ||||
| 9 | Guarabira | Agreste | 55 977 | 19 | Pedras de Fogo | Mata | 27 479 | ||||
| 10 | Sapé | Mata | 50 565 | 20 | Solânea | Agreste | 26 323 | ||||
Religião [editar]
Segundo censo do IBGE em 2000, dos 3.443 825 pesquisados no Estado da Paraíba, declararam-se segundo o credo:19 20
| Religião | Praticantes |
|---|---|
| Católicos | 2.897.900 pessoas |
| Protestantes | 835.376 pessoas |
| Espíritas | 12.804 pessoas |
| Religiões Afro-brasileiras | 1.408 pessoas |
| Religiões Orientais | 357 pessoas |
| Outras religiões | 20.970 pessoas |
| Sem religião | 180.671 pessoas |
| Não determinado | 2.510 pessoas |
Os evangélicos estão galgando espaços cada vez mais amplos, com o passar do tempo. Na Paraíba, assim como em todo o país, o fenômeno é percebido a partir do surgimento de novas denominações e do crescimento no número de fieis que frequentam igrejas tradicionais, que surgiram no país há quase um século. Nos últimos dez anos, a população evangélica no Estado quase triplicou conforme projeção do Ministério de Apoio com Informação (MAI), entidade cujo objetivo é fornecer informações para o crescimento da igreja evangélica.
De acordo com o último Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente ao ano de 2000, a Paraíba contava com 8,8% de evangélicos. Já em dezembro de 2010, o Estado chegou a universo de 22,4% de fieis ocupando os bancos dos templos das diversas denominações evangélicas, também conhecidas como protestantes. Transformando em números absolutos, 2010 terminou com 835.376 paraibanos declarados evangélicos.
Embora o número de católicos esteja atualmente em queda em todo o país, a Paraíba continua a ser um dos estados com maior percentagem de adeptos dessa religião em território brasileiro; segundo o censo de 2010, 76,8% da população paraibana é seguidora do Catolicismo Romano. Ainda segundo o censo, 15,1% declarou ser de alguma denominação protestante, 0,6% é espírita, 1,5% segue outras religiões e 5,7% não têm ligação com nenhuma religião. 21 22
Política [editar]
A Paraíba é um estado da federação, sendo governado por três poderes, o executivo, representado pelo governador, o legislativo, representado pela Assembleia Legislativa, e o judiciário, representado pelo Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba e outros tribunais e juízes. Também é permitida a participação popular nas decisões do governo através de referendos e plebiscitos.23
A atual constituição do estado da Paraíba foi promulgada em 5 de outubro de 1989, acrescida das alterações resultantes de posteriores emendas constitucionais.24
O Poder Executivo paraibano está centralizado no governador do estado,24 que é eleito em sufrágio universal e voto direto e secreto, pela população para mandatos de até quatro anos de duração, e podem ser reeleitos para mais um mandato. O primeiro governador do estado foi Venâncio Augusto de Magalhães Neiva, em 16 de novembro de 1889, um dia após a proclamação da república. Em 50 mandatos (incluindo os reeleitos e que ocuparam o cargo em mandatos não consecutivos), várias pessoas já passaram pelo governo do estado, sendo a mais recente delas Ricardo Vieira Coutinho, natural de João Pessoa eleito em 2010, sucedendo José Maranhão, que assumiu o cargo em 18 de fevereiro de 2009, após a cassação do governador Cássio Cunha Lima.25 Além do governador, há ainda no estado a função de vice-governador, que substitui o governador caso este renuncie sua posição, seja afastado do poder ou precise afastar-se do cargo temporariamente. Atualmente, o cargo é exercido por Rômulo José de Gouveia.26
O Poder Legislativo estadual é unicameral, constituído pela Assembleia Legislativa da Paraíba. Ela é constituída por 36 deputados, que são eleitos a cada 4 anos. No Congresso Nacional, a representação paraibana é de 3 senadores e doze deputados federais.24 27 28
O Poder Judiciário é exercido pelos juízes e possui a capacidade e a prerrogativa de julgar, de acordo com as regras constitucionais e leis criadas pelo poder legislativo em determinado país. Atualmente a presidência é exercida por Maria de Fatima Moraes Bezerra Cavalcanti, além de Romero Marcelo da Fonseca Oliveira como vice e Marcio Murilo da Cunha Ramos como corregedor-geral29 . Representações deste poder estão espalhadas por todo o estado por meio de Comarcas, termo jurídico que designa uma divisão territorial específica, que indica os limites territoriais da competência de um determinado juiz ou Juízo de primeira instância. Na Paraíba, existem três tipos de comarca: as de primeira, segunda e terceira entrância. Dos 78 do estado com comarcas, quarenta são de primeira entrância, trinta e três de segunda e cinco de terceira, este último com comarcas em Bayeux, Cabedelo, Campina Grande, João Pessoa, Santa Rita.30
Símbolos oficiais [editar]
Os símbolos oficiais do estado da Paraíba são a bandeira, o brasão e o hino.31
A atual bandeira do estado foi adotada em 1930, após uma bandeira que vigorou entre 1907 e 1922. Um terço dela está na cor preta, representando os dias de luto que vigoraram no estado após o assassinato de seu presidente (hoje correspondente ao cargo de governador) João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque em Recife, ano de 1930, e dois terços na cor vermelha, representando a Aliança Liberal, que adotou a bandeira rubro-negra em 25 de setembro de 1930, por meio da Lei n° 204. No meio da parte vermelha da bandeira, há uma inscrição de letras maiúscula e na cor branca da palavra "NEGO", que é a conjugação do verbo "negar" no presente do indicativo da primeira pessoa do singular. Quando a bandeira foi adotada, o vocábulo era escrito com um acento agudo na letra E (NÉGO). Esse verbo representa a não aceitação do sucessor à presidência da república indicado pelo presidente brasileiro da época, Washington Luís Pereira de Sousa. O símbolo foi oficializado em 26 de julho de 1965, pelo governador Pedro Moreno Gondim, através do Decreto nº 3.919, conhecido como "Bandeira do Négo" (ainda com acento agudo na letra "e"). A bandeira rubro-negra vigora até os dias atuais.31
Já o brasão é formado por quatro ângulos, sendo três na parte superior e um na parte inferior. As estrelas contidas respeitam a divisão administrativa do Estado. No alto, há uma estrela de tamanho maior, constituído por cinco pontas e um círculo central, com um barrete frígio que quer dizer "liberdade". No meio do brasão, existe um escudo, com um desenho de homem guiando um rebanho (que representa o sertão) e um sol ao amanhecer, representando o litoral. À direita do escudo, há o desenho de um ramo de algodão e, à esquerda, uma rama de cana-de-açúcar. Na parte de baixo do brasão, há um laço que "prende" os ramos de algodão e cana-de-açúcar. Sobre esse laço há uma inscrição mostrando a fundação da Paraíba: 5 de agosto de 1585, dia em que é comemorado o aniversário da capital paraibana, João Pessoa, antes chamada de Cidade da Paraíba. O símbolo foi adotada durante o governo de Castro Pinto, compreendido etre 1912 e 1915. Ele é usado em papéis oficiais.31
O hino foi adotado pela primeira em 30 de junho de 1905. A letra é de Francisco Aurélio de Figueiredo e Melo e a música é de Abdon Felinto Milanez.31
Subdivisões [editar]
Mesorregiões [editar]
Uma mesorregião é uma subdivisão dos estados brasileiros que congrega diversos municípios de uma área geográfica com similaridades econômicas e sociais. Foi criada pelo IBGE e é utilizada para fins estatísticos e não constitui, portanto, uma entidade política ou administrativa. Oficialmente, as quatro mesorregiões do estado são:
- Sertão Paraibano:32 é a terceira mais populosa do estado, dividida em sete microrregiões que, juntos, abrigam oitenta e três municípios, sendo a mesorregião com o maior número de municípios paraibanos. Municípios importantes dessa mesorregião são Patos, Sousa, Cajazeiras e Catolé do Rocha.32
- Borborema:33 é a menos populosa do estado, formada pela união de quatro microrregiões que compartilham quarenta e quatro municípios. Municípios importantes dessa mesorregião são Monteiro e Picuí.33
- Agreste Paraibano:34 é a segunda mais populosa do estado, formada pela união de sessenta e seis municípios agrupados em oito microrregiões. Municípios importantes são Campina Grande, Guarabira, Esperança, Solânea e Queimadas.34
- Mata Paraibana:35 é a mesorregião mais importante do estado, formada pela união de trinta municípios agrupados em quatro microrregiões. Pelo fato de nela estar localizada a capital do estado, é a mais populosa, reúne mais de um terço da população da Paraíba. É a única mesorregião litorânea do estado. Municípios importantes localizados nela são João Pessoa, Santa Rita, Bayeux, Cabedelo, Sapé e Mamanguape.35
Microrregiões e municípios [editar]
Além da mesorregião, existe a microrregião, que é, de acordo com a Constituição brasileira de 1988, um agrupamento de municípios limítrofes, com a finalidade é integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum, definidas por lei complementar estadual. A Paraíba é dividida em 23 microrregiões. São elas: Brejo Paraibano, Cajazeiras, Campina Grande, Cariri Ocidental, Cariri Oriental, Catolé do Rocha, Curimataú Ocidental, Curimataú Oriental, Esperança, Guarabira, Itabaiana, Itaporanga, João Pessoa, Litoral Norte, Litoral Sul, Patos, Piancó, Sapé, Seridó Ocidental Paraibano, Seridó Oriental Paraibano, Serra do Teixeira, Sousa e Umbuzeiro.36 No total, a Paraíba está dividida em 223 municípios, sendo o nona unidade de federação com o maior número de municípios e a terceira do Nordeste (atrás apenas da Bahia e do Piauí).37
Regiões Metropolitanas [editar]
Existem oficialmente no estado da Paraíba 8 regiões metropolitanas. São elas: Barra de Santa Rosa, Cajazeiras, Campina Grande, Esperança, Guarabira, João Pessoa, Patos e Vale do Piancó
Economia [editar]
Em 2010, o Produto Interno Bruto (PIB) paraibano atingiu a marca de 31,9 bilhões de reais, correspondendo a 0,8% do PIB brasileiro. No âmbito regional, essa contribuição foi de 6,4%.
A composição do PIB do estado da Paraíba é a seguinte:
Agropecuária: 4,24%.
O Municipio que mais se destaca na Agropecuária Paraibana foi Pedras de Fogo com 106,4 milhões de reais.
Indústria: 22,5%.
A Indústria paraibana corresponde a 22,5% do PIB do Estado, sendo assim a 4ª principal Indústria do Nordeste de acordo com o censo do IBGE 2010, atrás apenas da Bahia, Pernambuco e Ceará. A indústria está praticamente localizada em João Pessoa e Campina Grande, que juntas detém mais de 50% da Indústria Paraibana.
Serviços: 73,2%.
Esta distribuído com intensidade nos principais centros Urbanos.
O setor de serviços é responsável pela maior arrecadação de receitas no Estado. O turismo é um dos elementos que fortalecem esse setor da economia. João Pessoa, capital estadual, apresenta excelente estrutura hoteleira para receber os visitantes de diversos locais do país que buscam desfrutar as belezas naturais da região.
Na Paraíba, os principais segmentos desse setor da economia são: têxtil, alimentício, metalúrgico e produtos de couro. Campina Grande tem se destacado como centro de tecnologia para exportação de programas de informática. A economia agraria se baseia na agricultura (principalmente de cana-de-açúcar, abacaxi, fumo, graviola, juta, umbu, caju, manga, acerola, mangaba, tamarindo, mandioca, milho, sorgo, urucum, pimenta-do-reino, castanha de caju, arroz, café e feijão); na indústria (alimentícia, têxtil, couro, calçados, metalúrgica, sucroalcooleira), na pecuária (de modo mais relevante, caprinos, na região do Cariri) e no turismo. 39
Em 2010, João Pessoa continuou sendo a principal economia do Estado da Paraiba, seu PIB somou 9,8 bilhões de reais, um crescimento de 13,5% entre 2009 e 2010 e representou 30,7% do PIB. Em seguida Campina Grande correspondeu por 13,6% do PIB do Estado. A lista segue com os municípios de Cabedelo, Santa Rita e Bayeux, todos esses na Região Metropolitana de João Pessoa.
Os maiores PIBs per capita ficaram com os municípios de Cabedelo, Caaporã, Conde, Boa Vista e João Pessoa.
O Estado está dividido em 12 regiões geoeconômicas, sendo a de João Pessoa, Campina Grande, Guarabira, Patos e Itabaiana as principais do estado, que juntas somam mais de 25,9 bilhões de reais.
O transporte marítimo é fundamental à economia paraibana. As exportações e importações são operadas principalmente através do Porto de Cabedelo.
As dez maiores economias da Paraíba - PIB dos principais municípios (Dados 2010 - fonte IBGE)
- 10 maiores
| Posição | Município | PIB nominal | Crescimento | |
|---|---|---|---|---|
| Em 2010 | Em 2009 | |||
| 1 | 1 | João Pessoa | 9.805.587.000,00 | |
| 2 | 2 | Campina Grande | 4.336.824.000,00 | |
| 3 | 3 | Cabedelo | 2.460.910.000,00 | |
| 4 | 4 | Santa Rita | 1.246.777.000,00 | |
| 5 | 6 | Bayeux | 698.617.000,00 | |
| 6 | 5 | Patos | 692.747.000,00 | |
| 7 | 7 | Sousa | 586.365.000,00 | |
| 8 | 8 | Cajazeiras | 461.767.000,00 | |
| 9 | 9 | Guarabira | 430.656.000,00 | |
| 10 | 10 | Caaporã | 333.746.000,00 | |
Frota de Veículos [editar]
A paraíba tem uma frota de Veículos de 902 mil de acordo com o Detran PB, e projeções indicam que a frota chegará a 1 milhão em 2014. Veja abaixo as 10 maiores frotas do Estado em Dezembro de 2012.
| Ranking | Cidade | Nº De Veículos |
|---|---|---|
| 1º | João Pessoa | 281.817 |
| 2º | Campina Grande | 134.660 |
| 3º | Patos | 36.235 |
| 4º | Santa Rita | 25.062 |
| 5º | Cajazeiras | 22.368 |
| 6º | Sousa | 21.857 |
| 7º | Bayeux | 20.054 |
| 8º | Cabedelo | 17.844 |
| 9º | Guarabira | 14.759 |
| 10º | Mamanguape | 9.891 |
Dados do Denatran em 2012.
Cultura [editar]
Artesanato e espaços teatrais [editar]
O artesanato é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural paraibano. Em várias partes da Paraíba é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, criada de acordo com a cultura e o modo de vida local e feita com matérias-primas regionais, como os bordados, a cerâmica, o couro, o crochê, a fibra, o labirinto, a madeira, o macramê e as rendas.40 Alguns grupos reúnem diversos artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais. Normalmente essas peças são vendidas em feiras, exposições ou lojas de artesanato. Entre os principais centros de artesanato do estado estão: a Casa do Artista Popular, situada na capital, inaugurada em 2006, reunindo mais de mil peças e representações do artesanato paraibano;41 o Salão do Artesanato Paraibano, vinculado ao Programa de Artesanato da Paraíba, que conta com mais de cinco mil artesãos;42 o Mercado de Artesanato da Paraíba, espaço de 120 lojas com vários produtos artesanais variados, como bordados e redes, além de comidas típicas regionais;43 e a Feira de Artesanato de Tambaú, que possui lanchonetes, praças de alimentação e restaurantes, além de contar com diversas apresentações culturais.44
O Teatro Minerva, localizado em Areia foi o primeiro teatro construído no estado, na segunda metade do século XIX (1859). Com o decorrer dos anos, foram surgindo novos espaços teatrais que foram ganhando importância, como o Teatro Santa Rosa, em no Centro Histórico de João Pessoa, o mais importante do estado. Em 2012, foi implantado o Teatro Fascisa, em Campina Grande, o mais recente do estado. Outros espaços teatrais do estado são o teatro Santa Inês (em Alagoa Grande); teatro Santa Catarina (Cabedelo); teatro Íracles Pires (Cajazeiras); Espaço Paulo Pontes e teatros Elba Ramalho, Rosil Cavalcanti e Severino Cabral (Campina Grande); teatros de Arena, Ariano Suassuna, Cilaio Ribeiro, Ednaldo Egypto, Lampião, Lima Penante, Paulo Pontes, Piollin e da SESI, além do Cine Teatro Banguê (em João Pessoa); teatro Oficina de Artes (em Santa Rita) e cine-teatro Gadelha (em Sousa).45
Culinária [editar]
A culinária da Paraíba é diversificada, sendo resultado da miscigenação entre africanos, europeus e indígenas.46
Arroz doce, buchada de bode, carne de sol preparado ao forno ou com purê de macaxeira, galinha de cabidela, lagosta ao alho e óleo, moqueca de camarão, moqueca de peixe, paçoca, panelada, peixe misturado a camarão e legumes e pernil de cabrito assado são os salgados típicos do estado, enquanto arroz doce, bolo de fubá, bolo de macaxeira, bolo de milho, canjica, cuscuz de tapioca, pamonha, pudim de macaxeira e pudim de tapioca são os principais doces.47 Outros pratos típicos de todas as regiões do estado são arroz de leite, arrumadinho, bode guisado, cabeça de gado, chouriço doce, lagosta, macaxeira, mungunzá, pamonha, peixes, queijo assado e tapioca.48 49
Os pratos típicos também variam em cada região do estado. No litoral da Paraíba, destacam-se os frutos do mar, bem como os petiscos de beira da praia. No interior, os pratos mais consumidos no cardápio são carnes de bode e de sol e galinha a cabidela. Na região do brejo, onde estão localizadas algumas das principais marcas de bebidas alcoólicas do Brasil, a cachaça é muito popular. No sertão, o principal cardápio são o arroz vermelho, as carnes e os grãos.49
Literatura, música e dança [editar]
A literatura paraibana tem dado grandes contribuições para o cenário literário brasileiro, destacando-se Anésio Leão, Augusto dos Anjos, Celso Furtado, Félix Araújo, José Américo de Almeida, José Lins do Rego, José Nêumanne Pinto, Lúcio Lins, Moacir Japiassu e Péricles Leal.51 Além dos escritores, também pode-se citar a literatura de cordel, gênero literário geralmente expresso em folhetos expostos ou não em barbantes, trazido pelos portugueses durante o período colonial; além da Paraíba, esse tipo de produção também é típico dos seus vizinhos Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte.52 53
A música paraibana varia em vários ritmos, como baião, ciranda, forró e xote,54 e destes são influenciados vários grupos musicais e artistas. Algumas das personalidades musicais nascidas na Paraíba são Abdon Felinto Milanês, Barros de Alencar, Chico César, Elba Ramalho, Flávio José, Geraldo Vandré, Herbert Vianna, Jackson do Pandeiro, Renata Arruda, Roberta Miranda e Zé Ramalho.51 A Orquestra Sinfônica da Paraíba foi criada pelo professor Afonso Pereira da Silva em 4 de novembro de 1945 por meio de uma iniciativa da Sociedade de Cultura Musical da Paraíba e, posteriormente, por meio de uma parceira entre a Universidade Federal da Paraíba e o governo estadual.55
Entre as danças mais praticadas pelo povo paraibano, encontram-se: bumba-meu-boi, coco-de-roda, ciranda, nau-catarineta, pastoril e xaxado, muito populares durante todo o ano, sendo algumas principalmente durante o carnaval e o mês de junho, durante o período das festas juninas.56
Esporte [editar]
O futebol, esporte originário da Grã-Bretanha, foi introduzido pela primeira na Paraíba no início do século XXX, quando, em 1908, o estudante José Eugênio Soares trouxe da cidade do Rio de Janeiro para a Paraíba a primeira bola de futebol, dando origem ao primeiro clube de futebol paraibano, o Club de Foot Ball Parahyba. A partir daí, a popularidade do esporte começou a crescer e, em 1914, a Liga Parahyba de Foot Ball. Cinco anos depois, foi criada a Liga Desportiva Paraibana, cujo primeiro jogo ocorreu em 25 de maio de 1919, no Hypodromo Parahybano. A Federação Desportiva da Paraíba foi criada em 1941, transformando-se, seis anos depois, na atual Federação Paraibana de Futebol. As equipes com maior número de títulos do Campeonato Paraibano de Futebol são o Botafogo (de João Pessoa), Campinense (de Campina Grande), Confiança (de Sapé), Santa Cruz (de Santa Rita), Sousa (de Sousa) e Treze (de Campina Grande). Uma das personalidades paraibanas mais importantes no futebol é Givanildo Vieira de Souza (o Hulk), nascido em Campina Grande no ano 1986, jogou em alguns clubes brasileiros, entre eles o Esporte Clube Vitória (time de Salvador, Bahia) até os dezoito anos, quando começou sua carreira no Japão, depois em Portugal e, atualmente na Rússia, onde atualmente joga pelo Zenit (time de São Petersburgo), sendo também convocado algumas vezes pela Seleção Brasileira de Futebol, fazendo do Hulk dono de um dos maiores passes em toda a história do esporte.57
A natação também ganhou importância na Paraíba a partir da década de 1960, com o surgimento dos clubes pessoenses Astrea e Cabo Branco e, posteriormente, do polo aquático, do nado sincronizado e das maratonas aquáticas. Em 1979, a paraibana Key France tornou-se a primeira mulher da América Latina a atravessar o Canal da Mancha, entre França e Reino Unido, na Europa. O desenvolvimento da natação na Paraíba também foi possível com a conquista de títulos nacionais ou internacionais, destacando-se a figura de Kaio Márcio de Almeida, pessoense, especialista no nado borboleta e um dos melhores nadadores do país. Além da natação, há a prática de kitesurf e windsurf, no litoral. Outras personalidades importantes nascidas na Paraíba e dedicadas ao esporte são Aline Pará (no handebol), Edinanci Silva (no judô, Ednalva Laureano da Silva (no atletismo) e José Marco Melo (no vôlei de praia).57
Feriados estaduais [editar]
Existem na paraíba dois feriados estaduais, instituídos pela lei estadual 3 489 de 1967. São eles o dia 26 de julho, data da morte do ex-presidente do estado João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque; e o dia 5 de agosto, data de fundação do estado e da capital João Pessoa.58
Ver também [editar]
- Lista das áreas naturais protegidas da Paraíba
- Lista das organizações não governamentais da Paraíba
- Lista de governadores da Paraíba
- Lista de ilhas da Paraíba
- Lista de municípios da Paraíba por população
- Lista de municípios da Paraíba por área
- Lista de municípios da Paraíba
- Lista de naufrágios na Paraíba
- Lista do patrimônio histórico na Paraíba
- Lista de rios da Paraíba
- Lista de rodovias da Paraíba
- Hino da Paraíba
Referências
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- ↑ Síntese dos Inidicadores Sociais 2009. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 22 de outubro de 2009.
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Bibliografia [editar]
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Ligações externas [editar]
- Governo da Paraíba (em português)
- Tribunal de Justiça da Paraíba (em português)
- Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (em português)
- Universidade Federal da Paraíba (em português)
- Universidade Estadual da Paraíba (em português)
- Universidade Federal de Campina Grande (em português)
- História da Paraíba (em português)
- Quilombos da Paraíba (em português)