Paramount Pictures
| Paramount Pictures Corporation | |
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Um dos famosos "Portões da Paramount" |
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| Tipo | Subsidiária da Pictures Motion Pictures Group (Divisão da Viacom Inc.) |
| Fundação | 1912 (Famous Players Film Company) |
| Sede | |
| Fundador(es) | Adolph Zukor |
| Proprietário(s) | Viacom |
| Pessoa(s) chave | Brad Grey (Presidente e CEO) |
| Gênero/Género | Produtora e distribuidora de filmes |
| Website | paramount.com |
A Paramount Pictures [nota 1] é um dos principais estúdios de cinema dos Estados Unidos da América, fundado por Adolph Zukor, em 1912, e com este nome desde 1925.
Segundo o site oficial dos estúdios, Zukor, até então um simples faxineiro, se encantara com o cinema. A película inicial foi Rainha Elizabeth, estrelado por Sarah Bernhardt, que estreou no Lyceum Theatre, em 12 de julho daquele ano.[1]
A Paramount foi um dos maiores e mais lucrativos estúdios de Hollywood nos anos 1920, 1940 e 1970. Modernamente, o estúdio procura reinventar a forma de fazer cinema, a fim de enfrentar os desafios do século XXI, através do uso de novas tecnologias.[2]
Índice |
[editar] Histórico
Durante parte da década de 1910 o nome Paramount era somente um braço da companhia cinematográfica chamada Famous Players-Lasky[nota 2], que pertencia a Jesse Lasky. O imigrante húngaro Adolph Zukor integrava essa parceria, com uma rede de distribuição para os filmes que, da base na Melrose Avenue, em Hollywood, incluía centenas de salas de cinema pelo mundo - formando uma gigantesca corporação.[2]
Em 1925 esta corporação fundiu-se com a Publix, pertencente à Balaban & Katz, e o nome foi finalmente batizado como Paramount Pictures, com ampliação da rede de cinemas e incorporação de produtoras de filmes e setores de distribuição. Com a rede da Publix a Paramount operava mais de 1.200 salas - o maior número já registrado na história do cinema.[2]
Esta expansão, contudo, fez com que a Paramount devesse milhões de dólares em hipotecas sobre os cinemas, o que se revelou especialmente dramático com o advento da Grande Depressão de 1929. Para a superação dessas dificuldades a empresa teve que se reestruturar financeiramente no começo dos anos 1930, e para tanto contou com grandes sucessos de bilheteria, como os filmes de Mae West I'm No Angel e Belle of the Nineties (de 1933 e 1934), dos Irmãos Marx Coconuts e Horse Feathers (1929 e 1932) - admirados ainda hoje. Assim, quando a crise amainou em 1935, a Paramount dominava todos os segmentos do mercado cinematográfico: filmagem, distribuição e mantinha uma rede nacional de salas em torno de mil cinemas.[2]
A despeito da sua grande produção nos anos 1920, sua "era de ouro" se deu durante a II Guerra Mundial, quando houve um boom de filmes; em 1936 a direção foi assumida por Barney Balaban, que imprimiu uma estratégia conservadora nos negócios, de tal modo que atingiu em 1946 um faturamento recorde de 40 milhões de dólares.[2]
O executivo Y. Frank Freeman comandava os estúdios na Califórnia, usando o conceito de usar estrelas já consagradas para os filmes e curtas-metragens, como ter trazido do radio Bing Crosby e Bob Hope e produziu um caminho dos mais lucrativos filmes da Era de Ouro de Hollywood, como os sucessos continuados dos épicos de Cecil B. DeMille e as comédias de Preston Sturges.[2]
Em 1949 a Suprema Corte dos Estados Unidos da América ordenou que Balaban se desfizesse das salas de cinema, e a Paramount perdeu o fôlego lucrativo que o controle de toda a cadeia da produção cinematográfica lhe dava, ficando somente com a produção dos filmes e sua distribuição. Foi o início da perda de lucratividade.[2]
Apesar de ter desenvolvido o sistema VistaVision de exibição widescreen, a falta de estrelas não era compensada, e a empresa produziu apenas sucessos eventuais, como Gunfight at the O.K. Corral, de 1957 ou Becket, de 1964. Apenas os filmes de Elvis Presley garantiam lucros consistentes e o prejuízo ocorre, finalmente, em 1963. Em 1964 Balaban se afasta.[2]
Em 1966 o conglomerado Gulf & Western Industries adquiriu a empresa, e Charles Bluhdorn tornou-se seu presidente. Para revitalizar os estúdios contratou o ex-ator Robert Evans, que fracassou logo em seguida, após investir em grandes musicais como Paint Your Wagon e Darling Lili (1969 e 1970). Foi só em 1972 com o sucesso de O Poderoso Chefão de Coppola, e já sob a direção de Barry Diller e Frank Mancuso, que a Paramount começou a se reerguer.[2]
Assim, com os sucessos continuados de séries como Star Trek e filmes como os de Eddie Murphy, aliados a seriados televisivos, que no final dos anos 1970 e começo dos anos 1980 que a Paramount voltou a ser um dos maiores estúdios hollywoodianos.[2]
Em 1989 teve o nome alterado para Paramount Communications, Inc. pela Gulf & Western. Em 1994 foi, após longas disputas, adquirido pela Viacom Inc. por 10 milhões de dólares, passando a usar o nome atual.[2]
[editar] Paramount no Brasil
Com sede em Barueri, no estado de São Paulo, a Paramount está no Brasil desde 1985, tendo iniciado suas operações com a CIC Vídeo - em joint venture com a Universal Studios - para a distribuição de fitas VHS.[1]
Com o fim da parceria, em 2001, foi fundada a Paramount Home Entertainment (Brazil) Ltda, parte da Paramount Home Entertainment Internacional, uma divisão da Paramount Motion Picture Group, pertencente ao grupo Viacom Inc..[1]
[editar] Filmes brasileiros
Além de gerenciar o lançamento no mercado brasileiro dos seus filmes, a Paramount possui um acervo de filmes nacionais como Dona Flor e Seus Dois Maridos, Bye Bye Brazil, Romance da Empregada, O Quatrilho, Menino do Rio e outros.[1]
[editar] Filmes mais conhecidos
[editar] Séries
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[editar] Maiores sucessos
Notas
- ↑ Em livre tradução: Primordial Filmes
- ↑ A Famous Players de Lasky adotou este nome pelo marketing proporcionado pelo trocadilho de seu slogan - "Famous Players in Famous Plays" - que, em livre tradução, significa algo como "Atores Famosos em Filmes Famosos" - In: Browne, op. cit.
Referências
- ↑ a b c d Institucional. Conheça a Paramount. paramountbrasil.com.br. Página visitada em 12/10/2010.
- ↑ a b c d e f g h i j k Pat Browne. The guide to United States popular culture. [S.l.]: Popular Press, 2001. Página 594 p. ISBN 0879728213, ISBN 9780879728212
[editar] Bibliografia
- EAMES, John Douglas. The Paramount Story. Nova Iorque: Crown, 1985.
- EDMONDS, C.G. MIMURA, Reiko. Paramount Pictures and the People Who Made Them. Nova Iorque: Barnes, 1980.
- GOMERY, Douglas. The Hollywood Studio System. Nova Iorque: St. Martin's, 1986.