Paramount Pictures

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Paramount Pictures Corporation
Tipo Subsidiária da Viacom Inc.
Gênero Produtora e distribuidora de filmes
Fundação 1912 (Famous Players Film Company)
1914 (Paramount)
Fundador(es) Adolph Zukor
Sede  Estados Unidos Hollywood, Los Angeles, Califórnia
Proprietário(s) Viacom
Pessoas-chave Brad Grey (Presidente e CEO)
Página oficial paramount.com

A Paramount Pictures [nota 1] é um dos principais estúdios de cinema dos Estados Unidos da América, fundado por Adolph Zukor, em 1912, e com este nome desde 1925.

A Paramount foi um dos maiores e mais lucrativos estúdios de Hollywood nos anos 1920, 1940 e 1970. Modernamente, o estúdio procura reinventar a forma de fazer cinema, a fim de enfrentar os desafios do século XXI, através do uso de novas tecnologias.[1]

Histórico[editar | editar código-fonte]

O imigrante húngaro Adolph Zukor era um um simples faxineiro, e se encantou com o cinema, investindo em nickelodeons por seu apelo à classe trabalhadora. Em 1912 Zukor se uniu aos irmãos produtores Daniel e Charles Frohman para fundar a Famous Players Film Company.[nota 2] A película inicial da companhia Rainha Elizabeth, estrelado por Sarah Bernhardt, que estreou no Lyceum Theatre, em 12 de julho daquele ano. Por 1913 já tinham lançado cinco produções.[2] [3]

Começando em 1914, a Famous Players e a Jesse L. Lasky Feature Play Company - fundada em 1913 pelo empresário Lasky em parceria com Samuel Goldwyn, Oscar Apfel e Cecil B. DeMille, que pela companhia fez o primeiro longa-metragem do cinema americano, The Squaw Man (1914) - começaram a lançar seus filmes através de uma joint-venture, Paramount Pictures Corporation, organizada com a ajuda de um dono de cinemas de Utah, W. W. Hodkinson. Hodkinson escolheu "Paramount" procurando por um substituto por "Progressive" (nome de sua rede de cinemas), e criou o icônico logo da montanha inspirado no Pico Pikes, no Colorado. A Paramount foi a primeira distribuidora ao longo de toda a nação estadounidense, já que antes filmes eram distribuídos em acordos por estado ou região.[4]

Em 1916, as duas companhias se fundiram na Famous Players-Lasky, com Zukor presidente e Lasky vice. Goldwyn, que estava mais interessado em fazer filmes que gerir uma empresa, saiu para criar sua própria produtora, a Goldwyn Films (que se tornou em 1924 parte da Metro-Goldwyn-Mayer).[4] A companhia era beneficiada por uma rede de distribuição para os filmes que, da base na Melrose Avenue, em Hollywood, incluía centenas de salas de cinema pelo mundo - formando uma gigantesca corporação. A Paramount logo se tornou um dos maiores estúdios de Hollywood graças à sua rede de cinema e contratos com grandes estrelas como Mary Pickford, Marguerite Clark, Pauline Frederick, Douglas Fairbanks, Gloria Swanson, Rudolph Valentino, e Wallace Reid. [1]

Em 1925 esta corporação fundiu-se com a Publix, pertencente à Balaban & Katz, e a companhia foi rebatizada Paramount Pictures, com ampliação da rede de cinemas e incorporação de produtoras de filmes e setores de distribuição. Com a rede da Publix a Paramount operava mais de 1.200 salas - o maior número já registrado na história do cinema.[1]

Esta expansão, contudo, fez com que a Paramount devesse milhões de dólares em hipotecas sobre os cinemas, o que se revelou especialmente dramático com o advento da Grande Depressão de 1929. Para a superação dessas dificuldades a empresa teve que se reestruturar financeiramente no começo dos anos 1930, e para tanto contou com grandes sucessos de bilheteria, como os filmes de Mae West I'm No Angel e Belle of the Nineties (de 1933 e 1934), dos Irmãos Marx Coconuts e Horse Feathers (1929 e 1932) - admirados ainda hoje. Assim, quando a crise amainou em 1935, a Paramount dominava todos os segmentos do mercado cinematográfico: filmagem, distribuição e mantinha uma rede nacional de salas em torno de mil cinemas.[1]

Durante a década de 1930, com a intenção de agradar o ditador alemão Adolf Hitler e manter os altos lucros obtidos no mercado alemão, os estúdios Paramount e outros menores demitiram seus funcionários judeus, segundo o livro “The Collaboration: Hollywood´s Pact With Hitler”, do jornalista australiano Bem Urwand, de 2013. [5]

Zukor, na Paramount.

A despeito da sua grande produção nos anos 1920, sua "era de ouro" se deu durante a II Guerra Mundial, quando houve um boom de filmes; em 1936 a direção foi assumida por Barney Balaban, que imprimiu uma estratégia conservadora nos negócios, de tal modo que atingiu em 1946 um faturamento recorde de 40 milhões de dólares.[1]

O executivo Y. Frank Freeman comandava os estúdios na Califórnia, usando o conceito de usar estrelas já consagradas para os filmes e curtas-metragens, como ter trazido do radio Bing Crosby e Bob Hope e produziu um caminho dos mais lucrativos filmes da Era de Ouro de Hollywood, como os sucessos continuados dos épicos de Cecil B. DeMille e as comédias de Preston Sturges.[1]

Em 1949 a Suprema Corte dos Estados Unidos da América ordenou que Balaban se desfizesse das salas de cinema, e a Paramount perdeu o fôlego lucrativo que o controle de toda a cadeia da produção cinematográfica lhe dava, ficando somente com a produção dos filmes e sua distribuição. Foi o início da perda de lucratividade.[1]

Apesar de ter desenvolvido o sistema VistaVision de exibição widescreen, a falta de estrelas não era compensada, e a empresa produziu apenas sucessos eventuais, como Gunfight at the O.K. Corral, de 1957 ou Becket, de 1964. Apenas os filmes de Elvis Presley garantiam lucros consistentes e o prejuízo ocorre, finalmente, em 1963. Em 1964 Balaban se afasta.[1]

Em 1966 o conglomerado Gulf & Western Industries adquiriu a empresa, e Charles Bluhdorn tornou-se seu presidente. Para revitalizar os estúdios contratou o ex-ator Robert Evans, que fracassou logo em seguida, após investir em grandes musicais como Paint Your Wagon e Darling Lili (1969 e 1970). Foi só em 1972 com o sucesso de O Poderoso Chefão de Coppola, e já sob a direção de Barry Diller e Frank Mancuso, que a Paramount começou a se reerguer.[1]

Assim, com os sucessos continuados de séries como Star Trek e filmes como os de Eddie Murphy, aliados a seriados televisivos, que no final dos anos 1970 e começo dos anos 1980 que a Paramount voltou a ser um dos maiores estúdios hollywoodianos.[1]

Em 1989 teve o nome alterado para Paramount Communications, Inc. pela Gulf & Western. Em 1994 foi, após longas disputas, adquirido pela Viacom Inc. por 10 milhões de dólares, passando a usar o nome atual.[1]

Em 2012

Paramount no Brasil[editar | editar código-fonte]

O artista Dario Campanile exibe a pintura da montanha que originou o famoso logotipo da Paramount. A pintura foi usada como base para vinheta comemorativa de 75 anos da empresa em 1987.

Com sede em Barueri, no estado de São Paulo, a Paramount está no Brasil desde 1985, tendo iniciado suas operações com a CIC Vídeo - em joint venture com a Universal Studios - para a distribuição de fitas VHS.[2]

Com o fim da parceria, em 2001, foi fundada a Paramount Home Entertainment (Brazil) Ltda, parte da Paramount Home Entertainment Internacional, uma divisão da Paramount Motion Picture Group, pertencente ao grupo Viacom Inc..[2]

Atualmente mantém parceria com a Rede Globo na exibição de filmes na TV aberta.[6]

Filmes brasileiros[editar | editar código-fonte]

Além de gerenciar o lançamento no mercado brasileiro dos seus filmes, a Paramount possui um acervo de filmes nacionais como Dona Flor e Seus Dois Maridos, Bye Bye Brazil, Romance da Empregada, O Quatrilho, Menino do Rio e outros.[2]

Filmes mais conhecidos[editar | editar código-fonte]

Séries[editar | editar código-fonte]

Maiores sucessos[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Em livre tradução: Primordial Filmes
  2. O nome foi adotado nome pelo marketing proporcionado pelo trocadilho de seu slogan - "Famous Players in Famous Plays" - que, em livre tradução, significa algo como "Atores Famosos em Filmes Famosos" - In: Browne, op. cit.
  3. O contrato inicial era de cinco filmes; os dois seguintes, Os Vingadores e Homem de Ferro 3, foram lançados pela Walt Disney Pictures, mas por acordo usando a logo da Paramount[7] [8]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k Pat Browne. The guide to United States popular culture. [S.l.]: Popular Press, 2001. Página 594 p. ISBN 0879728213, ISBN 9780879728212
  2. a b c d Institucional. Conheça a Paramount. paramountbrasil.com.br. Página visitada em 12/10/2010.
  3. Wu, Tim, The Master Switch : The Rise and Fall of Information Empires, New York : Alfred A. Knopf, 2010. ISBN 978-0-307-26993-5.
  4. a b Dick, Bernard. . [S.l.: s.n.]. ISBN 0813122023
  5. LIMA, Cláudia de Castro. Os aliados ocultos de Hitler. Revista Super Interessante, São Paulo, n. 333, p. 24-35, mai, 2014.
  6. InfoAnimation.com.br: RedeGlobo renova contrato com a Paramount (em português). Página visitada em 3 de janeiro de 2014.
  7. Graser, Marc. "Why Par, not Disney, gets 'Avengers' credit", Variety, October 11, 2011. Página visitada em October 12, 2011.
  8. McClintock, Pamela. "Disney, Paramount restructure Marvel deal", Variety, October 18, 2010. Página visitada em October 18, 2010.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Applications-multimedia.svg A Wikipédia possui o
  • EAMES, John Douglas. The Paramount Story. Nova Iorque: Crown, 1985.
  • EDMONDS, C.G. MIMURA, Reiko. Paramount Pictures and the People Who Made Them. Nova Iorque: Barnes, 1980.
  • GOMERY, Douglas. The Hollywood Studio System. Nova Iorque: St. Martin's, 1986.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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