Paraná

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Estado do Paraná
Bandeira do Paraná
Brasão de Armas do Paraná
(Bandeira) (Brasão)
Lema: "Que o povo aspire e idolatre-o"
Hino: Hino do Paraná
Gentílico: paranaense

Localização do Paraná no Brasil

Localização
 - Região Sul
 - Estados limítrofes Mato Grosso do Sul (NO)
São Paulo (N e L)
Santa Catarina (S)
 - Mesorregiões 10
 - Microrregiões 39
 - Municípios 399
Capital Curitiba
Governo
 - Governador(a) Beto Richa (PSDB)
 - Vice-governador(a) Flávio Arns (PSDB)
 - Deputados federais 30
 - Deputados estaduais 54
 - Senadores Álvaro Dias (PSDB)
Gleisi Hoffmann (PT)
Roberto Requião (PMDB)
Área  
 - Total 199 307,922 km² (15º) [1]
População 2013
 - Estimativa 10 997 462 hab. ()[2]
 - Densidade 55,18 hab./km² (12º)
Economia 2010
 - PIB R$217.290.000 ()
 - PIB per capita R$20 813 ()
Indicadores 2010[3] [4] [5]
 - Esper. de vida 74,9 anos ()
 - Mort. infantil 12,0‰ nasc. ()
 - Analfabetismo 5,7% ()
 - IDH (2010) 0,749 () – alto [6]
Fuso horário UTC−03:00
Clima subtropical Cfa/Cfb
Cód. ISO 3166-2 BR-PR
Site governamental http://www.pr.gov.br

Mapa do Paraná

Paraná é uma das 27 unidades federativas do Brasil.[7] Faz divisa com os estados do Mato Grosso do Sul a noroeste, de São Paulo ao norte e leste e de Santa Catarina ao sul, além da Argentina a sudoeste, do Paraguai a oeste e do oceano Atlântico a leste. É o único estado sulista que faz fronteira com um estado de outra região.[8] Está localizado na região Sul do país.[7] Sua área é de 199 307,922 km²,[1] um pouco menor que a Romênia, país com formato semelhante.[9] Curitiba é, ao mesmo tempo, a capital e município mais populoso do estado.[10] O Paraná está dividido em 39 microrregiões e 10 mesorregiões, subdivididos em 399 municípios.[11] Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, São José dos Pinhais, Foz do Iguaçu, Colombo, Paranaguá, Arapongas, Guarapuava, Apucarana, Toledo, Araucária, Pinhais, Campo Largo, Umuarama, Cambé e Almirante Tamandaré são os outros municípios com população superior a cem mil habitantes.[12]

O Paraná, cujo território abrange toda a extensão da antiga República do Guairá à época do Império Espanhol, era a província mais nova do Império do Brasil, desmembrada da de São Paulo em 1853,[13] sendo primeiro presidente o senhor Zacarias de Góis e Vasconcelos.[13] Foi criada como punição pela participação dos paulistas na Revolta Liberal de 1842.[13] É também o mais novo estado da Região Sul do Brasil,[13] logo depois do Rio Grande do Sul (1807) e Santa Catarina (1738). O estado é historicamente conhecido por sua grande quantidade de pinheirais espalhados pela porção sul planáltica,[nota 1] onde o clima é subtropical úmido, como nos estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul[14] enquanto o resto do Brasil é tropical.[14] A espécie predominante na vegetação é a Araucaria angustifolia.[15] Os ramos dessa árvore aparecem na bandeira e no brasão, símbolos adotados em 1947.[16] Atualmente, esse ecossistema encontra-se muito destruído devido à ocupação humana.[17]

O relevo do Paraná é dos mais altos do Brasil: 52% do território estadual tem altitude superior a 600 metros e somente 3% do território tem altitude inferior a 300 metros. Os rios mais importantes do Paraná são o Paraná, o Iguaçu, o Ivaí, o Tibagi, o Paranapanema, o Itararé e o Piquiri. O Paraná é dotado de um clima temperado.[14] [18] As principais atividades econômicas do Paraná são a agricultura (cana-de-açúcar, milho, soja, trigo, café, tomate, mandioca), a indústria (agroindústria, indústria automobilística, papel e celulose) e o extrativismo vegetal (madeira e erva-mate).[19] De acordo com o PIB, o Paraná é o quinto estado mais rico do Brasil, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.[20] O setor agropecuário do Paraná é muito diversificado e altamente produtivo, assim como um progressivo setor industrial.[21] [22] É o maior estado produtor de milho do Brasil e de soja e o segundo de cana-de-açúcar.[23]

O nome do estado é derivado do rio que delimita a fronteira oeste de seu território, onde ficava o salto de Sete Quedas (hoje submerso pela represa da Usina Hidrelétrica de Itaipu) na divisa com Mato Grosso do Sul, já na Região Centro-Oeste,[24] e com o Paraguai. O rio Paraná nasce da confluência dos rios Paranaíba e Grande, quase no extremo oeste de Minas Gerais.[25]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome do estado vem do rio Paraná. "Paraná" vem do termo da língua geral paraná, que significa "rio".[26] O potamônimo[nota 2] deu o nome à região, que foi elevada à categoria de província autônoma em 1853 desmembrando-se de Província de São Paulo, e à categoria de estado em 1889. A pronúncia "Paranã" era encontrada até há pouco tempo.[27] [28] Os habitantes naturais do estado do Paraná são denominados paranaenses.[29]

História[editar | editar código-fonte]

Primeiros tempos[editar | editar código-fonte]

Capitanias hereditárias (Luís Teixeira. Roteiro de todos os sinais..., c. 1586. Lisboa, Biblioteca da Ajuda

Antes da metade do século XVII, os colonizadores que exploravam a costa meridional da Capitania hereditária de São Vicente vieram da Europa, mais precisamente de Portugal, que há um século atrás descobriu o Brasil. O litoral sul da Capitania de São Vicente é hoje a Microrregião de Paranaguá. O interesse dos portugueses nas terras litorâneas paranaenses era buscar madeiras de lei. No tempo em que Portugal pertencia à Espanha, que era o país colonizador da maior parte do território paranaense, estimulou-se o contato entre os espanhóis e os vicentinos com a bacia hidrográfica do rio da Prata. Foi garantida a frequência do percurso do litoral sul que durou pouco e que recomeçou com intervalos. Por esse motivo, os portugueses estariam procurando indígenas para escravizar e minérios para produzir riquezas. Entrando pelo litoral, os paulistas foram em direção ao oeste, com o objetivo de procurar índios, na mesma época em que a principal atividade econômica de Curitiba e Paranaguá foi a mineração.[30] [31]

As lendas a respeito das vastas minas de ouro e prata iludiram os inúmeros aventureiros quando eles vieram para a região de Paranaguá.[31] No ano de 1613, o próprio Salvador Correia de Sá, o Velho assumiu o cargo de superintendente das minas do sul do Brasil. Ficou dentro de três meses consecutivos na região. Naquela época, trabalhou com cinco especialistas que foram contratados diretamente de Portugal.[30] O nobre português esteve à procura de uma onça de ouro mas as tentativas foram infrutíferas e não deram certo.[30] [32] O visconde de Barbacena enviou para as minas do sul do Brasil, o espanhol Rodrigo de Castelo Branco, que tinha profundos conhecimentos sobre as minas do Peru. Em 1680, uma carta foi escrita à bico de pena por Rodrigo de Castelo Branco ao monarca lusitano, demonstrando-o igualmente mais desiludido a respeito da lenda das minas de prata.[32]

Quando estava quase acabando o século XVII, os sonhos de grandes riquezas de minério foram deixados para trás, continuou o trabalho de extrair o ouro de aluvião, dito "de lavagem", por meio do qual os poucos habitantes do litoral paranaense procuravam recursos para a compra de produtos de outros lugares.[31] Os índios que sobreviviam à matança eram aprisionados, e colocados para trabalhar na lavoura, na extração da madeira e outros serviços.[32] No século XVIII, começaram-se a serem utilizados os escravos africanos[32] e de acordo com o censo de 1798 o número de escravos africanos era relativamente maior que o dos índios.[32]

A criação da vila de Paranaguá foi elevada à categoria de vila por meio de uma carta régia datada de 29 de julho de 1648.[33] Foram formados com a vila de Paranaguá, os chamados campos de Curitiba, cuja altitude gira em torno de mil metros, apenas uma comunidade.[32] A economia de Paranaguá era baseada na agricultura e a pecuária nos campos.[32] Curitiba foi elevada à categoria de vila em 1693.[34] Aos poucos, Curitiba passou ser o centro urbano mais importante do Paraná,[32] e para conseguir chegar a esta meta, foi preciso estabelecer a grande estrada do gado, ligando do Rio Grande do Sul até Sorocaba.[35]

Província do Paraná[editar | editar código-fonte]

1823
Províncias Imperiais

A comarca de Paranaguá e Curitiba foi criada por força do alvará de 19 de fevereiro de 1811, passando a fazer parte da capitania de São Paulo. O príncipe Dom João, cinco anos antes de ser coroado rei de Portugal, atendeu a pedido da Câmara Municipal de Paranaguá para que a comarca de Paranaguá e Curitiba fosse desmembrada e que fosse criada a Capitania do Paraná.[36] Dez anos depois, a disputa separatista foi formulada em aberto pela Conjura Separatista, cujo líder foi Floriano Bento Viana, porém, infelizmente não conseguiu sair vitorioso.[37] [38]

Os então chamados "parnanguaras", submetidos aos comandantes da tropa local, continuaram mesmo após a independência do Brasil, embora a atividade política era expressa em diligências e petições que observavam a emancipação político-administrativa, uma vez que aquelas terras eram distantes e perderam o interesse do governo provincial de São Paulo.[32] A Revolução Farroupilha (1835-1845) e a Revolução Liberal de 1842 foram os acontecimentos que repercutiram no plano nacional e com os quais se evidenciava e contribuía para a importância política e estratégica da região.[32]

O projeto de lei transformava a comarca de Curityba na província mais nova do Império do Brasil em maio de 1843.[39] Os deputados imperiais de Minas Gerais e São Paulo foram destaque na elaboração da legislação.[39] De acordo com os deputados paulistas, a punição da Província de São Paulo é o motivo verdadeiro da criação da nova província, por desmembramento da Província de São Paulo, propriamente dita.[39]

A exportação de erva-mate para os mercados uruguaio, argentino, paraguaio e chileno favoreceu o incremento à economia do Paraná, cuja atividade principal era o comércio de gado.[32] Enquanto continuavam as representações e a luta no Parlamento, os deputados prometiam a emancipação da futura província.[32] O projeto de criação da Província do Paraná, que teria como capital provisória (que depois seria confirmada) o município de Curitiba, foi definitivamente assinada pelo imperador em 29 de agosto de 1853.[40]

O primeiro presidente da província, Zacarias de Góis e Vasconcelos chegou à capital a 19 de dezembro e o alcance de recursos para as ações que se faziam necessárias e a tomada de medidas destinadas a impulsionar a economia local foram as metas empenhadas pelo governante.[41] Parte da mão-de-obra e dos capitais que se empregavam no preparo e comércio da erva-mate, foi procurado pelo presidente a fim de encaminhar para outras atividades, principalmente de lavoura. Mas a invernada e a venda de muares para São Paulo continuava a ser o negócio mais lucrativo da província. Na década de 1860, essa atividade chegou ao ponto mais alto e no final do século passou a entrar em declínio.[42]

A necessária continuidade administrativa não foi alcançada pelo governo do Paraná, durante o período provincial, já que o número de presidentes da província do Paraná, que o poder imperial tinha plena liberdade de nomeá-los, era de 55 governantes ao longo de uma história de 36 anos.[43] Sob a liderança de Jesuíno Marcondes e seu cunhado Manuel Alves de Araújo, que eram membros das famílias dos barões de Tibagi e Campos Gerais, os liberais paranaenses se organizaram. Naquela época, ambas as famílias formavam a oligarquia mais poderosa na região.[42] Manuel Antônio Guimarães e Manuel Francisco Correia Júnior, de famílias que controlavam o comércio do litoral, chefiavam os conservadores.[42]

República[editar | editar código-fonte]

As eventuais manifestações, e sem organicidade, de simpatia pela república, aconteceram a partir do manifesto de 1870.[42] O movimento não chegou se aprofundar, mesmo após a fundação dos jornais Livre Paraná, em Paranaguá, e A República, em Curitiba, e a criação de clubes republicanos em ambos os municípios. Na campanha republicana se destacaram alguns paranaenses, mas fora da província.[42] [44] Vicente Machado da Silva Lima foi figura na projeção nos primeiros anos do novo regime e o único representante dos republicanos no Assembleia Provincial, tendo sido eleito pelo Partido Liberal.[45]

Panteon dos Heroes, onde jazem os corpos dos legalistas que combateram no Cerco da Lapa.

As várias crises políticas que marcaram os primeiros anos da república foram sofridas pelo estado[44] e sua primeira constituição estadual, que vigorou até a vitória do movimento revolucionário de 1930, só foi promulgada em abril de 1892.[44] No Paraná ocorreram violentos combates, durante a Revolução Federalista, já que as tropas federalistas e legalistas se encontraram em seu território. O acerto de contas foi feito, depois que o estado foi abandonado pelos federalistas.[46] A repressão foi desencadeada contra os "maragatos" e o poder assumido pelos "pica-paus".[44] Até 1930, tal divisão continuou apesar de eventuais conciliações.[46]

Os mesmos limites da antiga comarca deveriam ser as verdadeiras divisas geopolíticas da província do Paraná, em consequência do que uma complicada questão de fronteiras com Santa Catarina se prolongou até a segunda década do século XX. Esse litígio territorial surgiu a partir da descoberta e ocupação dos campos de Palmas.[47] O "sertão" que correspondia à costa, era considerado por Santa Catarina com base na carta régia de 1749, enquanto o princípio de uti possidetis era apoiado pelo Paraná.[44] A competência de distribuir terras num mesmo território era exercida pelos dois estados.[44]

O ganho de causa foi obtido três vezes no Supremo Tribunal Federal por Santa Catarina, mas decisões foram embargadas pelo Paraná. A Guerra do Contestado iria se travar nessa área litigiosa.[44] Foi feita a partilha da região em litígio, com a questão finalmente encerrada, por decisão arbitral do presidente da república, em 1916.[48]

Geografia[editar | editar código-fonte]

O Paraná é uma das 27 unidades federativas do Brasil, localizado a norte da região Sul, tendo como limites fazendo fronteiras com os estados de São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e dois países: Paraguai e Argentina.[49] A área do estado é de 199,307 922 km²[1] (algumas fontes indicam 199 709,1 km²), equivalente a 2,34% do território brasileiro, onde 1 603,770 km² estão em perímetro urbano.[50]

O relevo do Paraná é formado por planaltos e planícies. Os planaltos ocupam a maior parte do território paranaense. Os principais planaltos são o Primeiro Planalto Paranaense no leste, o Segundo Planalto Paranaense no centro-leste e o Terceiro Planalto Paranaense no norte e no oeste. A principal planície é a Baixada Litorânea banhada pelo Atlântico.[51] As principais bacias hidrográficas do Paraná são: a bacia do rio Paraná, no oeste, a bacia do rio Paranapanema no norte, a bacia do rio Iguaçu no sul e as bacias do Atlântico Sudeste e do Atlântico sul no leste.[52]

Os principais climas do Paraná são: subtropical na porção sul planáltica e o tropical no norte, no nordeste, no noroeste, no oeste e no sudoeste.[53] O Paraná tem diferentes tipos de vegetação. Os principais são: a floresta ombrófila mista na porção sul planáltica, a vegetação litorânea na costa leste e a floresta tropical no norte, no nordeste, no noroeste, no oeste e no sudoeste, além dos campos de Curitiba, Castro, Ponta Grossa, Guarapuava, Campo Mourão e Palmas.[54]

Geomorfologia[editar | editar código-fonte]

Mapa físico do Paraná.

O solo brasileiro de maior fertilidade, a terra roxa, na porção setentrional do Paraná, é responsável pelo revestimento de 40% da área territorial do estado. Desde 1920, a expansão da cafeicultura no território estadual foi de responsabilidade deste solo propício à este cultivo. São de qualidade inferior tanto os solos das formações campestres como das formações florestais. Mas, para o aproveitamento dos solos das formações florestais e das campestres, as técnicas inovadoras estão sendo utilizadas.[55]

Aproximadamente 52% do território do Paraná são superiores a 600m e 89% superiores a 300 m; apenas três por cento são inferiores a 200 m. As superfícies planas dispostas a grande altitude dominam o quadro morfológico. Os planaltos que formam as serras do Mar e a Serra Geral são compostos pelas superfícies planas e dispostas a grande altitude. O relevo do Paraná é formado basicamente por cinco unidades geomorfológicas que se seguem do litoral para o interior, nesta ordem geral: baixada litorânea, serra do Mar, planalto cristalino, planalto paleozóico e planalto basáltico.[56]

Para melhor compreensão dessas unidades geomorfológicas, observar-se-á do seguinte procedimento explanativo: a baixada litorânea se inicia na baía de Paranaguá e termina na Serra do Mar, que é o divisor de águas entre as duas primeiras unidades de relevo e após ambos primeiros quadros morfoestruturais, eis a seguir os três planaltos paranaenses, conforme classificação criada pelo geólogo alemão Reinhard Maack: o primeiro planalto paranaense (da Serra do Mar até a Serrinha), o segundo planalto paranaense (da Serrinha até Serra Geral) e o terceiro planalto paranaense (da Serra Geral até o talvegue do rio Paraná).[51]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Salto São Francisco, a maior queda de água do sul do Brasil, com 196 metros.

A rede hidrográfica é composta pelos rios da bacias hidrográficas do Atlântico Sul e do Atlântico Sudeste que dirigem suas águas de maneira direta para a faixa litorânea e pelos rios afluentes do Paraná que dirigem suas águas para a porção ocidental. Os rios da Bacia do Atlântico Sul têm cursos de menor extensão, pelo fato de que suas nascentes estão localizadas há poucos quilômetros da faixa costeira. Os rios de maior comprimento da Bacia do Atlântico Sudeste são cujas águas vão em direção ao território estadual de São Paulo, onde o rio Ribeira de Iguape desemboca, ou seja, joga suas águas no Oceano Atlântico. Boa parte da área do estado faz parte, dessa forma, dos afluentes do rio Paraná. Os rios de maior extensão da bacia hidrográfica do Paraná são o Paranapanema, que serve de divisa com o território estadual de São Paulo, e o Iguaçu, que serve, em parte, de divisa com o território estadual de Santa Catarina e a República Argentina. O rio Paraná serve de fronteira oeste com o território estadual de Mato Grosso do Sul e com a República do Paraguai.[52]

No ponto de convergência das divisas do território estadual de Mato Grosso do Sul com a República do Paraguai, do território estadual do Paraná com o território estadual de Mato Grosso do Sul e do território estadual do Paraná com a República do Paraguai estavam localizados os saltos de Sete Quedas. Os saltos de Sete Quedas eram constituídos pelo rio Paraná na descida do Terceiro Planalto Paranaense em direção à garganta que fazia a condução do rio para a planície platina.[52] No ano de 1982, ambos os saltos ficaram debaixo d'água, devido aos protestos dos partidários do ambientalismo, pela represa lacustre da Usina Hidrelétrica de Itaipu.[57] Na extremidade meridional, o rio Iguaçu também faz a descida do Terceiro Planalto Parananse, dirigindo-se à mesma garganta. Então são formados os saltos do Iguaçu, que não sofreram a afetação pelo uso dos materiais de construção que os pedreiros carregavam nas obras da barragem, porque a Usina de Itaipu está localizada em direção à confluência de ambos os acidentes geográficos fluviais.[52]

A hidrografia do Paraná pode ser classificada em seis bacias hidrográficas:[52]

  • Bacia do Rio Paraná, cujos afluentes mais importantes são os rios Piquiri e Ivaí;[52]
  • Bacia do Rio Paranapanema, drenada pelos rios Pirapó, Tibagi, das Cinzas e Itararé;[52]
  • Bacia do Rio Iguaçu, que tem como principais afluentes os rios Chopim, no sul do estado, e Negro, no limite com Santa Catarina.[52]
  • Bacia do Rio Ribeira do Iguape, cujas águas drenam para o rio Ribeira do Iguape.[52]
  • Bacia do Litoral Paranaense, cujas águas drenam direto para o Oceano Atlântico.[52]
  • Bacia do Rio Tibagi, cujo principal rio é o Tibagi, com 550 km de extensão.[52]

Clima[editar | editar código-fonte]

Mapa climático do Paraná.

O território paranaense abrange três tipos climáticos distintos, levando-se em conta as temperaturas e as precipitações: os climas Cfa, Cfb e Cwa que pertencem à classificação de Köppen. O clima Cfa, subtropical com boa distribuição de chuvas durante o ano e verões em que faz calor, tem área de ocorrência no norte, no noroeste, no oeste e no sudoeste do estado. As temperaturas médias anuais registradas são superiores a 19°C e a pluviosidade é de 1.500mm anuais, alguma coisa com grande elevação na costa do que no sertão.[53]

Curitiba é a capital mais fria do Brasil.[58] A temperatura mínima média da capital paranaense em julho é de 8,4°C, a máxima média é de 26,2°C em fevereiro, e a média anual é de 16,5°C.

O clima Cfb, subtropical com boa distribuição de chuvas durante o ano e verões amenos. Sua área de ocorrência é a porção de maior altitude do estado e sua área de abrangência corresponde ao Primeiro Planalto, ao Segundo Planalto e ao leste do Terceiro Planalto. A média das temperaturas ao ano tem variação por volta de 17°C[59] e a pluviosidade é superior a 1.200mm anuais.[53]

O clima Cwa, subtropical com verões em que faze calor e invernos secos, tem ocorrência na extremidade norte-ocidental do estado. É o que se chama de clima tropical de altitude, porque, ao contrário do que ocorre com os climas Cfa e Cfb, com boa distribuição de chuvas registradas durante o ano, este é caracteristicamente chuvoso com relação aos regimes tropicais com invernos secos e chuvas de verão,[nota 3] mas, no Paraná, esse período de seca só é registrado por um período de dois meses no máximo. A temperatura anual tem variação por volta de 20°C e a pluviosidade tem alcance de 1.300mm anuais. Quase a totalidade do estado tem sujeição a um período superior a cinco dias de geada por ano, mas no sul e nas partes de maior altitude dos planaltos é registrado um período superior a dez dias.[53] A neve tem menos aparição na área de Curitiba e, mais frequentemente, na região onde se localizam Palmas e Guarapuava.[60]

Vegetação[editar | editar código-fonte]

As florestas de araucárias são típicas da região Sul do Brasil e principalmente do Paraná.

Existem duas tipologias de cobertura vegetal no Paraná. São elas: florestas e campos. As florestas são subdivididas em tropicais e subtropicais. Os campos, em limpos e cerrados. A floresta tropical integra a Mata Atlântica, que servia de revestimento da totalidade da fachada leste do Brasil com suas formações latifoliadas. No Paraná, era responsável pela a ocupação primitiva de uma área que correspondia a 46% do estado, onde se incluíam as porções de menor altitude (baixada litorânea, encostas da serra do Mar, vales do Paraná, Iguaçu, Piquiri e Ivaí) ou de baixa latitude (a totalidade do norte do estado).[54]

Dá se a definição de floresta subtropical como uma floresta que mistura formações de latifoliadas com de coníferas. A árvore que representa estas últimas é a Araucaria angustifolia, cuja aparição não ocorre em agrupamentos puros. A floresta ombrófila mista era responsável pelo revestimento das maiores altitudes do estado, ou seja, a maioria do Primeiro Planalto, a porção mais para leste do Terceiro Planalto e uma menor parte do Segundo Planalto. Essa formação era responsável pela ocupação de 44% do território do Paraná e a floresta ombrófila mista ainda integrava parte dos estados paulista, catarinense e gaúcho. Hoje em dia, a mata de araucária é a floresta mais desmatada do Brasil, por ser a única que tem apresentação de muitos indivíduos pertencentes à mesma espécie (pinheiros) na densidade de agrupamentos suficientes (embora não sejam verdadeiros) para o favorecimento ainda mais do extrativismo vegetal.[54]

Além de existir o pinheiro, a floresta mista também dá oferenda de espécies latifoliadas que são valiosas para a economia, como a imbuia, o cedro e a erva-mate. Nas últimas décadas do século XX, somente menor parte das formações florestais tinham subsistência no estado. O trabalho de derrubar para explorar madeira e de formar campo para a agricultura ou pastagens quase eliminou completamente. Os últimos remanescentes de florestas existentes no Paraná estão situados na planície litorânea, na encosta da serra do Mar e nos vales dos rios Iguaçu, Piquiri e Ivaí.[54]

Define-se por campos limpos aqueles que têm ocorrência sob o formato de manchas que se espalham pelos planaltos paranaenses. A maior dessas manchas é a dos que se chamam Campos Gerais do Paraná, que fazem o revestimento da totalidade do leste do Segundo Planalto e têm o formato da imensidão de um meia-lua no mapa estadual de vegetação. Entre as demais manchas de campo limpo incluem as de Curitiba e Castro, no Primeiro Planalto, as de Guarapuava, Palmas e outras, de tamanho pequeno, no Terceiro Planalto. Os campos limpos fazem a ocupação de mais de nove por cento do território do Paraná. Os campos cerrados são pouco expressivos no Paraná, onde são responsáveis pela ocupação de uma área de maior redução — menos que um por cento da área do estado. Os campos cerrados são formadores de manchas menores no Segundo Planalto e no Terceiro Planalto.[54]

Ecologia[editar | editar código-fonte]

Panorama aérea das cataratas do Iguaçu, fronteira Argentina-Brasil.

No Paraná, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade existem 29 unidades de conservação, sendo 5 parques nacionais, 2 estações ecológicas, 3 florestas nacionais, 2 áreas de proteção ambiental, 1 refúgio de vida silvestre e 14 reservas biológicas, além de 14 reservas particulares do patrimônio natural.[61]

Quinze das vinte e nove unidades de conservação administradas pelo governo brasileiro, através do IBAMA, órgão vinculado pelo Ministério do Meio Ambiente, são o Parque Nacional do Iguaçu, (em Foz do Iguaçu, São Miguel do Iguaçu, Serranópolis do Iguaçu, Matelândia e Céu Azul),[62] o Parque Nacional de Ilha Grande (em Altônia, São Jorge do Patrocínio, Vila Alta e Icaraíma),[63] o Parque Nacional do Superagui (em Guaraqueçaba, Paranaguá e Antonina),[64] o Parque Nacional dos Campos Gerais (em Ponta Grossa, Castro e Carambeí),[65] o Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange (em Matinhos, Guaratuba, Paranaguá e Morretes),[66] a Floresta Nacional de Açungui (em Campo Largo),[67] a Floresta Nacional de Irati, (em Teixeira Soares e Fernandes Pinheiro),[68] a Floresta Nacional de Piraí do Sul (em Piraí do Sul),[69] a Área de Proteção Ambiental de Guaraqueçaba (em Guaraqueçaba, Antonina e Paranaguá),[70] a Área de Proteção Ambiental das Ilhas e Várzeas do Rio Paraná, (em Diamante do Norte, Marilena, Nova Londrina, Porto Rico, Querência do Norte e São Pedro do Paraná),[71] a Estação Ecológica de Guaraqueçaba (em Guaraqueçaba),[72] a Estação Ecológica da Mata Preta (em Clevelândia e Palmas)[73] a Reserva Biológica das Perobas (em Tuneiras do Oeste e Cianorte),[74] a Reserva Biológica das Araucárias (em Imbituva, Ipiranga e Teixeira Soares)[75] e o Refúgio de Vida Silvestre dos Campos de Palmas (em Palmas e General Carneiro).[76]

Fauna[editar | editar código-fonte]

Segundo o ambiente geográfico existem na fauna do Paraná, animais que tem vida:[77]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
1872 126 722
1890 249 491 96,9%
1900 327 136 31,1%
1920 685 711 109,6%
1940 1 236 276 80,3%
1950 2 115 547 71,1%
1960 4 296 375 103,1%
1970 6 997 682 62,9%
1980 7 749 752 10,7%
1991 8 443 299 8,9%
2000 9 558 454 13,2%
2010 10 444 526 9,3%
Fonte: IBGE[78]

Segundo o censo demográfico de 2010 realizado pelo IBGE, em 2010, o Paraná contava 10 439 601 habitantes, sendo o sexto estado mais populoso do Brasil (depois de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul), concentrando 5,47% da população brasileira.[12] [79] Segundo o mesmo censo, 5 128 503 habitantes eram homens e 5 311 098 habitantes eram mulheres.[12] Ainda segundo o mesmo censo, 8 906 442 habitantes viviam na zona urbana e 1 533 159 na zona rural.[12] Em dez anos, o estado registrou uma taxa de crescimento populacional de 9,27%.[80]

Em relação ao ano de 1991, quando a população era de 8 443 299,[81] esses números mostram uma taxa de crescimento anual de 1,4%, inferior a do Brasil como um todo (1,6% para o ano de 2000).[82] Segundo o censo de 2000, o Paraná é o sexto estado mais populoso do Brasil e concentrava 5,63% da população brasileira.[82] Do total da população do estado, 4 826 038 habitantes são mulheres e 4 737 420 habitantes são homens.[83] Para 2000, a estimativa é de 9 558 454 habitantes.[84] Cerca de 85,3% dos habitantes do estado moram nas cidades.[85]

A explicação para o motivo desse crescimento é essa: a população paranaense não só aumentou naturalmente, mas também o estado recebeu a imigração de colonos que vieram principalmente de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais. Os paulistas, os gaúchos, os catarinenses e os mineiros tiveram atração pela fertilidade dos solos de matas ainda virgens.[86]

Densidade demográfica do Paraná.
  0-25 hab/km²
  25-50 hab/km²
  50-100 hab/km²
  100-150 hab/km²
  150-200 hab/km²
  200-300 hab/km²
  300-400 hab/km²
  400-500 hab/km²
  > 500 hab/km²

A densidade demográfica no estado, que é uma divisão entre sua população e sua área, é de 52,37 habitantes por quilômetro quadrado, sendo a décima segunda maior do Brasil e com uma densidade comparada à do país africano Burkina Faso.[87] A maior parte da população do estado se concentra na Mesorregião Metropolitana de Curitiba, que corresponde à região leste paranaense, com mais de 30% da população paranaense.[88]

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) do estado, considerado médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), é de 0,820, sendo o sexto maior do Brasil e o menor da Região Sul.[89] Considerando apenas a educação, o índice é 0,913 (o brasileiro é 0,849); o índice de longevidade é 0,809 (o brasileiro é 0,638) e o índice de renda é 0,739.[89] A renda per capita é de 16 928 reais.[90] Entre 1991 e 2000, o estado registrou uma forte evolução tanto no seu IDH geral quanto na educação, longevidade e renda, critérios utilizados para calcular o índice.[91] A educação foi o critério que mais evoluiu em nove anos, de 0,778 em 1991 para 0,879 em 2000, e em 2005 o valor passou a ser 0,913.[91] Depois da educação, vem a longevidade, que em 1991 tinha um valor de 0,678, passando para 0,747 em 2000 e 0,809 em 2005.[89] [91] E, por último, vem a renda, o critério que menos evoluiu entre 1991 (0,678) e 2000 (0,736),[91] subindo para 0,739 em 2005.[89] Quanto ao IDH-M, que é uma média aritmética dos três subíndices, a evolução também foi significativa, passando de 0,711 em 1991 para 0,787 em 2000, e em 2005 o valor passou para 0,820, saindo da categoria de médio IDH e atingindo o patamar de Índice de Desenvolvimento Humano elevado.[89] [91] O município com o maior IDH é Curitiba, capital do estado, com um valor de 0,856, enquanto Ortigueira, situado na Mesorregião do Centro Oriental Paranaense, tem o menor valor (0,620).[92]

O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, é de 0,47, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor.[93] A incidência da pobreza, medida pelo IBGE, é de 39,07%, o limite inferior da incidência de pobreza é de 35,86% o superior é 42,27% e a subjetiva é 25 47%.[93]

Etnias[editar | editar código-fonte]

Grupos étnicos no Paraná[94]
Etnia Porcentagem
Brancos
  
77,24%
Pardos
  
18,25%
Pretos
  
2,84%
Amarelos
  
0,92%
Indígenas
  
0,33%

A população do Paraná é composta basicamente por brancos, pardos, negros e indígenas. No Brasil colonial, os colonizadores espanhóis foram os primeiros a iniciar o povoamento no território paranaense. Os portugueses e seus descendentes são a maioria da população do Estado.[carece de fontes?] Existe também uma grande e diversificada população de descendentes de imigrantes, tais como italianos, alemães, poloneses, ucranianos, japoneses e árabes. Há também minorias de imigrantes neerlandeses, coreanos, chineses, búlgaros, russos, franceses, austríacos, chilenos, noruegueses, argentinos e muitos outros.[95]

De Immigrant (O Imigrante), moinho em estilo holandês na colônia neerlandesa de Castrolanda, em Castro.

Em 2006, segundo dados da PNAD, a população paranaense está composta por brancos (77,24%), negros (2,84%), pardos (18,25%), asiáticos (0,92%) e indígenas (0,33%).[94]

Atualmente vivem no estado do Paraná 9 015 indígenas, distribuídos em dezenove grupos, que ocupam área de 85 235,030 hectares de extensão. Um total de 17 áreas já se encontram demarcadas definitivamente pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI), órgão do governo brasileiro responsável pela questão, e nelas se encontra a totalidade dos indígenas residentes no estado.[96]

São os seguintes os grupos indígenas residentes no estado do Paraná e suas respectivas áreas: Apucarana, Ava Guarani, Barão de Antonina, Faxinal, Ilha da Cotinga, Ivaí, Laranjinha, Mangueirinha, Marrecas, Ocal, Palmas, Pescada, Pinhalzinho, Queimadas, Rio Areia, Rio das Cobras, São Jerônimo, Superagüi, Tekoha-Añetetê e Tibagy/Mococa.[96]

Religião[editar | editar código-fonte]

Catedral de Maringá, o segundo monumento mais alto da América do Sul.

Tal qual a variedade cultural verificável no Paraná, são diversas as manifestações religiosas presentes no estado.[97] Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, tanto devido à colonização quanto à imigração — e ainda hoje a maioria dos paranaenses declara-se católica —, é possível encontrar atualmente no estado dezenas de denominações protestantes diferentes, assim como a prática do budismo, do islamismo, espiritismo, entre outras.[97]

Religião no Paraná[97]
Religião Porcentagem
Catolicismo romano
  
76,60%
Protestantismo
  
16,63%
Sem religião
  
4,23%
Espiritismo
  
0,64%
Outros
  
1,45%

De acordo com dados do censo de 2000 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população do Paraná está composta por: católicos (76,60%), protestantes (16,63%), pessoas sem religião (4,23%), espíritas (0,64%), budistas (0,15%), muçulmanos (0,06%), umbandistas (0,05%) e judeus (0,02%).[97]

A Igreja Católica divide-se administrativamente em quatro arquidioceses: Cascavel, Curitiba, Londrina e Maringá,[98] e quatorze dioceses:[98] Apucarana, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Jacarezinho, Palmas-Francisco Beltrão, Paranaguá, Paranavaí, Ponta Grossa, São José dos Pinhais, Toledo, Umuarama e União da Vitória.[98] A santa padroeira do estado é Nossa Senhora do Rocio, protetora de Paranaguá.[99]

Problemas atuais[editar | editar código-fonte]

O desenvolvimento social e econômico do Paraná, a par de transformar o estado em um dos mais ricos do Brasil, acarretou também os seguintes fenômenos:

  • Saúde: com 48% do total,[100] os problemas da saúde no estado são os seguintes: os médicos somente atendem os pacientes nas grandes cidades, um plano de carreira é ausente, há déficit no serviço psiquiátrico, o governo não investe muito em políticas de prevenção e, de maneira principal, existe a insuficiência de verbas;[101]
Mapa da violência no Paraná.

No que tange à criminalidade, de acordo com dados do "Mapa da Violência 2010", publicado pelo Instituto Sangari, em 2007, o Paraná é a nona unidade federativa mais violenta do Brasil e lidera o índice de criminalidade da Região Sul do país.[106] A taxa de homicídios é de 29,6.[106] De acordo com dados do "Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros 2008", também publicado pelo Instituto Sangari, o município mais violento do Paraná e da Região Sul do Brasil é Foz do Iguaçu, no extremo oeste do estado;[102] é também o quinto mais violento do Brasil (98,7), registrando, em 2006,[102] taxas médias de homicídio superiores apenas às dos municípios de Guaíra, Tunas do Paraná, Rio Bonito do Iguaçu, Palmas e Campina Grande do Sul. O município com a menor taxa média de homicídios é Laranjal, na Mesorregião do Centro-Sul Paranaense, mais precisamente na Microrregião de Pitanga.[102]

Política[editar | editar código-fonte]

O estado do Paraná é governado por três poderes, o executivo, representado pelo governador, o legislativo, representado pela Assembleia Legislativa do Paraná, e o judiciário, representado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná e outros tribunais e juízes. Também é permitida a participação popular nas decisões do governo através de referendos e plebiscitos.[107] A atual constituição do estado do Paraná foi promulgada em 1989,[108] acrescida das alterações resultantes de posteriores emendas constitucionais.[108]

O poder executivo paranaense está centralizado no governador do estado, que é eleito em sufrágio universal e voto direto e secreto, pela população para mandatos de até quatro anos de duração, e pode ser reeleito para mais um mandato.[108] Sua sede é o Palácio Iguaçu, que desde 18 de dezembro de 2010 é novamente a sede do governo paranaense.[109] Quatro anos anteriores à retomada do edifício, o poder executivo fora transferido temporariamente para o Palácio das Araucárias, em 14 de maio de 2007.[109] O Palácio Iguaçu foi inaugurado em 1953, em homenagem às comemorações do centenário da emancipação política do estado.[110] A residência oficial do governador é a Granja do Canguiri.[111]

O poder legislativo do Paraná é unicameral,[108] constituído pela Assembleia Legislativa do Paraná,[108] localizado no Centro Legislativo Presidente Aníbal Khury.[nota 4] Ela é constituída por 54 deputados, que são eleitos a cada 4 anos.[108] No Congresso Nacional, a representação paranaense é de 3 senadores[112] e 30 deputados federais.[113] A maior corte do Poder Judiciário paranaense é o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, localizado no Centro Cívico.[114] Compõem o poder judiciário os desembargadores e os juízes de direito.[108]

O Paraná está dividido em 399 municípios.[115] O mais populoso deles é a capital, Curitiba, com 1,8 milhão de habitantes,[12] sendo o município mais rico do estado e da Região Sul do Brasil.[116] Sua região metropolitana possui aproximadamente 3,6 milhões de habitantes, com pouco mais de um terço da população do estado.[12]

Política do Paraná
O Palácio Iguaçu, em Curitiba, foi a sede do governo do Paraná de 1953 a 2007 e desde 18 de dezembro de 2010 voltou a ser novamente o que é hoje.
O Palácio Iguaçu, em Curitiba, foi a sede do governo do Paraná de 1953 a 2007 e desde 18 de dezembro de 2010 voltou a ser novamente o que é hoje.
A Assembleia Legislativa como vista da Avenida Cândido de Abreu, em Curitiba.
A Assembleia Legislativa como vista da Avenida Cândido de Abreu, em Curitiba.

Símbolos estaduais[editar | editar código-fonte]

Os símbolos do estado do Paraná são: a bandeira, o brasão, o hino e o sinete.[108]

A bandeira do Paraná foi desenhada por artista Paulo de Assunção e apresentada em uma seção realizada na Assembleia Legislativa do Paraná em 3 de julho de 1891 e oficializada por força do decreto estadual nº 8, de 9 de janeiro de 1892,[117] e tinha em seu centro o emblema, que foi oficialmente usado até 1905.[118] Aprovada pelo decreto-lei estadual nº 2.457, de 31 de março de 1947, ela não é classificada entre as heráldicas, por não ter contida nela escudo, mas, se não fosse simbolicamente defeituosa como David Carneiro tem defendido seu apontamento na Gazeta do Povo, em 1973,[119] sua descrição heráldica seria assim como foi descrita a Bandeira do Brasil por José Feliciano Ferreira, de acordo com as normas heráldicas:[120]

Em campo de sinople, uma banda de prata, descendente da dextra para a sinistra, carregada no centro de um globo ou roel de blau, com letras de sinople em faixa de prata, ondeando oblíqua da dextra para a sinistra; e cinco estrelas, das quais formam o Cruzeiro do Sul em pala (a passar no meridiano). Como suporte do globo ou roel de blau, à dextra, um ramo de Ilex paraguariensis frutificado, e à sinistra, um ramo de Araucaria angustifolia.[117]

O brasão atual, composto por escudo português apresentando um campo vermelho, cor das terras férteis setentrionais do estado, onde a figura de um lavrador cultiva o solo. Acima deste um sol nascente, que simboliza a liberdade, e três picos simbolizando a grandeza, a sabedoria, e a nobreza do povo, bem como, os três planaltos paranaenses: o Oriental ou de Curitiba; o Central ou dos Campos Gerais; o Ocidental ou de Guarapuava. Servindo como suporte para o brasão, estão dois ramos verdes. À direita, o pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia) e à esquerda, a erva-mate (Ilex paraguariensis).[121] No brasão aparece como timbre a figura de uma harpia (Harpia harpyja) que encontrou no estado condições para se reproduzir naturalmente, estando hoje em via de extinção. O símbolo foi anexado através da Lei n° 904, de 21 de março de 1910 e modificado várias vezes, chegando a ser anexado na bandeira na mesma data da adoção do símbolo (31 de março de 1947) e restabelecido em 27 de maio de 2002, por meio do decreto-lei n° 5 713, após a decisão de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal da Lei Complementar n.º 52, de 24 de setembro de 1990.[121]

O Hino do Paraná foi criado no ano de 1903[122] e instituído através do decreto-lei estadual nº 2.457,[123] tendo por autores Domingos Nascimento (letra) e Bento Mossurunga (música).[124]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

O Paraná é dividido em dez mesorregiões, 39 microrregiões e 399 municípios, segundo o IBGE.[125] Surgiu como unidade administrativa em 1853 com duas cidades, sete vilas, seis freguesias e quatro capelas curadas, sendo o município mais antigo, Paranaguá, fundado em 1648, e o último desse período foi Araucária, criado em 1890.[126] Com a Independência do Brasil as províncias foram organizadas em 1823 e nesse ano o território já pertencia à Capitania de São Paulo.[127] Durante todo o período republicano do Brasil o estado passou de dezenove localidades para 399 municípios que a partir da constituição de 1988 passaram a serem unidades constitutivas da união em patamar igual aos estados.[128]

Mesorregiões, microrregiões e municípios[editar | editar código-fonte]

Imagem mostrando a divisão do Paraná em mesorregiões, microrregiões e municípios.

Uma mesorregião é uma subdivisão dos estados brasileiros que congrega diversos municípios de uma área geográfica com similaridades econômicas e sociais. Foi criada pelo IBGE e é utilizada para fins estatísticos e não constitui, portanto, uma entidade política ou administrativa. Oficialmente, as dez mesorregiões do estado são: Centro Ocidental Paranaense, Centro Oriental Paranaense, Centro-Sul Paranaense, Metropolitana de Curitiba, Noroeste Paranaense, Norte Central Paranaense, Norte Pioneiro Paranaense, Oeste Paranaense, Sudeste Paranaense e Sudoeste Paranaense.[129]

Já uma microrregião é, de acordo com a Constituição brasileira de 1988, um agrupamento de municípios limítrofes, com a finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum, definidas por lei complementar estadual. O Paraná é dividido em 39 microrregiões. Apucarana, Assaí, Astorga, Campo Mourão, Capanema, Cascavel, Cerro Azul, Cianorte, Cornélio Procópio, Curitiba, Faxinal, Floraí, Ibaiti, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Goioerê, Guarapuava, Ivaiporã, Irati, Jacarezinho, Jaguariaíva, Lapa, Londrina, Maringá, Palmas, Paranaguá, Paranavaí, Pitanga, Pato Branco, Ponta Grossa, Porecatu, Prudentópolis, Rio Negro, São Mateus do Sul, Telêmaco Borba, Toledo, União da Vitória, Umuarama e Wenceslau Braz.[130] Ao todo, o Paraná é dividido em 399 municípios, sendo a quinta unidade de federação com o maior número de municípios e a segunda da Região Sul do Brasil (atrás do Rio Grande do Sul e na frente de Santa Catarina.[131]

Regiões administrativas e metropolitanas[editar | editar código-fonte]

Durante a década de 2010, por sucessivas leis estaduais, foram criadas e alteradas regiões de gestão e planejamento, estabelecidas com o objetivo de centralizar a atividades das secretarias estaduais. Seus limites nem sempre coincidem com os das mesorregiões e microrregiões do Paraná.[132] As vinte e duas regiões administrativas do estado são: Paranaguá, Curitiba, Ponta Grossa, Jacarezinho, Londrina, Apucarana, Cianorte, Maringá, Paranavaí, Umuarama, Campo Mourão, Cascavel, Cornélio Procópio, Francisco Beltrão, Pato Branco, Guarapuava, União da Vitória, Irati, Toledo, Ivaiporã, Laranjeiras do Sul, e Pitanga.[132]

Uma região metropolitana ou área metropolitana é um grande centro populacional, que consiste em uma (ou, às vezes, duas ou até mais) grande cidade central (uma metrópole), e sua zona adjacente de influência. Geralmente, regiões metropolitanas formam aglomerações urbanas, uma grande área urbanizada formada pela cidade núcleo e cidades adjacentes, formando uma conurbação, a qual faz com que as cidades percam seus limites físicos entre si, formando uma imensa metrópole, que na qual o centro está localizado na cidade central, normalmente aquela que dá nome à região metropolitana. Oficialmente, existem quatro regiões metropolitanas no Paraná: Curitiba, Londrina, Maringá[133] e Umuarama.[134]

Economia[editar | editar código-fonte]

Exportações do Paraná - (2012)[135]

O Paraná possui o quinto PIB do Brasil, com 179 270 000 bilhões de reais, representando 5,90% do PIB nacional no ano de 2005, contra 6,4% em 2003. Entretanto o crescimento do PIB paranaense vem apresentando sinais de desaquecimento nos últimos dois anos. Em 2003 a variação real foi de 5,2% em relação ao ano anterior. No ano seguinte, 2004, houve variação de 3,2%. Em 2005 a variação estimada pelo IPARDES é de apenas 0,3%. Essa desaceleração pode ser atribuída às crises no campo que vêm atingindo o estado nos últimos anos, e que acabam refletindo no comércio, serviços e até indústria. Cerca de 15% do PIB paranaense provém da agricultura. Outros 40% vem da indústria e os restantes 45% vem do setor terciário. Em 2007 apresenta um crescimento de mais de 7% do PIB, um dos melhores do país naquele ano.[136] Quanto a sua pauta de exportações, no ano de 2012 os principais produtos exportados foram a Soja (18,73%), Carne de Aves (10,50%), Açúcar in Natura (8,09%), Farelo de Soja (8,00%) e Milho (6,36%).[137]

Setor primário[editar | editar código-fonte]

Os principais produtos da agricultura paranaense são o trigo, o milho e a soja,[138] riquezas de que já obteve recordes de safra, competindo com os demais estados.[23] A cafeicultura, que é uma das principais atividades agrícolas do estado, se não desfruta da mesma grandiosidade de antigamente (o Paraná, sozinho, já chegou a produzir 60% do café de todo o mundo), ainda faz com que o Paraná continue sendo um dos principais produtores da federação brasileira.[139] A maior área densa reveste a superfície na porção ocidental de Apucarana.[140] Em segundo lugar, o café é produzido nos terrenos da área zoneada de Bandeirantes, Santa Amélia e Jacarezinho.[140]

No que diz respeito à pecuária, o Paraná é um grande criador de bovinos e um dos principais criadores brasileiros de suínos, em especial nas regiões central, meridional e oriental do território estadual.[141] Nos últimos períodos decenais, os rebanhos tanto de bovinos como de suínos tiveram grande expansão.[140] Como nos demais estados da região Sul, são diferenciados, em território paranaense, os modos como é usado o terreno de formação campestre ou formação florestal.[140] A atividade avícola se produz em praticamente todas as regiões acompanhando as áreas onde é produzido o milho, que é a matéria-prima para a ração das aves.[142] As aves são exportadas para mais de uma dezena de países.[142]

A pesca não se expandiu igualmente à pecuária e à agricultura. Em 2007, foram totalizadas 1914 toneladas de pescado, no valor de R$ 4.075.350 dos quais 1096 era de peixes, 809 t de crustáceos, e 8 t de moluscos.[143]

O subsolo paranaense tem uma grande riqueza mineral. Aí são encontradas reservas em quantidades que podem ser consideradas: areia, argila, calcário, caulim, dolomita, talco e mármore, sem falar de outras de porte pequeno (baritina, cálcio). A bacia carbonífera do estado é a terceira à nível nacional, e a de xisto, em segundo lugar. No que se refere aos minerais metálicos, foram calculados depósitos de chumbo, cobre e ferro.[30]

Setor secundário[editar | editar código-fonte]

Na segunda metade do século XX, as atividades industriais tomaram impulso considerável na economia paranaense.[144] Foi em decorrência desse impulso que se deu a crescente urbanização, não só na região em torno de Curitiba, como em pólos do interior, a exemplo de Ponta Grossa — maior parque industrial do interior —, Londrina, Cianorte e Cascavel.[140] Os principais gêneros de indústria são os alimentícios (Londrina), os de vestuário (Cianorte) e de madeira (Cascavel).[145] Curitiba é o maior centro industrial e os principais setores de sua indústria são o alimentar e de mobiliário, de madeira, minerais não-metálicos, produtos químicos e bebidas.[140] Na Região Metropolitana de Curitiba, em São José dos Pinhais, encontram-se ainda unidades industriais (montadoras) da Volkswagen-Audi e da Renault, ambas de grande porte.[146] O setor de madeira acha-se disperso no interior, com centros de importância em União da Vitória, Guarapuava e Cascavel.[140]

O centro mais significativo dos produtos alimentícios é Londrina,[140] sendo também muito importante a atividade em Ponta Grossa, considerado um dos maiores parques moageiros de milho e soja da América Latina.[140] Ponta Grossa também tem destaque no setor metal-mecânico.[140] A principal unidade industrial do estado é a Companhia Fabricadora de Papel do grupo Klabin, instalada no conjunto da Fazenda Monte Alegre, no município de Telêmaco Borba.[147]

Setor terciário[editar | editar código-fonte]

Comércio[editar | editar código-fonte]

O Paraná é um dos estados que mais contribuiu para as exportações brasileiras.[148] Vários órgãos, como o Centro de Exportação do Paraná (CEXPAR) e a Carteira de Comércio Exterior do Banco do Brasil (CACEX) vêm estimulando cada vez mais o comércio externo.[149]

As exportações paranaenses para o mercado externo são feitas pelo porto de Paranaguá, por Foz do Iguaçu, pelo Aeroporto Internacional Afonso Pena e uma pequena parte pelo município de Barracão no sudoeste do estado.[149] A área comercial do porto de Paranaguá estende-se por todo o Paraná, pela maior parte de Santa Catarina, pelo extremo norte do Rio Grande do Sul, pela parte meridional de Mato Grosso do Sul e pela República do Paraguai.[150]

Os principais produtos exportados pelo Paraná são: soja em grão, farelo de soja, milho, algodão, café, erva-mate, produtos refinados de petróleo, caminhões e outros.[148] Os principais produtos importados pelo Paraná são: trigo, petróleo e derivados, fertilizantes, veículos, máquinas, carvão mineral, vidros, eletrodomésticos e outros.[148] O comércio exterior é feito com os seguintes países: Estados Unidos, Alemanha, Itália, Países Baixos, Japão, Bélgica, Noruega, Inglaterra, Canadá, Argentina e outros.[148] O comércio interno se faz com os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e outros.[151]

Turismo[editar | editar código-fonte]

O Paraná é um dos estados que tem um grande número de parques nacionais, destacando-se o Parque Nacional do Iguaçu e o Parque Nacional do Superagui.[61] Foz do Iguaçu com 275 quedas-d’águas[152] e 80 metros de altura,[153] é conhecida internacionalmente.[154] A Garganta do Diabo é uma das atrações do maior conjunto de cataratas do mundo.[155] Além das visitas às atrações naturais, é um passeio bastante cotado conhecer a hidroelétrica de Itaipú.[156]

Outro ponto de interesse turístico é o Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, onde as rochas esculpidas pelos ventos e pelas águas parecem ruínas de uma grande cidade.[157] Ainda em Ponta Grossa pode-se visitar o Buraco do Padre,[158] a Capela de Santa Bárbara (construída pelos Jesuítas)[159] e a Cachoeira da Mariquinha.[160]

Em Maringá existe a Catedral de Maringá (Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória), segundo monumento mais alto da América do Sul e décimo do mundo.[161] Crescente visitação tem ocorrido na região do Cânion Guartelá, (6° maior do mundo e o maior do Brasil) em Tibagi.[162] As praias de Caiobá, Matinhos, Guaratuba, Pontal do Paraná e Praia de Leste são as mais frequentadas do Paraná.[163] São procuradas por turistas não só no verão, mas também no inverno, quando parte da população vai para o litoral fugindo do frio do planalto.[164]

Curitiba é hoje um importante destino turístico brasileiro, especialmente procurado por turistas oriundos de estados vizinhos que chegam à cidade por via terrestre.[165] Um importante aumento no "turismo de negócios" tem também se verificado nas últimas décadas.[166] Seja por razões de lazer ou trabalho, o fluxo de visitantes estimado no ano de 2006 chega a ser surpreendente: mais de 1 800 000 pessoas, ou seja, maior que o número de habitantes da cidade.[167]

Durante o ano inteiro, se realizam feiras e festivais, destacando-se a Munchen Fest de Ponta Grossa,[168] a Oktoberfest de Rolândia,[169] Carnaval de Rua de Tibagi,[170] o Festival Internacional de Londrina,[171] Festival de Teatro de Curitiba (o principal do país),[172] Festival Folclórico e de Etnias do Paraná,[173] e a Feira de Móveis do Paraná (Movelpar).[174] Atraem ainda considerável interesse as feiras agropecuárias de grande porte, em especial a Expo Londrina.[175]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Mortalidade infantil 20,0 por mil nascimentos (2005)[176]
Médicos 16,9 por 10 mil hab. (2005)[176]
Leitos hospitalares 2,3 por mil hab. (2005)[176]
Hospital Evangélico de Curitiba, um dos mais modernos e bem equipados do Paraná.

São consideradas boas as condições sanitárias do estado, o que reflete a elevação do nível econômico da população. Em 2005, existiam em funcionamento 4 780 estabelecimentos hospitalares,[177] que dispunham de 28 340 leitos[177] e eram assistidos, em 2007, por 40 187 médicos,[178] 5 832 enfermeiros[178] e 19 229 auxiliares de enfermagem.[178] Em 2005, da população, 86,1% dos paranaenses têm acesso à rede de água,[179] enquanto 68,5% se beneficiam da rede de esgoto sanitário.[179]

De acordo com uma pesquisa realizada pelo IBGE em 2008, 77,0% da população paranaense avalia sua saúde como boa ou muito boa; 67,4% da população realiza consulta médica periodicamente; 48,1% dos habitantes consultam o dentista regularmente e 8,3% da população esteve internado em leito hospitalar nos últimos doze meses. 33,4% dos habitantes declararam ter alguma doença crônica e apenas 27,0% tinham plano de saúde. Outro dado significante é o fato de 52,2% dos habitantes declararem necessitar sempre do Programa Unidade de Saúde da Família - PUSF.[180]

Na questão da saúde feminina, 40,4% das mulheres com mais de 40 anos fizeram exame clínico das mamas nos últimos doze meses; 53,0% das mulheres entre 50 e 69 anos fizeram exame de mamografia nos últimos dois anos; e 78,7% das mulheres entre 25 e 59 anos fizeram exame preventivo para câncer do colo do útero nos últimos três anos.[180]

Educação[editar | editar código-fonte]

Educação Básica[editar | editar código-fonte]
Resultados no ENEM
Ano Português Redação
2006[181]
Média
38,07 (6º)
36,90
53,77 (3º)
52,08
2007[182]
Média
53,65 (8º)
51,52
56,15 (9º)
55,99
2008[183]
Média
43,50 (8º)
41,69
58,53 (13º)
59,35

Em 2009, estavam matriculados 1 677 128 alunos, nas 6119 escolas de ensino fundamental do Estado, das quais 769 073 eram municipais, 744 913 estaduais, 162 621 particulares e 521 federais.[184] Quanto ao corpo docente era o mesmo constituído de 82 217 professores, sendo que 11 923 eram particulares.[184] O ensino médio, em 2009, era ministrado em 1713 estabelecimentos, com a matrícula de 74 114 alunos e 34 457 professores.[184] Dos 474 114 discentes, 3560 estavam na escola pública federal, 418 117 na escola pública estadual, e 52 437 na escola particular.[184]

Em 2013, o total de alunos do ensino médio passou a 479.519 (queda de 1,06% em relação à 2012, quando haviam 484.633 estudantes). Destes, 4.272 (0,9%) estavam na rede pública federal, 411.299 (85,8%) na estadual e 63.948 (13,3%) na particular[185] .

Inclusão de Portadores de Necessidades Especiais[editar | editar código-fonte]

Em 2013, as instituições de ensino públicas e privadas da Educação Básica do Paraná atenderam 10.721 alunos portadores de necessidades especiais, representando um aumento de 10,6% em relação à 2012. Deste total, 13 (0,12%) estavam matriculados na rede federal, 1.540 (14,36%) na estadual, 3.601 (33,59%) na municipal e 5.567 (51,93%) na particular[186] .

Ensino Superior[editar | editar código-fonte]

Quanto ao ensino superior, em 2009, o Estado possuía 183 estabelecimentos, onde foram matriculados 109 592 alunos, sendo 35 494 discentes em escolas públicas federais, 71 419 em escolas públicas estaduais, 2679 em escolas públicas municipais e 177 291 em escolas particulares.[187]

De acordo com o PNUD do ano 2000 o melhor IDH-Educação do Paraná é 0,913, o oitavo melhor índice entre os estados brasileiros, perdendo para Santa Catarina e Rio Grande do Sul, dentro da Região Sul do Brasil.[89] É também o último dos estados com IDH com índice superior a 0,900.[89] Dentre os municípios do estado, o melhor resultado foi de Curitiba com 0,946 e o pior foi Ortigueira com 0,687.[188] Ainda de acordo com a pesquisa, o índice de analfabetismo no estado em adultos acima de 25 anos era 11,7%,[189] sendo o menor índice 3,4%, registrado em Quatro Pontes,[190] e o maior 43,6% no município de Tunas do Paraná, localizado no Vale do Ribeira, notadamente a região mais pobre do estado.[191] A cidade de Palotina, no oeste do estado, possui o menor índice de desistência escolar do Brasil.[192] A cada 100 alunos apenas 1 não conclui o ensino fundamental.[192]

Em 1912 é fundada a Universidade Federal do Paraná, a primeira universidade do Brasil e a primeira da Região Sul do país.[193] Além da UFPR, o Paraná tem universidades espalhadas pelo estado nas principais cidades de cada região.[194] Ainda em Curitiba, encontra-se a sede da Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR[195] e do Centro Universitário Curitiba (UNICURITIBA), entidade sucessora da Faculdade de Direito de Curitiba criada em 1950.[196] O estado conta com uma universidade federal multicampi, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR.

Em Ponta Grossa a universidade estadual é a UEPG, em Londrina é a UEL, Maringá conta com a UEM, Guarapuava é sede da UNICENTRO, Cascavel é a cidade-base da UNIOESTE, que ainda conta com campus espalhados por vários outros municípios, Jacarezinho é a cidade-base da UENP.[194]

O estado conta ainda a UNESPAR, Universidade Estadual do Paraná, em processo de implantação, a qual é composta por sete centros universitários, nas cidades de Apucarana, Campo Mourão, Curitiba, Paranaguá, Paranavaí e União da Vitória.[194]

Transportes[editar | editar código-fonte]

No estado existem quatro aeroportos, dois internacionais e dois domésticos, administrados pela Infraero, o Aeroporto Governador José Richa (Londrina), o Aeroporto Internacional Afonso Pena (Curitiba), o Aeroporto do Bacacheri (Curitiba) e o Aeroporto Internacional Cataratas (Foz do Iguaçu),[197] importante ligação com os países do Mercosul.[198]

A rede de rodovias pavimentadas compreende duas estradas de penetração, no sentido leste-oeste: a ligação Ourinhos SP-Londrina-Apucarana-Maringá-Paranavaí (BR-369/BR-376) e a ligação Paranaguá-Curitiba-Ponta Grossa-Guarapuava-Cascavel-Foz do Iguaçu (BR-277). Em sentido transversal, figuram as ligações Apucarana-Ponta Grossa (BR-376), Sorocaba-Curitiba e São Paulo-Curitiba-Rio Negro. Esta última prolonga-se até o extremo sul do Rio Grande do Sul e é parte da BR-116.[199]

Rodovia BR-277, próximo ao município de Matelândia, no extremo oeste do estado.

O sistema ferroviário paranaense desfruta de notável participação na vida econômica do estado. No setor meridional, o estado é servido pelas linhas da Ferroeste (Antiga Ferropar), a ferrovia da soja, que passou a ser operada pela iniciativa privada em 1997 e retomada pelo Governo no começo de 2007, no trecho entre Guarapuava e Cascavel, com uma extensão (em projeto) até Guaíra e Foz do Iguaçu. Uma outra estrada de ferro faz as ligações de entre o Porto de Paranaguá com Curitiba, Guarapuava, Londrina, Ponta Grossa e Maringá. No sentido norte-sul, encontram-se as linhas da ALL - América Latina Logística (ex-ferrovia Sul-Atlântico), correspondente à malha sul da antiga Rede Ferroviária Federal, também privatizada na década de 1990, que faz a ligação do Paraná com os estados de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.[199]

O Paraná liga-se ao Brasil e ao exterior pelos portos de Paranaguá e Antonina.[200] Serviços de barcos servem os habitantes das vilas e povoados que se encontram nas ilhas e às margens da baía de Paranaguá.[200] Uns partem para a Ilha do Mel, outros para Guaraqueçaba, outros ainda para Cananéia e Iguape no estado de São Paulo, utilizando-se do canal do Varadouro.[200] Serviços de ferry-boat são feitos na baía de Guaratuba, ligando a cidade do mesmo nome (Porto Damião de Souza) à Caiobá (Porto da Passagem).[201] O transporte fluvial é feito em maior escala no rio Paraná, ligando a cidade de Guaíra com o estado de São Paulo e, através de ferry-boat, com Mato Grosso do Sul.[200] A navegação fluvial também existe em Foz do Iguaçu, na ligação Brasil e Argentina.[200]

Energia[editar | editar código-fonte]

Vista aérea da Usina Hidrelétrica de Itaipu, a segunda maior usina hidrelétrica do mundo.

Além das hidrelétricas de Capivari-Cachoeira, no rio Capivari, a nordeste de Curitiba, e de Júlio Mesquita Filho, no rio Chopim, no sudoeste do estado,[202] funciona no Paraná a Usina Hidrelétrica de Itaipu, a segunda maior do mundo (depois da Hidrelétrica de Três Gargantas, na China), na fronteira com o Paraguai,[203] e construída em conjunto com esse país.[204] Concluída em 1991, só então passou toda a sua capacidade, de 12 000 MW, o que fez do Paraná o maior produtor de energia do Brasil.[205] Mas o Paraná também é rico em energia gerada pelas usinas de açúcar e álcool, que produzem eletricidade a partir da queima do bagaço da cana-de-açúcar.[206]

Serviços e comunicações[editar | editar código-fonte]

O estado conta com outros serviços básicos. No Paraná, existem várias empresas responsáveis pelo abastecimento de água. Em 345 dos 399 municípios paranaense, a empresa responsável por água e saneamento básico (esgoto) é a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar).[207] Outros municípios são abastecidos por outras empresas ou por empresas do próprio município - um exemplo ocorre em Antonina, na região do Litoral Paranaense, cuja empresa responsável pelo abastecimento de água é o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (SAMAE).[208]

DDDs[209]
Cidade DDD
Curitiba 41
Ponta Grossa 42
Londrina 43
Maringá 44
Foz do Iguaçu 45
Pato Branco 46

Em relação à energia elétrica, existem uma empresa no estado, a Companhia Paranaense de Energia.[210] Ainda há serviços de internet discada e banda larga (ADSL) sendo oferecidos por diversos provedores de acesso gratuitos e pagos. O serviço de telefonia fixa é oferecido por algumas operadoras, como a Brasil Telecom e a Sercomtel.[211] O código de área (DDD) do estado varia, desde 041 até 046.[212] No dia 2 de fevereiro de 2009, as regiões oeste e sudoeste passaram a serem servidas pela portabilidade, juntamente com outras cidades de DDDs 45 e 46, 19 (São Paulo), 93 e 04 (Pará).[213]

Sede da TV Iguaçu de Curitiba, afiliada à Rede Massa em março de 2008 e ao Sistema Brasileiro de Televisão desde 1981.

A secretaria responsável pelas comunicações em todo o Paraná é a Secretaria da Comunicação Social, que atua tanto na assessoria da imprensa, quanto no marketing e na Internet.[214] Existem diversos jornais presentes em vários municípios do estado, como por exemplo, Tribuna do Norte (em Apucarana), Tribuna do Interior (em Campo Mourão), Diário Popular (em Curitiba), Gazeta do Iguaçu (em Foz do Iguaçu), Diário dos Campos (em Ponta Grossa), Jornal do Oeste (Toledo), A Tribuna do Povo (Umuarama), Tribuna de Cianorte (Cianorte), entre outros.[215] Dois dos mais influentes jornais do país,[216] Gazeta do Povo e O Estado do Paraná, são paranaenses e mantém suas sedes na capital do estado. O Paraná também concentra um grande número de editoras que produzem algumas das principais publicações do estado. Entre elas destaca-se a Imprensa da Universidade Federal do Paraná, que publica livros didáticos, técnicos e científicos, teses, revistas e periódicos, à encadernação de brochuras e à confecção de impressos de qualquer natureza, que interessem aos setores, cursos, departamentos e unidades aos membros do corpo docente da UFPR.[217]

No campo da televisão, o estado foi pioneiro com a criação da primeira emissora do estado, a atual RPC TV Paranaense, pelo advogado e empresário Nagib Chede, em 29 de outubro de 1960.[218] Com o passar do tempo, várias outras emissoras desenvolveram-se no estado e ganharam projeção nacional e regional, como foi o caso da Central Nacional de Televisão,[219] a Rede Massa[220] e a Rede Mercosul,[221] todas com sede na região metropolitana de Curitiba. Além disso, há transmissão de canais nas faixas Very High Frequency (VHF) e Ultra High Frequency (UHF). O Paraná é sede de alguns canais/emissoras de televisão, como a RIC TV Cornélio Procópio,[222] a RPC TV Cataratas,[223] a TV Educativa de Ponta Grossa,[224] a TV Carajás (em Campo Mourão)[225] e a TV Beltrão (em Francisco Beltrão).[226]

Segurança pública[editar | editar código-fonte]

As principais unidades das Forças Armadas no Paraná são: no Exército Brasileiro, o Paraná integra o Comando Militar do Sul (juntamente com o estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina), que tem sede em Porto Alegre, fazendo parte da 5ª Região Militar e 5ª Divisão de Exército (com o estado de Santa Catarina);[227] destacam-se no estado o 13º Batalhão de Infantaria Blindado (Ponta Grossa)[228] e o 20º Batalhão de Infantaria Blindado (Curitiba);[229] na Marinha do Brasil, o Paraná faz parte do 5º Distrito Naval, que tem sede em Rio Grande;[230] e na Força Aérea Brasileira, o Paraná integra o V Comando Aéreo Regional (com o Rio Grande do Sul e Santa Catarina), cujo quartel-general está em Canoas (Rio Grande do Sul),[231] destacando-se no estado o Cindacta II, com sede em Curitiba, que é responsável pelo radar na Região Sul, todo o Mato Grosso do Sul e parte sul de São Paulo.[231]

A Polícia Militar do Estado do Paraná (PMPR) tem por função primordial o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública no Estado do Paraná. Ela é Força Auxiliar e Reserva do Exército Brasileiro, e integra o Sistema de Segurança Pública e Defesa Social do Brasil.[232] Seus integrantes são denominados Militares dos Estados,[233] assim como os membros do Corpo de Bombeiros do Paraná.[232]

O Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná é um Comando Intermediário da PMPR, cuja missão consiste na execução de atividades de defesa civil, prevenção e combate a incêndio, buscas, salvamentos e socorros públicos, no âmbito do Estado do Paraná.[234] A corporação é força auxiliar e tropa reserva do Exército Brasileiro, e integra o sistema de segurança pública e defesa social do Brasil. Seus integrantes são denominados militares dos Estados pela Constituição Federal de 1988, assim como os demais membros da Polícia Militar do Paraná.[235]

A Polícia Civil do Estado do Paraná é uma das polícias do estado brasileiro do Paraná, órgão do sistema de segurança pública ao qual compete, nos termos do artigo 144, § 4º, da Constituição Federal e ressalvada competência específica da União, as funções de polícia judiciária e de apuração das infrações penais, exceto as de natureza militar.[236] As principais instituições penitenciárias do estado são a Penitenciária Central do Estado[237] e a Colônia Penal Agrícola.[238]

Críticas severas tem sido feitas a falta de efetivos tanto da polícia civil quanto da polícia militar e se mostrado uma preocupação dos paranaenses, os efetivos são os mesmos da década de 80 para quase o dobro de população[239] .[240] [241]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Instituições e patrimônio cultural[editar | editar código-fonte]

A Universidade Federal do Paraná foi fundada em 1912,[193] e a Pontifícia Universidade Católica do Paraná, em 1959.[242] Dos museus existentes no estado, o mais importante é o Museu Paranaense, em Curitiba, fundado em 1876 pelo historiador Agostinho Ermelino de Leão, com coleções históricas, etnográficas e arqueológicas, além de biblioteca.[243]

Outra instituição importante é o Museu Coronel Davi Antônio da Silva Carneiro, também na capital.[244] Suas coleções, como as do Paranaense, foram tombadas pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.[245] Seu acervo possui peças arqueológicas, etnográficas e numismáticas.[244] Em Paranaguá, dois museus atraem os visitantes: o Museu de Arqueologia e Artes Populares, mantido pela Universidade Federal do Paraná e que funciona no antigo Colégio dos Jesuítas, e o Museu do Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá.[246]

O Patrimônio Histórico também tombou, no estado, diversos monumentos de valor arquitetônico e histórico, como a igreja matriz de São Luís, em Guaratuba,[247] a igreja matriz de Santo Antônio, a casa histórica da praça Coronel Lacerda, a casa onde morreu o general Carneiro, na rua Francisco Cunha, o pavimento superior da Casa da Cadeia, em Lapa,[248] a antiga residência jesuítica, na rua Quinze de Novembro, e a fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres (ou da Barra), na ilha do Mel, em Paranaguá.[248]

Bibliotecas[editar | editar código-fonte]

A Biblioteca Pública do Paraná é a maior biblioteca pública do Estado e da Região Sul do Brasil em número de acervo bibliográfico.

As mais completas bibliotecas estão em Curitiba: a Biblioteca Pública do Paraná,[249] a Biblioteca do Museu Paranaense,[250] as bibliotecas dos setores de Ciências Jurídicas e Ciências da Saúde da Universidade Federal do Paraná[251] e a Biblioteca Central do Campus da Pontifícia Universidade Católica do Paraná em Curitiba.[252] Há também bibliotecas especializadas, como a do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural, que possui um grande acervo relacionado com tecnologias agrícolas,[253] e a do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná, especializada em assuntos relacionados com o cooperativismo.[254]

Festivais[editar | editar código-fonte]

Entre as festas religiosas, são especialmente representativas a de Nossa Senhora da Luz, em Curitiba,[255] e a de Nossa Senhora do Rocio, em Paranaguá, acompanhada de grande procissão.[256] Entre as festas populares, sobressai a Congada da Lapa, de origem africana e em homenagem a São Benedito, na cidade de Lapa.[257] Várias danças populares subsistem em localidades do interior: o curitibano, dança de roda aos pares, o quebra-mana, dança sapateada, a valsada, e o nhô-chico, no litoral.[258] As várias comunidades de origem europeia conservam danças, cantos e trajes de seus países, sobretudo as de origem alemã.[248]

Pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

Cortado de boas estradas e pontilhado de bons restaurantes, o Paraná é um estado muito atraente para o turismo.[248] [259] Merecem a atenção do visitante a capital, com seus museus, jardins e universidades, o teatro Guaíra, o Passeio Público (com o jardim zoológico),[260] os monumentos históricos de Guaratuba, Lapa e Paranaguá, e principalmente a Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá, uma das obras mais notáveis da engenharia brasileira. Dos trens que a atravessam, descortina-se magnífico panorama que envolve ao mesmo tempo paisagens da serra e do litoral.[259]

A ferrovia foi projetada, no segundo reinado, por Antônio Rebouças, irmão (prematuramente falecido) do engenheiro, monarquista e abolicionista André Rebouças.[261] Contra a opinião de especialistas estrangeiros que o governo convidara a opinar, a estrada, aberta ao tráfego em 1885,[262] foi construída num traçado em linha de simples aderência.[259] Tem 111 km de extensão, 41 pontes e treze túneis,[262] doze dos quais escavados na rocha viva, além do arrojado viaduto Vicente de Carvalho, com 84m de extensão.[262] Muitas dessas obras de arte, concebidas para vencer as passagens mais difíceis, ainda são consideradas de grande audácia, para a topografia da região.[259]

São numerosos os acidentes naturais de interesse turístico no Paraná, como as formações rochosas de arenito vermelho de Vila Velha, que parecem dólmens, nos arredores de Ponta Grossa; as grutas calcárias de Campinhos, em Tunas do Paraná, gruta da Lancinha (maior em biodiversidade do sul do Brasil em Rio Branco do Sul, e do Monge, em Lapa; as cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu; o Parque Nacional do Iguaçu, com sua reserva florestal; a ilha do Mel, com sua bela praia, o farol, a gruta e a fortaleza histórica da Barra, em Paranaguá; os balneários de Pontal do Sul, Praia de Leste, Matinhos, Caiobá e Guaratuba.[259]

Esportes[editar | editar código-fonte]

Arena da Baixada, em Curitiba.

No setor esportivo, a secretaria responsável por atuar nessa área é a Secretaria do Esporte,[263] que tem como secretário Diego Gurgacz,[264] formado em direito.[265]

O estado é sede de diversos clubes de futebol conhecidos nacionalmente, como, por exemplo, o Clube Atlético Paranaense, o Coritiba Foot Ball Club, Paraná Clube e o Londrina Esporte Clube.[266] O Campeonato Paranaense de Futebol é organizado pela Federação Paranaense de Futebol e realizado ininterruptamente desde 1915, sendo um dos mais antigos torneios de futebol organizados no Brasil.[267] O estado possui diversos estádios de futebol, como o Joaquim Américo Guimarães, o Couto Pereira e o Durival Britto e Silva (todos em Curitiba), o do Café (em Londrina), o Germano Krüger (em Ponta Grossa), o Willie Davids (em Maringá), o Estádio Olímpico Regional Arnaldo Busatto (em Cascavel), o Estádio Bom Jesus da Lapa (em Apucarana) entre muitos outros.[268] Curitiba é uma das doze capitais brasileiras que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2014.[269] Em 2010, segundo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o estado aparece na quinta colocação no ranking nacional das federações estaduais.[270]

Atualmente, o Paraná é sede de eventos esportivos, seja de importância nacional e/ou internacional. Exemplos são a a Fórmula Truck, a Stock Car Brasil, e o Campeonato Mundial de Carros de Turismo, eventos que são realizados no Autódromo Internacional de Curitiba.[271] [272] [273]

Outros esportes também têm popularidade no estado. No vôlei, o órgão responsável pela atuação no esporte é a Federação Paranaense de Voleibol, que possui diversos clubes filiados e organiza todos os torneios oficiais que envolvam as equipes do estado.[274] No basquete, a federação responsável é a Federação Paranaense de Basketball.[275] Todos os anos, o estado realiza os Jogos Escolares do Paraná, evento da secretaria de esportes do governo estadual, que reúne diversas modalidades esportivas.[276]

Culinária[editar | editar código-fonte]

A cozinha paranaense testemunha as diversidades da origem de sua população.[277] O prato mais típico do estado é o barreado, apreciado em toda a região litorânea e feito à base de carne cozida, por muito tempo, em panela de barro, até desmanchar-se.[277] [278] O churrasco é, como em todo o sul, um dos pratos mais característicos do interior, juntamente com os das comunidades de tradição alemã, polonesa e italiana.[277]

Personalidades[editar | editar código-fonte]

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Entre os principais paranaenses ilustres podemos destacar: David Carneiro, um dos mais renomados historiadores brasileiros[279] e pai do historiador David Carneiro Júnior;[280] Moysés Paciornik, médico curitibano;[281] Michel Teló, medianeirense, ex-integrante do Grupo Tradição;[282] Tony Ramos, araponguense, ator da Rede Globo;[283] Dalton Trevisan, escritor curitibano e autor de O Vampiro de Curitiba;[284] Sônia Braga, maringaense, atriz da Rede Globo;[285] a dupla sertaneja Chitãozinho e Xororó, astorguense;[286] Jaime Lerner, político, arquiteto e urbanista curitibano, autor da ideia do Ligeirinho;[287] Anízio Alves da Silva, inventor do supletivo (atualmente conhecido como Educação de Jovens e Adultos);[288] Deivid Willian da Silva, londrinense, jogador do Clube Atlético Paranaense;[289] Dirceu José Guimarães, jogador da Confederação Brasileira de Futebol entre as décadas de 1970 e 1980;[290] Fábio Campana, iguaçuense, jornalista;[291] Aramis Millarch, curitibano, editor do jornal O Estado do Paraná;[292] os ex-governadores Roberto Requião de Mello e Silva[293] e Moysés Lupion;[294] Laurentino Gomes, maringaense, escritor, jornalista e autor dos livros 1808 e 1822;[295] Grazi Massafera, atriz e modelo;[296] , Maria Fernanda Cândido, atriz e modelo;[297] dentre vários outros de menor expressão.

Feriados[editar | editar código-fonte]

No Paraná só há um feriado estadual que é o Dia da Emancipação Política, no dia 19 de dezembro, em comemoração ao nascimento da Província do Paraná, desmembrada da Província de São Paulo.[298] As repartições particulares, incluindo a Ocepar, não têm direito a férias, por isso trabalham no feriado.[299] Ponto facultativo em Curitiba.[299]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Notas

  1. No final do século XIX, a Mata de Araucárias ocupava 44% do território paranaense e ainda parte dos estados de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
  2. Potamônimo ou potamónimo é um vocábulo que define um topónimo que tem origem num nome de um rio
  3. No noroeste do Paraná chove muito no verão, causando fortes prejuízos à produção de energia elétrica e ao funcionamento da Internet na região
  4. O nome oficial do prédio do poder legislativo é uma homenagem ao ex-deputado estadual do Paraná e catarinense de nascimento, falecido em 30 de agosto de 1999.

Referências

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