Paraphysornis brasiliensis

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Paraphysornis BW-2r.jpg

Estado de conservação
Status iucn3.1 EX pt.svg
Extinta
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Gruiformes
Família: Phorusrhacidae
Género: Paraphysornis
Espécie: P. brasiliensis
Nome binomial
Paraphysornis brasiliensis
Alvarenga, 1982
  • Phororhacosidae
    1889
  • Pelecyornidae
    1891
  • Brontornithidae
    1891
  • Darwinornithidae
    1891
  • Stereornithidae
    1891
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O Paraphysornis brasiliensis é membro de uma família denominada popularmente de Aves do Terror devido sua natureza predatória,que lhes conferiram o status de predadores dominantes durante o Brasil Pliocénico. Os seus poucos competidores durante a maior parte da sua existência foram algumas espécies de carnívoros marsupiais e o smilodon.

Um dado evolucionário interessante desta família de aves predadoras é que suas asas estariam se desenvolvendo, evoluindo para um tipo de mão primitiva. Na espécie Titanis seus ossos se voltavam para a frente forçando o animal a manter seus braços para a frente com as palmas voltadas para dentro. Os dedos provavelmente possuíam uma garra que poderia ter sido usada para um melhor manuseio das suas vítimas. Alguns cientistas consideram estas aves como sendo parte de um ramo de dinossauros terópodes sobreviventes a extinção cretácea. Imagine por um instante a 22 milhões de anos atrás, durante o Plioceno, corriam pelas terras do Brasil, criaturas semelhantes aos raptores do cretáceo. Predadores bípedes, com garras e apetites vorazes. Sem caudas longas ou dentes afiados, porém tão sanguinárias quanto seus ancestrais.

Na cidade do Rio de Janeiro no Museu Nacional, esta em exposição um esqueleto completo de Paraphysornis brasiliensis na ala de Paleontologia do Museu. Este esqueleto em exposição é o que fora originalmente descoberto e descrito por Herculano Alvarenga em 1982.

A descoberta[editar | editar código-fonte]

A descrição da espécie tem como base no esqueleto quase 100% recuperado procedente dos sedimentos terciários da Bacia de Taubaté. Seu descobridor em reportagem para o site Globo, posa frente ao Paraphysornis tendo a mão o crânio de um Velociraptor. Para Herculano Alvarenga,a 'Paraphysornis brasiliensis' foi sua principal descoberta.

Muitas réplicas deste fóssil foram feitas e enviadas para diversas partes do mundo, incluindo Estados Unidos e Japão sendo que a peça original permanece no Brasil.

Referências[editar | editar código-fonte]

Alvarenga, H.M.F. 1982. Uma gigantesca ave fóssil do cenozoico brasileiro: Physornis brasiliensis sp. n. Anais da Academia Brasileira de Ciências 54(4):697-712.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]