Parapsicologia

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O cientista William James foi um dos fundadores da American Society for Psychical Research.
O filósofo Henry Sidgwick foi o primeiro presidente da Society for Psychical Research.
Ganzfeld, um dos experimentos que são realizados para averiguar fenômenos do gênero PES.

Parapsicologia é um campo de estudo relacionado à investigação de fenômenos paranormais e psíquicos. Seu proposito é a pesquisa científica de telepatia, precognição, retrocognição, clarividência, telecinésia, projeção da consciência, experiências de quase morte, reencarnação, mediunidade e outras reivindicações paranormais e sobrenaturais.[1] [2] [3]

Embora a Parapsicologia esteja presente em cerca de pelo menos 30 países[4] e esteja integrada a importantes instituições de caráter científico reconhecido, como a Associação Americana para o Avanço da Ciência e a Universidade de Virginia[5] [6] [7] , a sua posição como um ramo da ciência é contestada[8] sendo que a maioria dos cientistas classificam-na como Pseudociência, porque a Parapsicologia continua suas investigações sem ter corroborado os resultados defendidos através do método científico, mesmo já decorridos mais de um século dessas pesquisas.[9] [10] [11] [12] [13] [14] [11] [15] [16] [17]

Pode ser compreendida como o estudo de alegações paranormais associadas à experiência humana, ou seja, as interações sensoriais e motoras que aparentemente não são geradas por nenhum mecanismo ou agente físico conhecido. Esses fenômenos também são conhecidos como fenômenos paranormais ou fenômenos Psi. O termo "Parapsicologia", criado em 1889 pelo psicólogo Max Dessoir[18] , foi adotado pelo pesquisador Joseph Banks Rhine em 1930 como um substituto para os termos Metapsíquica e "Pesquisa Psíquica".

Definição e abrangência[editar | editar código-fonte]

Há uma tradição dentro do senso comum que sustenta que os mundos subjetivo e objetivo são completamente distintos, sem que haja qualquer implicação entre eles. O subjetivo existe “aqui, dentro da cabeça”, enquanto que o objetivo existe “lá, no mundo externo”. A Parapsicologia é o estudo de fenômenos que sugerem que a dicotomia estrita entre objetivo/subjetivo pode ser, ao contrário, parte de um conjunto, com alguns fenômenos entremeando ocasionalmente o que é puramente subjetivo e o que é puramente objetivo. Parapsicólogos chamam tais fenômenos de “anômalos” porque são difíceis de serem explicados pelos modelos científicos tradicionais.[2]

A Parapsicologia estuda os seguintes aspectos[2] :

O início[editar | editar código-fonte]

A Parapsicologia (inicialmente designada como "Pesquisa Psíquica") surgiu sistematicamente no último quarto do século XIX, altamente relacionada com o então grande crescimento recente dos movimentos Moderno Espiritualismo e Mesmerismo, quando em 1882 foi fundada em Londres a Society for Psychical Research (Sociedade de Pesquisa Psíquica) com a proposta de apresentar "uma tentativa organizada e sistemática de investigar o grande grupo de fenômenos controversos designados por termos como mesmérico, psíquico e espiritualista" e com a associação de diversos membros acadêmicos proeminentes. Isto incluía acadêmicos da Universidade de Cambridge, tais como o filósofo Henry Sidgwick e o ensaísta Frederic W. H. Myers. Além desses, a SPR também contava com os físicos Sir William Fletcher Barrett e Balfour Stewart e o político KG Arthur Balfour, que mais tarde se tornou primeiro ministro. Nas primeiras décadas seguintes, diversos intelectuais de renome mundial se tornaram presidentes da SPR, incluindo como exemplos o psicólogo e filósofo americano William James, o químico e físico inglês Sir William Crookes, o físico inglês Sir Oliver Lodge, o astrônomo francês Camille Flammarion, o Nobel em Medicina francês Charles Richet e o Nobel em Literatura francês Henri Bergson.[19] [20]

A SPR logo se tornou o modelo para as sociedades similares em outros países europeus e nos Estados Unidos, tanto que William James, junto ao astrônomo Simon Newcomb e outros cientistas, fundaram em 1885 a American Society for Psychical Research (Sociedade Americana de Pesquisa Psíquica), organização a qual também se associaram muitos intelectuais renomados.[21]

Referências

  1. [1]Harvey J. Irwin and Caroline Watt. An introduction to parapsychology, McFarland, 2007.
  2. a b c What is parapsychology?. The Parapsychology Association (online). Página visitada em 22/06/2014.
  3. Alvarado, Carlos S. Reflections on Being a Parapsychologist. Journal of Parapsychology, vol. 67, pp. 211-248 (2003)
  4. [2]Harvey J. Irwin and Caroline Watt. An introduction to parapsychology, McFarland, 2007, pp. 248-249.
  5. Melton, J. G.. Parapsychological Association. In Encyclopedia of Occultism & Parapsychology. [S.l.]: Thomson Gale, 1996. ISBN 978-0-8103-9487-2
  6. [3]
  7. [4]University of Virginia School of Medicine. The Division of Perceptual Studies.
  8. Flew, Antony. (1982). "Philosophy of Science and the Occult".
  9. Hyman, R.. Parapsychological research: A tutorial review and critical appraisal. Página visitada em 20 September 2008.
  10. Flew, Antony. (1982). "Philosophy of Science and the Occult".
  11. a b Cordón, Luis A.. Popular psychology: an encyclopedia. Westport, Conn: Greenwood Press, 2005. p. 182. ISBN 0-313-32457-3
  12. Bunge, Mario. (1991). "A skeptic's beliefs and disbeliefs". New Ideas in Psychology 9 (2): 131–149 pp.. DOI:10.1016/0732-118X(91)90017-G.
  13. Blitz, David. (1991). "The line of demarcation between science and nonscience: The case of psychoanalysis and parapsychology". New Ideas in Psychology 9 (2): 163–170 pp.. DOI:10.1016/0732-118X(91)90020-M.
  14. Gordon Stein. (1996). The Encyclopedia of the Paranormal. Prometheus Books. p. 249. ISBN 1-57392-021-5 "Mainstream science is on the whole very dubious about ESP, and the only way that most scientists will be persuaded is by a demonstration that can be generally reproduced by neutral or even skeptical scientists. This is something that parapsychology has never succeeded in producing."
  15. Bunge, Mario. (1991). "A skeptic's beliefs and disbeliefs". New Ideas in Psychology 9 (2): 131–149 pp.. DOI:10.1016/0732-118X(91)90017-G.
  16. Blitz, David. (1991). "The line of demarcation between science and nonscience: The case of psychoanalysis and parapsychology". New Ideas in Psychology 9: 163–170 pp.. DOI:10.1016/0732-118X(91)90020-M.
    • Daisie Radner, Michael Radner. (1982). Science and Unreason. Wadsworth. pp. 38-66. ISBN 0-534-01153-5
    • Mario Bunge. (1987). Why Parapsychology Cannot Become a Science. Behavioral and Brain Sciences 10: 576-577.
    • Terence Hines. (2003). Pseudoscience and the Paranormal. Prometheus Books. pp. 113-150. ISBN 1-57392-979-4
    • Massimo Pigliucci, Maarten Boudry. (2013). Philosophy of Pseudoscience: Reconsidering the Demarcation Problem. University Of Chicago Press p. 158. ISBN 978-0-226-05196-3 "Many observers refer to the field as a "pseudoscience". When mainstream scientists say that the field of parapsychology is not scientific, they mean that no satisfying naturalistic cause-and-effect explanation for these supposed effects has yet been proposed and that the field's experiments cannot be consistently replicated."
  17. Wolfgang G. Bringmann, Helmut E. Lück, Wolfgang G. Bringmann A pictorial history of psychology 1997, p. 71
  18. Beloff, John. Handbook of parapsychology. [S.l.]: Van Nostrand Reinhold, 1977. ISBN 0-442-29576-6
  19. Alvarado, Carlos S.. Fenômenos psíquicos e o problema mente-corpo: notas históricas sobre uma tradição conceitual negligenciada. Rev. psiquiatr. clín. vol.40 no.4 São Paulo 2013.
  20. Berger, Arthur S.; Berger, Joyce. The Encyclopedia of Parapsychology and Psychical Research. [S.l.]: Paragon House Publishers, 1991. ISBN 1-55778-043-9

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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