Tabebuia aurea

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Paratudo)
Ir para: navegação, pesquisa
Como ler uma caixa taxonómicaParatudo
Flor da Tabebuia aurea

Flor da Tabebuia aurea
Estado de conservação
Status iucn3.1 LC pt.svg
Pouco preocupante
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Lamiales
Família: Bignoniaceae
Género: Tabebuia
Espécie: T. aurea
Nome binomial
Tabebuia aurea
(Silva Manso) Benth. & Hook. f ex S. Moore 1895
Sinónimos
Ver texto

Tabebuia aurea (Silva Manso) Benth. & Hook. f ex S. Moore) , é uma árvore não-pioneira pertencente ao gênero Tabebuia (dos ipês e pau-d'arcos). Foi descrita originalmente em 1836 como Bignonia aurea, por Silva Manso.

O nome popular "paratudo" deve-se ao fato de que os pantaneiros do Brasil mascam a casca como remédio para problemas no estômago, vermes, diabetes, inflamações e febres.

Outros nomes populares: craibeira, caraiberia, caroba-do-campo, cinco-em-rama, cinco-folhas-do-campo, ipê-amarelo-craibeira, ipê-amarelo-do-cerrado, pau-d'arco.

Está na lista da flora ameaçada do estado de São Paulo[1]

Sinônimos[editar | editar código-fonte]

Os seguintes nomes se referem a esta espécie:[2]

  • Bignonia aurea Silva Manso
  • Bignonia squamellulosa DC.
  • Couralia caraiba (Mart.) Corr.Méllo ex Stellfeld-23
  • Gelseminum caraiba (Mart.) Kuntze
  • Handroanthus caraiba (Mart.) Mattos
  • Handroanthus leucophloeus (Mart. ex DC.) Mattos
  • Tabebuia argentea (Bureau & K.Schum.) Britton
  • Tabebuia caraiba (Mart.) Bureau
  • Tabebuia suberosa Rusby
  • Tecoma argentea Bureau & K.Schum.
  • Tecoma aurea (Silva Manso) DC.
  • Tecoma caraiba Mart.
  • Tecoma leucophlaeos Mart. ex DC.
  • Tecoma squamellulosa DC.
  • Tecoma trichocalycina DC.

Características[editar | editar código-fonte]

Seu tamanho varia de 10 a 20 metros (menor no cerrado).

Tronco.

Tronco tortuoso com casca grossa.

Folhas compostas com 3-7 folíolos, glabras e subcoriáceas.

Fruto: cápsula cilíndrica deiscente.

Fruto.

Seus frutos amadurecem entre setembro e outubro e suas flores abrem em agosto-setembro.

Ocorrência[editar | editar código-fonte]

Cerrado, caatinga, Amazônia e Pantanal, embora com características morfológicas diferentes, nos estados de Amapá, Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Paraná.

Nativa também da Bolívia, Argentina, Paraguai, Peru e Suriname.

Geralmente essas árvores vivem no cerrado e no pantanal.

Essa árvore tem muitos exemplares dentro da cidade de Campo Grande - MS

Usos[editar | editar código-fonte]

Possui madeira pesada e flexível, mas que apodrece facilmente, sendo usada na fabricação de papel, artigos desportivos, cabos de vassouras, e obras externas.

A casca fornece fibra para cordas.

Usada no paisagismo urbano.

As flores são comestíveis, apresentando um sabor levemente amargo apreciado por vários animais.

Uso medicinal[editar | editar código-fonte]

As folhas tostadas podem ser utilizadas como estimulante e podem substituir a erva-mate no preparo do chimarrão.

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • Harri Lorenzi, Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. Instituto Plantarum, Nova Odessa, SP, 2002, 4a. edição. ISBN 85-86174-16-X

Referências

  1. Instituto de Botânica de São Paulo
  2. Tabebuia aurea (em inglês) The Plant List (2010). Página visitada em 2/8/2014.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre a ordem Lamiales, integrado no Projeto Plantas é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.