Parauapebas

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Município de Parauapebas
"Pebas"
"Cidade dos Maranhenses"
Bandeira de Parauapebas
Brasão de Parauapebas
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 10 de maio
Fundação 10 de maio de 1988
Gentílico parauapebense
Lema Vis et Labore
"Força e Trabalho"
Prefeito(a) Darci José Lermen (PT)
(20092012)
Localização
Localização de Parauapebas
Localização de Parauapebas no Pará
Parauapebas está localizado em: Brasil
Localização de Parauapebas no Brasil
06° 04' 04" S 49° 54' 07" O06° 04' 04" S 49° 54' 07" O
Unidade federativa  Pará
Mesorregião Sudeste Paraense IBGE/2008 [1]
Microrregião Parauapebas IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Marabá ao norte; Curionópolis a leste; Canaã dos Carajás e Água Azul do Norte ao sul; e São Félix do Xingu ao oeste.
Distância até a capital 700 km
Características geográficas
Área 7 007,737 km² [2]
População 153 942 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 21,97 hab./km²
Altitude 150 m
Clima Planície e Montanha
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,741 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 6 572 427,490 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 45 225,41 IBGE/2008[5]

Parauapebas é um município brasileiro do estado do Pará. Sua população, estimada pelo IBGE em 2010, era de 153.942 habitantes[3], seu PIB em 2007 chegava 6.572.427,490 mil[5], sendo o segundo maior do Pará e seu PIB per capita era de 45.225,41 mil[5], sendo também o segundo maior do estado.

O município é muito conhecido por se assentar na maior província mineral do planeta, a Serra dos Carajás. E tem como grande característica a miscigenação, com forte presença de Maranhenses, Mineiros e Goianos.

Índice

[editar] História

Em meados dos anos 60, foi descoberta uma das maiores províncias minerais do mundo, Carajás, no sudeste do Pará. Anos depois, em 1970, a Companhia Vale do Rio Doce (Vale) se associou à empresa U.S. Steel criando a AMZA - Amazonia Mineração S.A. para explorar o Projeto Ferro Carajás. EM 1981, a Vale adquiriu a exclusividade de explorar minério de ferro, ouro e manganês no local, antes habitada por índios Xikrins do Cateté e remanescentes do Ciclo da Castanha. Parauapebas enfrenta grande desigualdade social e de vez em quando, alagamentos

Em 1981, deu-se início à implantação do Projeto Ferro Carajás. No vale do Rio Parauapebas começou a ser construída a vila de Parauapebas. A construção do núcleo de Parauapebas provocou a migração de muitas pessoas para a área. Em pouco tempo, o povoado do Rio Verde, apesar das condições inferiores em relação aos padrões do núcleo projetado, superou a população prevista. A vila, que havia sido projetada para atender 5.000 habitantes, segundo dados do IBGE, já estava com 20.000 habitantes.

A Vale construiu uma rodovia asfaltada entre a cidade de Marabá e as instalações da empresa com cerca de 200 km. Essa estrada foi, posteriormente, transferida ao estado do Pará.

Chegaram fazendeiros, madeireiros, garimpeiros e pessoas recrutadas para trabalhar no Projeto Ferro Carajás. Próximo à rodovia começaram a surgir as construções das primeiras casas e barracas, dando início ao povoado de Rio Verde, que mais tarde se tornaria um dos maiores bairros da cidade. Hoje, no município de Paraupebas, 50% da população é do estado do Maranhão.[carece de fontes?]

A Vale construiu um núcleo urbano ao lado do povoado para abrigar seus funcionários, nesses se incluem os que viriam trabalhar nas obras da Estrada de Ferro que ligaria a província mineral ao Porto da Ponta da Madeira, em São Luís, no Maranhão.

A empresa iniciou ainda as construções da Escola Euclides Figueiredo, da delegacia, do hospital, do prédio da administração e da rede elétrica.

Em 1983 o Grupo Executivo das Terras do Araguaia – Tocantins (GETAT) distribuiu lotes agrícolas e usou máquinas para abrir as ruas do Rio Verde, onde já estava se organizando um comércio.

No ano de 1984, garimpeiros de Serra Pelada invadiram o povoado para obrigar o Governo a lhes dar o direito de explorar o ouro da Serra Pelada.

Em 1985, deu início a luta pela emancipação política da região. Parauapebas, então pertencente à Marabá, só obteve autonomia administrativa depois de quatro anos de movimentos favoráveis ao desligamento político de Marabá, em 1988. A vila por meio de plebiscito tornou-se município a partir da Lei Estadual nº 5.443/88 de 10 de maio de 1988.

Em 1985, o presidente José Sarney inaugurou a Estrada de Ferro Carajás, também construída pela Vale, com investimentos de alguns bilhões de dólares.

De 1981 a 2004, a população de Parauapebas cresceu mais de 10 vezes chegando no número de 110.000 habitantes. O número de eleitores cresceu 2,7 vezes entres os anos de 1989 e 2004, passando de 23.733 para 63.496 eleitores, uma média de crescimento anual de 6,8%.

Se comparado às taxas médias de crescimento anual da população brasileira, do Pará e de Parauapebas, no período de 2001 a 2004, se observa que a população do município cresceu 8,9%, enquanto o País e o Estado ficaram com as marcas de 1,3% e 2,0%, respectivamente. Atualmente, a população de Parauapebas é em torno de 150 mil habitantes.

São muitas as causas que fazem de Parauapebas um pólo de atração populacional, dentre eles: a exploração do minério de ferro, de ouro, de manganês e de cobre; o processo de colonização e reforma agrária; a qualidade de vida inferior das regiões vizinhas.

[editar] Geografia

O município de Parauapebas tem uma área de 7.007,737 km² dos quais a Vale e os índios Xicrins do Cateté, juntos, e o Governo Federal, através de projetos de preservação ambiental (APA – Área de Proteção Ambiental, Rebio – Reserva Biológica e Flonata – Floresta Nacional do Tapirapé) detêm a concessão de 80% do total dessa área. Paruapebas faz limite fronteiriço com os seguintes municípios: Marabá ao norte; Curionópolis a leste; Canaã dos Carajás e Água Azul do Norte ao sul; e São Félix do Xingu a oeste.

[editar] Relevo

O município engloba as principais elevações que compõem a Serra dos Carajás. Este complexo montanhoso, onde se registram grandes ocorrências minerais, é composto pelos maciços de Serra Norte, Serra Sul, Serra Arqueada, Serra de Redenção e Serra do Cinzento, situadas a oeste do Rio Parauapebas (margem esquerda) e Serra do Buriti ou do Rabo, e Serra Leste ou Sereno, e Serra do Paredão, a leste do mesmo Rio. As Serras Leste ou Sereno, onde se situa Serra Pelada, e as Serras do Paredão da Redenção e do Cinzento, estão fora do Município.

Os rios Gelado (afluente do Parauapebas) e Azul, (afluente do Itacaiúnas) com nascentes próximas e direção de cursos oposta, separam a Serra Norte das elevações mais a Norte que envolve a Colônia Jader Barbalho.

Estas elevações se constituem em continuações da Serra da Redenção. Ao longo da Rodovia PA-275, desenvolve-se uma planície entrecortada por pequenas elevações que se constituem nos contrafortes da Serra Leste ou do Sereno (ao Norte) e Buriti ou do Rabo (ao Sul). O ponto culminante do Município é o Pico da Serra Sul ou S-11, com 889m de altitude (acima do nível médio do mar).

[editar] Hidrografia

Os limites Sul e Oeste de Parauapebas são materializados, aproximadamente, pelos divisores de água das bacias do Tocantins e Xingú. Por este motivo, todos os rios do Município fazem parte da bacia do Tocantins.

Parauapebas é banhado por dois rios, o Parauapebas e o Itacaiúnas. Ambos nascem na Serra Arqueada e correm, no município, na direção Sul-Norte. O Itacaiúnas é formado pela junção de dois ribeirões, do Água Preta e do Água Azul, que banha a localidade de mesmo nome.

Em seguida, o Itacaiúnas recebe, pela margem esquerda, o rio Pium e seu curso passa a separar a Reserva Cataté dos índios do povo Xicrim, das terras cedidas pelo Governo Federal à Vale para exploração de minério. A seguir o Itacaiúnas recebe, pela margem esquerda, os rios Cateté, Aquiri, Cinzento e Tapirapé, e pela margem direita as Águas Claras e o Azul.

Após a foz do Tapirapé, o Itacaiúnas irá receber pela sua margem direita as águas do Parauapebas, seu principal afluente. Já fora do município, o Itacaiúnas recebe o Rio Vermelho (margem direita), atravessa Marabá e vai desembocar no Tocantins.

O rio Parauapebas é formado pela junção do Ribeirão do Caracol e do córrego da Onça. Sempre correndo na direção Sul-Norte, recebe pela margem esquerda os rios Córrego da Goiaba, Rio Sossego, Igarapé da Gal, Rio Gelado e Rio Sapucaia. Pela margem direita recebe os rios Plaquê e Verde, Igarapé Ilha do Coco e os rios Novo e Caracol. O Rio Parauapebas também é conhecido como Rio Caracol ou Rio Plaquê em seu alto curso até a foz do Sossego, e como Rio Branco, em seus cursos médio e baixo, após a foz do Sossego.

A região das serras apresenta formação de pequenas lagoas, depósito de chuvas, em terreno relativamente impermeável. Essas lagoas situam-se em pequenas depressões situadas nos topos das serras. O regime desses rios como o de todos os seus afluentes, varia em função das chuvas. A vazão torna-se evidente na época das chuvas.

[editar] Clima

Devido a sua posição geográfica (zona tropical), e ao relevo, o município apresenta dois subtipos de clima, o de planícies e o de montanhas. Ambos compõem, segundo a classificação de Köppen-Geiger, o clima "Am" ou seja tropical, quente e úmido, com precipitação pluviométrica elevadas.

Caracteriza-se por uma estação seca que vai de maio a novembro chamado regionalmente "verão", quando, por diminuição acentuada das horas de insolação, a temperatura realmente alcança níveis mais baixos. O período restante do ano, quando baixa a temperatura em virtude da precipitação pluviométrica, é chamado regionalmente de "inverno".

O subtipo climático de montanha apresenta constantemente medidas de temperaturas mais baixas, na ordem de 3 a 5 graus de diferença se comparado ao subtipo climático de planície. No verão a média é de 30°C, e no inverno é de 28°C no conjunto do município.

A precipitação pluviométrica é de aumento no "inverno", atingindo em determinadas épocas e áreas o acentuado nível de 2800mm. A umidade relativa do ar chega ultrapassar 90% nos meses de chuva. Na época seca, a umidade relativa desce a menos de 50% e a vegetação de raízes pouco profundas, como o capim e pequenos arbustos, se ressente da falta de água e resseca.

O verde luxuriante que predomina na paisagem dá lugar, no "verão", a um verde-amarelado refletindo a escassez de água superficial. A vegetação florestal, de maior porte e raízes mais profundas, ressente-se menos, mas, ainda assim, tem modificado levemente sua coloração.

[editar] Subdivisões

O bairro mais antigo de Parauapebas é o Rio Verde. Atualmente não é possível saber quantos bairros há em Parauapebas, a cidade vive um verdadeiro colapso urbano, há muitas invasões, além de inúmeros loteamentos. A cidade de Parauapebas tem como característica a divisão territorial em núcleos devido aos grandes acidentes geográficos presentes em seu território.

[editar] Economia

Mina de Carajás, vista por satélite em julho de 2009
Atividade mineradora

Representadada principalmente pela Mina de Ferro de Carajás, da Vale. A extração do minério de ferro representa a principal fonte de recursos do município empregando cerca de 8 mil pessoas diretamente e cerca de 20 mil indiretamente. Além do minério de ferro possui destaque a extração dos minérios de manganês e de ouro. A Vale exportou 3,8 bilhões de dólares em minérios em 2008, levando o município a atingir a oitava colocação entre os maiores municípios exportadores do país.[6]

Atividade pecuária

Realizada em geral de maneira extensiva em diversas propriedades rurais de médio porte. Dados de 2005 apontam um rebanho de quase 300 mil cabeças de gado.

Atividade agrícola

A atividade agrícola no município de Parauapebas é pouco expressiva e é quase em sua totalidade desenvolvida em pequenas propriedades familiares. Os produtos agrícolas com maior participação no PIB do municício são abacaxi, tomate e mandioca, com rendimento de cerca de R$20 milhões/ano cada (2005).[7]

Comércio

A cidade possui dois centros comerciais expressivos. Um deles se localiza no bairro Rio Verde nas proximidades da rua Curió (também conhecida como rua do Comércio) e o outro se localiza distribuído por todo o bairro Cidade Nova. Hoje a cidade conta com o Unique Shopping Parauapebas

Outras

Desenvolve-se também na cidade as indústrias: extrativista vegetal, pesqueira, movelaria e beneficiamento de produtos agrícolas. Além dessas, a cidade possui um mercado municipal e uma feira agrícola permanente.

Recursos minerais

Uma das maiores províncias minerais do mundo, com jazidas de minério de ferro, sob a forma de hematita, alcançando 68% de Fe, assim como de minério de manganês, de cobre e de ouro.

Possui uma área de 7077,269 km².

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  3. a b Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b c d Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  6. * Dez municípios são responsáveis por um quarto das exportações brasileiras. Página visitada em 17 de janeiro de 2009.
  7. Estatísticas da Prefeitura. Dados Estatísticos

[editar] Ligações externas

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