Pardos

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Brasileiros pardos
População total

Pardos
84 700 000 brasileiros pardos
44,2% da população do Brasil[1]

Regiões com população significativa
Todas as regiões do Brasil. Predominantes nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Línguas
língua portuguesa
Religiões
católicos romanos 74% · protestantes 18,2% · sem religião 5,6% · outras denominações 2%
Grupos étnicos relacionados
brasileiros, portugueses, africanos, índios e europeus em geral

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os pardos configuram um dos cinco grupos de "cor ou raça" que compõem a população brasileira, junto com brancos, pretos, amarelos e indígenas.[1] O termo "pardo" é o mais comumente usado para referir-se a brasileiros mestiços, ou seja, indivíduos com as mais variadas ascendências raciais. Os mestiços brasileiros estão divididos entre caboclos, cafuzos e mulatos. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2006, os pardos compõem 79,782 milhões de pessoas, ou 42,6% da população do Brasil.[2]

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, oitenta e quatro milhões de brasileiros se autodeclararam pardos em 2009, fazendo, dos pardos, o segundo maior grupo racial componente do povo brasileiro, atrás apenas dos brancos. E o percentual de pardos é o que mais cresce na população brasileira. Em 2000, os brasileiros que se autodeclaravam pardos representavam 38,5%[3] da população; em 2006, passaram a ser 42,6%, e, em 2009, passaram a ser 44,2%.[4]

Existem terminologias tradicionais usadas no Brasil para vários tipos de miscigenações: mulatos para descendentes de brancos e negros; caboclos e mamelucos para descendentes de brancos e indígenas; cafuzos para descendentes de negros e indígenas; curiosamente, parece não haver uma terminologia além de pardo para definir alguém que seja descendente de brancos, índios e negros simultaneamente.[5]

Definição[editar | editar código-fonte]

Origem[editar | editar código-fonte]

O termo "pardo" é usado no Brasil desde o período colonial. Embora algumas pessoas associem esse termo a uma ancestralidade necessariamente "mestiça",[6] pesquisadores mostram um cenário diverso. A historiadora Hebe Mattos mostra que a categoria "pardo", típica do final do período colonial, tem um significado muito mais abrangente que "mulato" ou "mestiço".[7] Inicialmente, "pardo" foi a designação usada para classificar racialmente os escravos de pele mais clara, sinalizando uma ascendência europeia de alguns deles. Porém, com o crescimento de uma população livre de ascendência africana, o termo teve sua significação ampliada. A categoria de "pardo livre" passou a englobar essa crescente população de origem africana, não necessariamente mestiça, mas já dissociada da escravidão por algumas gerações, para a qual os termos "crioulo" ou "preto", que remetiam diretamente à escravidão ou à recente alforria, não eram pertinentes.[7]

Portanto, o termo "pardo" remetia a uma ascendência africana, mestiça ou não, que remarcava uma diferenciação social entre o grupo cujos ancestrais já haviam se libertado da escravidão há algumas gerações e o grupo de escravos ou libertos recém-saídos do cativeiro, para os quais os termos "crioulo" ou "preto" eram mais empregados. Ao mesmo tempo, refletia a discriminação em relação à população branca. Assim, hierarquia e posição social influenciavam na "cor" da pessoa, sendo esses elementos fluidos e dependendo das circunstâncias sociais, sendo negociada e reatualizada.[7]

Exemplos de pessoas que "mudavam de cor" não faltam na historiografia brasileira. O historiador Roberto Guedes Ferreira, em sua tese de doutorado, ilustra esse fenômeno com alguns casos de casais moradores de Porto Feliz. No recenseamento de 1803, Alexandre de Madureira e sua esposa Inácia Maria foram classificados como "negros" mas, em 1808, foram identificados como "pardos". O inverso aconteceu com o casal Antônio de Pontes e Beatriz Maria: recenseados como "mulatos" em 1813 e como "negros" em 1818. Por outro lado, o casal Antônio Gonçalves e Constantina Maciel, classificado como "pardo" em 1803, 1808 e 1813, tornou-se "branco" em 1818. [7]

Em nenhum lugar como na América Portuguesa a classificação fenótipa foi tão influenciada por diferentes variáveis. Não eram apenas a cor, o cabelo e as constituições físicas e faciais que determinavam a "cor" de um indivíduo. Além disso, o status social, o econômico e a própria cor do observador e do observado, assim como a época e a região, tinham influência decisiva. Assim, um indivíduo poderia "enegrecer", "embranquecer" ou "empardecer" de um contexto para outro. Normalmente, a pobreza "escurecia" o indivíduo, e a riqueza "embranquecia".[7]

Nos censos brasileiros[editar | editar código-fonte]

A categoria "pardo" foi usada no primeiro censo brasileiro de 1872. Em 1890, foi substituída pelo termo "mestiço", mas foi novamente inserida no censo a partir de 1920.[8] Em 1872, os pardos eram 38,3% da população, os brancos 38,1% e os pretos 19,7%. Em 1940, a população parda havia se reduzido para 21,2%, a preta para 14,6% e a branca aumentado para 63,8%.[9] Esse processo de "branqueamento" tem várias explicações. Primeiro, a grande imigração trouxe milhões de europeus para o Brasil nas décadas antecedentes. As taxas de reprodução dos não brancos eram menores do que dos brancos. A miscigenação aumentou, gerando uma prole de pele mais clara.[10] E, por fim, muitas pessoas que, nos censos anteriores, se classificavam como "pretas" migraram para a categoria "parda", assim como muitos que se diziam "pardos" migraram para a categoria "branca". Este fenômeno estava associado à ascensão social de pessoas de pele mais escura que foram "migrando" para as categorias mais claras de cor, uma vez que, no Brasil, a classe social interfere na classificação racial. [11]

O demógrafo Giorgio Mortara calculou que, do censo de 1872 ao de 1940, 59 mil brasileiros anualmente "passaram" da categoria parda para a branca. Assim, no censo de 1940, pelo menos 4 milhões de pessoas classificadas como brancas foram classificadas como pardas nos censos anteriores ou descendiam destas.[12]

Por outro lado, do censo de 1950 ao de 1991, a população branca caiu constantemente e a parda cresceu. Em 1950, os pardos eram 29,5% mas, em 1991, 42,4%. Os brancos, por outro lado, diminuíram de 61,7% para 51,6% e os pretos de 11% para 5%. As taxas de fecundidade e mortalidade não são suficientes para explicar essa brusca alteração. O que houve nesse período foi uma grande "emigração" de "pretos" para a categoria "parda". Das pessoas de 14 a 19 anos de idade que, em 1950, se classificaram como "pretas", cerca de 38% se reclassificaram como pardas ou brancas no censo de 1980. Era o ideal do "branqueamento", com raízes no período colonial, ainda persistindo no imaginário brasileiro.[12]

Entre 1991 e 2000, os pardos decresceram de 42,4% para 38,5%. Em 2010, aumentaram para 43,1%. O contínuo crescimento da população parda durante o século XX é descrito por alguns como o fenômeno da "pardização" do Brasil.[13] Para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o crescimento das pessoas que se dizem pardas ou pretas reflete a "revalorização da identidade de grupos raciais historicamente discriminados". [14]

Porém, na Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio de 2011, a tendência histórica se alterou: só a população preta é que vem aumentando, entre 2009 e 2011 cresceu de 6,9% para 8,2%, enquanto a população parda e branca diminuiu nesse período. [15]

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística[editar | editar código-fonte]

Nos últimos anos, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em suas análises de indicadores apenas socioeconômicos, vem agregando as categorias pardos e pretos numa categoria única denominada "negros".[carece de fontes?] Esta forma de categorizar os brasileiros não está relacionada a questões de ordem racial, cultural, de cor, genética ou antropológica, mas apenas a avaliação das "condições de vida" dos brasileiros. A explicação dada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística para isso é que os indicadores de condição de vida dos pardos e dos pretos são parecidos e que a origem da palavra "negro" faz com que ela possa ser usada em outros contextos e não só quando se trata de populações africanas.[16] Porém, esta decisão tem causado muitas polêmicas, pois não é um consenso geral na sociedade brasileira. Os brasileiros, geralmente, utilizam-se dos mais variados "termos raciais" para denominarem uns aos outros numa perspectiva multirracial. Entre os brasileiros, a "raça" de um indivíduo é baseada mais na aparência e alguns critérios subjetivos do que propriamente na ancestralidade. Isto gera, obviamente, equívocos e ambiguidades, porém é um traço da cultura brasileira que não pode ser ignorado. Os enganos causados pelo desconhecimento dessa nova metodologia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística são grandes, sendo cometidos até por jornais e políticos.[17]

Reinterpretações do conceito[editar | editar código-fonte]

O conceito de miscigenação em si não contém nenhum sentido político. Porém, atualmente, há grupos que entendem que este conceito deve ser reinterpretado, embora reconheçam que a miscigenação é um traço marcante da sociedade brasileira.

A partir da década de 1990, os movimentos sociais de cunho racial começam a ter maior visibilidade sociopolítica. Alguns destes grupos passam a adotar uma retórica birracial, pleiteando um rótulo único para os não brancos num esquema similar ao estadunidense. As alegações destes grupos são que os indicadores socioeconômicos entre os não brancos são bastante similares, e que uma categoria única facilitaria a implementação de políticas públicas de inclusão social.[18] Refutam a ideia de "pureza racial" e dizem que o termo "negro" se referiria a uma classe social, e não propriamente a uma "raça", nos moldes convencionais.

Porém, há grupos que são críticos a esta visão birracial da sociedade, pois alegam que há um percentual significativo de "brancos" pobres que não serão beneficiados por políticas públicas específicas para determinadas "raças".[19] Além disso, dizem que as pessoas têm o direito de se autodeclararem da forma que bem entenderem, e que a imposição de identidades arbitrárias fere o direito a liberdade de expressão, bem como gera constrangimentos desnecessários.

O movimento de mestiços, por sua vez, opõem-se à inclusão dos pardos na categoria "negra" por entenderem que pardo refere-se à identidade mestiça e que esta é distinta daquelas que lhes deram origem.[20]

História[editar | editar código-fonte]

Obra "Redenção de Can",[21] de 1895, de Modesto Brocos y Gomes, mostrando uma avó negra, uma filha mulata e genro e neto brancos. Para o governo brasileiro da época, a cada geração o brasileiro ficaria mais branco.

Em certas regiões do Brasil, houve o predomínio da miscigenação entre europeus, africanos e índios; em outras regiões, predominou a miscigenação entre apenas os europeus e os indígenas;[22] e, em outras regiões, houve o predomínio da miscigenação entre europeus e africanos, sendo essa última forma de miscigenação citada tida por muitos como sendo a que ocorreu com mais frequência.[23] [24]

Os pardos podem ter os mais variados perfis fenótipos (aparência) e comportamentais. A rigor, o que caracteriza um pardo é, para alguns autores, simplesmente, sua miscigenação. Não há um senso de pertencimento étnico entre os integrantes deste segmento e, geralmente, os pardos se percebem mais como "brasileiros" do que como "mestiços",[25] mas a existência de movimentos próprios organizados mostra que os integrantes deste segmento possuem senso de pertencimento a identidade étnica distinta.[26]

Legislação sobre multirracialidade[editar | editar código-fonte]

Nunca houve no Brasil leis que proibissem casamentos mistos, a miscigenação ou que instituíssem entre os brasileiros segregação racial institucionalizada. Também nunca foi implantada no Brasil a chamada One-Drop Rule ("Regra de uma gota"), um tipo de regra que vigorava nos Estados Unidos até ser considerada inconstitucional pela Suprema Corte, e que considerava todos os que tivessem "sangue preto" (ou seja, que tivessem um ascendente qualquer preto, por mais remoto que fosse) como pretos, sem que essas pessoas tivessem a possibilidade de se autoidentificarem ou não como pretos.

De acordo com a Constituição Republicana de 1891:[27]

Art° 72 A Constituição assegura a brasileiros e a estrangeiros residentes no País a inviolabilidade dos direitos concernentes à liberdade, à segurança individual e à propriedade, nos termos seguintes:
$1º- Ninguém pode ser obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei.
$2º- Todos são iguais perante a lei.
A República não admite privilégios de nascimento, desconhece foros de nobreza e extingue as ordens honoríficas existentes e todas as suas prerrogativas e regalias, bem como os títulos nobiliárquicos e de conselho.

O Estado Republicano brasileiro sempre reconheceu, formalmente, a igualdade entre os seus cidadãos.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Por região[editar | editar código-fonte]

As regiões do Brasil por porcentagem de indivíduos pardos, segundo dados de 2009:[28]

  1. Região Norte – 71,2%
  2. Região Nordeste – 62,7%
  3. Região Centro-Oeste – 50,6%
  4. Região Sudeste – 34,6%
  5. Região Sul – 17,3%

Por estado[editar | editar código-fonte]

Estados de acordo com a percentagem de pardos em 2009

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2009,[29] dos dez estados brasileiros com maior população parda, cinco estavam na Região Norte e cinco na Região Nordeste:

  1. Amazonas – 77,2%
  2. Pará – 72,6%
  3. Piauí – 69,9%
  4. Tocantins – 68,8%
  5. Maranhão – 68,6%
  6. Alagoas – 67,7%
  7. Acre – 67,7%
  8. Sergipe – 67,1%
  9. Amapá – 66,9%
  10. Ceará – 66,1%

Por município[editar | editar código-fonte]

Segundo dados do recenseamento de 2000 feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística,[30] dos dez municípios brasileiros com maior população parda, oito estavam na Região Nordeste e dois na Região Norte:

  1. Nossa Senhora das Dores (Sergipe) – 98,16%
  2. Santo Inácio do Piauí (Piauí) – 96,90%
  3. Boa Vista do Ramos (Amazonas) – 92,40%
  4. Belágua (Maranhão) – 90,85%
  5. Itacuruba (Pernambuco) – 90,05%
  6. Monte Alegre de Sergipe (Sergipe) – 90,03%
  7. Pracuuba (Amapá) – 89,99%
  8. Ipubi (Pernambuco) – 89,93%
  9. Floresta do Piauí (Piauí) – 89,37%
  10. Pinhão (Sergipe) – 87,51%

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento/pnad2009/tabelas_pdf/brasil_1_2.pdf
  2. http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento/pnad2006/brasilpnad2006.pdf
  3. Cor e raça - Censo 2000 (em português)
  4. PNAD 2006 (em português)
  5. http://www.mundovestibular.com.br/articles/2854/3/RESUMO-HISTORIA-DO-BRASIL/Paacutegina3.html
  6. MAGNOLI, Demétrio. Uma Gota de Sangue, Editora Contexto 2008 (2008)
  7. a b c d e Cor e hierarquia social no Brasil escravista:o caso do Paraná, passagem do século XVIII para o XIX (em portuguese) (2011). Página visitada em 2012-21-07.
  8. http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/caracteristicas_raciais/notas_tecnicas.pdfinserir fonte aqui
  9. Tendência Demográficas (em portuguese) (2000). Página visitada em 2012-21-07.
  10. Thomas E. Skidmore. Preto no Branco - Raça e Nacionalidade no Pensamento Brasileiro. [S.l.]: Companhia das Letras, 1989. 391– p.
  11. http://www.abep.nepo.unicamp.br/docs/rev_inf/vol11_n1_1994/vol11_n1_1994_1artigo_3_17.pdf Categorias do Censo e Classificação Subjetiva de Cor no Brasil
  12. a b COSTA, Albertina de Oliveira e AMADO, Tina. Alternativas Escassas - Saúde, Sexualidade e Reprodução na América Latina. Editoria Nova Fronteira, 1994.
  13. MAGNOLI, Demétrio. Uma Gota de Sangue, Editora Contexto 2008 (2008)
  14. http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=774 IBGE detecta mudanças na família brasileira
  15. http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/09/21/numero-de-pardos-diminui-apesar-do-alto-crescimento-na-primeira-decada-do-milenio.htm Número de pardos inverte tendência e cai, aponta IBGE; percentual de negros sobe
  16. http://www.geledes.org.br/em-debate/negro-e-uma-construcao-social-afirma-especialista-do-ibge.html
  17. IBGE embaralha números e confunde debate sobre brancos e negros (em português)
  18. Argumentos favoráveis às políticas afirmativas na educação brasileira (em português)
  19. Ronaldo Vainfas. Colonização, miscigenação e questão racial: notas sobre equívocos e tabus da historiografia brasileira (em português)
  20. Políticas Públicas de Eliminação da Identidade Mestiça e Sistemas Classificatórios de Cor, Raça e Etnia (em português)
  21. (em português)Ciência Hoje - Livro explica surgimento do Homo brasilis
  22. Índios (em português)
  23. Sérgio D.J. Pena; Maria Cátira Bortolini. Pode a genética definir quem deve se beneficiar das cotas universitárias e demais ações afirmativas? (em português)
  24. Os frutos da miscigenação (em português)
  25. Sérgio D. J. Pena. Para remover a palavra raça dos prontuários médicos no Brasil (em português)
  26. Identidade Nacional e Identidade Mestiça (em português)
  27. Constituição Republicana de 1891 (em português)
  28. Síntese dos Indicadores Sociais 2010 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Tabela 8.1 - População total e respectiva distribuição percentual, por cor ou raça, segundo as Grandes Regiões, Unidades da Federação e Regiões Metropolitanas - 2009. Página visitada em 19 set. 2010.
  29. Síntese dos Indicadores Sociais 2010 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Tabela 8.1 - População total e respectiva distribuição percentual, por cor ou raça, segundo as Grandes Regiões, Unidades da Federação e Regiões Metropolitanas - 2009. Página visitada em 19 set. 2010.
  30. www.sidra.ibge.gov.br

Ligações externas[editar | editar código-fonte]