Parotidite

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Um garoto, antes e depois de estar enfermo pela Parotidite. Percebam bem que o pescoço incha em / de uma velocidade / maneira lenta e progressiva.

A parotidite ou popularmente chamada de Trasorelho (isto é, atrás da orelha) é uma doença infecto contagiosa, viral, aguda, generalizada, sendo a sua expressão mais frequente a tumefacção das parótidas. Cuja a versão mais conhecida é a Parotidite infecciosa, sendo ela clinicamente comum na maioria dos casos de seres humanos, os quais são diagnosticados durante exames médicos precisos.

Etiología[editar | editar código-fonte]

O vírus da parotidite tem formato aproximadamente esférico e é composto por camadas concêntricas de lipídeos, grandes moléculas de proteína e ácido nucléico. No interior, encontra-se um núcleo de uma molécula, único longa de RNA embrulhado em proteína que é introduzida na célula humana.

Paramixovirus, tal como o Sarampo

Epidemiología[editar | editar código-fonte]

Tem um hospede único, que é o ser humano. O contagio faz-se pois de pessoa a pessoa. A transmissão é por contacto directo. É rara a transmissão por via aérea e por contacto indirecto.

Idade de infecção: menos de 15 anos (85%) A incidência baixou muito depois da vacinação da população geral Período de contagio: 1 a 7 dias antes da aparição da doença ate 5 a 9 dias depois do inicio da tumefacção. A infecção dá à criança a imunidade permanente frente à doença. Período de incubação: 16 a 18 dias em media, sendo possível de 12 a 25 dias. A parótida aumenta de tamanho mas continua com as mesmas relações anatômicas.

Clínica[editar | editar código-fonte]

Infecção subclínica em 30 a 40 % dos casos

Variabilidade expressiva em quanto a:

A- Intensidade

B- Órgãos afectados (todas as glândulas salivares, testículos, pâncreas, pode só estar afectada uma das parótidas, mas a afectação bilateral é mais frequente)

C- Ordem de afectação: 1º As parótidas, depois as glândulas submandibulares e só depois as glândulas sublinguais.

Normalmente existem pródromos: cefaleias e mialgias, processo catarral mínimo. Mais frequente em adolescência e adultos

Quadro típico: Dor ao mastigar e tumefacção dolorosa da parótida. Também existe dor quando se come alimentos ácidos. E frequente que uma glândula parótida aumente antes da outra, mas aproximadamente no decurso de um dia já estão as duas aumentadas de tamanho. A tumefacção é mais facilmente observada do que apalpada, dado que é constituída na maioria das vezes por edema linfático. Alcança o tamanho máximo aos 4 a 5 dias.

Cuidado com a tumefacção das glândulas submandibulares- é necessário fazer diagnostico diferencial com a adenite.

A tumefacção das sublinguais pode acompanhar-se de edemas da língua assim como edemas de glote.

Pode existir febre , sempre menor de 38.5 graus

Complicações[editar | editar código-fonte]

1 Meningoencefalite: Em mais de 1/3 dos casos detecta-se um aumento de celularidade no líquido céfalo raquídeo, com indícios de meningite asséptica. Tem como peculiaridade o aumento de celularidade (nunca mais de 500) que é de predomínio mononuclear desde um princípio. é a chamada meningite urliana. Em termos gerais, não implica sequelas.

2 Epidídimo-orquite: é relativamente frequente em adolescentes e no adulto. é mais frequente unilateral. Quando é bilateral não implica risco de infertilidade porque a azoospermia é normalmente segmentaria.

3 Ooforite: Também não implica risco de infertilidade

4 Pancreatite: é menos frequente nas crianças pequenas. A amilase eleva-se em todas as crianças com parotidite. Recorremos à lipase, que só se encontra aumentada quando acompanhando à parotidite existe uma pancreatite para diagnóstico de afectação pancreática.

5 Nefrite

6 Tiroidite

7 Cardite (miocardite)

8 Mastite

9 Surdez

10 Sintomas e sinais oculares

11 Artrite

12 Púrpura trombocitopénica idiopática

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

É fundamentalmente clínico Isolamento serológico: pode ser necessário em caso de que existam interesses para investigação: A- Elevação da IgM: na fase aguda B-Elevação IgG: na fase de convalescença. É um diagnóstico definitivo. Amilase Pancreática: que se encontra aumentada em todas as parotidites

Diagnóstico diferencial[editar | editar código-fonte]

1- Adenite cervical anterior e pré-auricular: Só existe tumefacção da glândula submandibular. Quando é pré-auricular so existe tumefacção da parótida.

2- Parotidite supurativa con cálculos parotideos: Coando se espreme a glândula, drena pus pelo Conducto de Stenon. Se existem cálculos, a ecografia pode ser útil.

3- Parotidites recurrentes: Acompanham-se de dilatacão dos conductos de drenagem salival. Etiologia desconhecida. Pode haver sobre infecção.

4- Parotidite de Coxsackie, Parainfluenza 3 ou CML (virus da Coriomeningite linfocitária): o Diagnóstico Serológico é obrigatório.

5- Tumores

6- Febre uveo-parotídea

Tratamento Sintomático[editar | editar código-fonte]

Dieta mole, temperatura morna, sem ácidos que provoquem dor e aumentem ainda mais a glândula.

Medidas de controlo do caso índice:

A- Isolamento até 9 dias depois da aparição da tumefacção.

B- Pessoas expostas: vacinas e Ig's não são eficazes

C- Imunização activa: vacina com o Paromixovirus atenuado (tripla virica SPR). Contraindicações: Gravidez, alergias, administração de Ig's recentes, imunidade alterada, doenças febris. No caso de VIH está indicada a vacina excepto em situações imunes de categoria 3.

Fonte: Faculdade de Medicina da Universidade de Santiago de Compostela