Parque Nacional do Itatiaia

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Parque Nacional do Itatiaia
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Localização Minas Gerais e Rio de Janeiro - Brasil
Cidade mais próxima Itatiaia
Área 30.000 hectares
Criação 14 de julho de 1937 (74 anos)
Visitantes (em )
Gestão ICMBio
Coordenadas 22° 20' S 44° 35' O

O Parque Nacional do Itatiaia é o mais antigo parque nacional do Brasil, fundado em 14 de junho de 1937, numa área que pertenceu ao empresário Mauá, através do Decreto Federal nº 1713, com uma área atual de 30.000 hectares (300 km2). O parque possui montanhas com quase 3.000 metros de altitude e mantém uma fauna e flora bastante diversificada devido à altitude e ao clima variado. É administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A rodovia que dá acesso ao interior do parque é a BR-485, sendo esta a rodovia federal mais alta do Brasil.

O nome Itatiaia é de origem tupi e significa "penhasco cheio de pontas".

Índice

[editar] Localização

Panorâmica do Planalto (parte alta)

Situa-se geograficamente entre os paralelos 22º19’ e 22º45’ latitude sul e os meridianos 44º15’ e 44º50’ de longitude oeste.

O parque está localizado no Maciço do Itatiaia, na Serra da Mantiqueira na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Fica no sul do estado do Rio de Janeiro, nos municípios de Itatiaia e Resende, e no sul do estado de Minas Gerais, abrangendo os Municípios de Itamonte, Alagoa e Bocaina de Minas.

No parque localiza-se a estrada mais alta do Brasil (BR-485), sendo que esta atinge 2.350 m de altitude.

O parque se divide em dois ambientes distintos:

  • Sede do Parque (Parte baixa): Saindo do Rio de Janeiro ou São Paulo, segue-se pela Rodovia Presidente Dutra (BR 116) até a cidade de Itatiaia, altura do km 316. O Centro de Visitantes, localizado na parte baixa do parque, possui um museu com informações básicas sobre a fauna e a flora da região, com animais empalhados e uma biblioteca.
  • Planalto (Parte alta): Saindo do Rio de Janeiro ou São Paulo, segue-se pela Rodovia Presidente Dutra (BR-116) até Engenheiro Passos, altura do km 330, seguindo pela rodovia BR-354 em direção a Itamonte.[1]

[editar] História

A área pertencia ao Visconde de Mauá e foi adquirida pela Fazenda Federal em 1908, para a criação de dois núcleos coloniais destinados ao cultivo de frutas.

Foi em 1913 que o botânico Alberto Loefgren solicitou ao Ministério da Agricultura a criação de um Parque Nacional no maciço do Itatiaia. No mesmo ano a ideia de um parque nacional recebeu apoio de geólogos, botânicos e geógrafos numa conferência realizada na Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro.

Com a criação do parque em 1937, muitas áreas habitadas dentro dele foram desapropriadas, motivo pelo qual até hoje existem na região diversos sítios, hotéis e fazendas particulares.

[editar] Geografia

Vista de nuvens do alto da colina do Morro do Couto.

[editar] Geologia

Itatiaia está num complexo alcalino, formado por sienitos, foiaitos, pulaskitos, quartzo-sienitos, brechas e granito alcalino. As formações rochosas são consideradas raras, pouco encontradas no resto do país, parecidas com granito, porém tratando-se de nefelina sienito. Encontram-se também rochas de origem eruptiva.

[editar] Hidrografia

Nascem no parque vários rios integrantes das bacias hidrográficas do Rio Paraíba do Sul e do Rio Grande. A rede hidrográfica é formada por rios de águas cristalinas, que formam piscinas naturais e cachoeiras de tirar o fôlego. Seus principais rios são: Campo Belo, Maromba, Flores, Marimbondo, Preto e Aiuruoca. No planalto (Parte alta) existem vários lagos, como por exemplo a lagoa Bonita ou a lagoa Dourada, entre outros menores, que podem ter a superfície congelada durante invernos rigorosos.

[editar] Clima

Durante o inverno brasileiro, nos meses de julho e agosto, a temperatura diminui em demasia e a pluviosidade também, deixando o clima seco e muito frio. Em consequência, num país com praticamente 93 % de área localizada na zona tropical, podem ocorrer fenômenos como o da geada sobre os campos e as plantas do parque e também os das precipitações de neve nos dias mais rigorosos do local.

[editar] Atrativos naturais

[editar] Parte Baixa

Cachoeira Véu de Noiva
Maciço das Prateleiras
  • Lagoa azul, lago natural formado pelo rio Campo Belo, que fica a aproximadamente 500 m do Centro de Visitantes.
  • Cachoeira Poranga (em tupi, poranga significa beleza), é uma cachoeira com 10 metros de queda d'água e uma grande piscina natural formado pelo rio Campo Belo.
  • Cachoeira Maromba, cachoeira e grande piscina natural.
  • Cachoeira Itaporani, cachoeira e piscina natural.
  • Cachoeira Véu de Noiva, cachoeira formada pelo rio Maromba formando uma queda d'água de 40 metros de altura, fica a 1.100 metros de altitude.
  • Três picos, local ao meio da Mata Atlântica a 1.662 metros de altitude, com vista para o vale do rio Paraiba, da Serra da Mantiqueira e da Serra do Mar.
  • Pedra de Fundação, localiza-se à beira da estrada, em frente ao portão de acesso.
  • Mirante do Último Adeus, vista panorâmica do vale do rio Campo Belo e da Serra do Mar.

[editar] Planalto

Na parte alta, região do Planalto do Itatiaia, encontram-se os campos de altitude, sendo seus pontos culminantes

  • O Pico do Itatiaiaçu localizado nas Agulhas Negras com 2.791,55 metros de altitude.
  • O Pico da Montanha do Couto o segundo ponto mais alto do parque com 2.680,99 metros de altitude.
  • A Serra do Maromba com 2.607 metros de altitude.
  • As Prateleiras com 2.548 metros de altitude formado por maciços blocos de rochas com vista para o Vale do Paraíba. Próximo às prateleiras existem diversos lagos e formações rochosas como a Pedra da Tartaruga, a Pedra da Maçã e a Pedra Assentada.
  • A Pedra do Altar, é uma formação rochosa com 2.530 metros de altitude.
  • Os Dois Irmãos com 2.500 metros de altitude.
  • A Cabeça do Leão com 2.408 metros de altitude.

Do planalto faz parte o Vale do Aiuruoca, com a Cachoeira do Aiuruoca e a formação rochosa Ovos da Galinha. No caminho podem ser vistas as formações rochosas Asa do Hermes e a Pedra do Altar.

[editar] Fauna e flora

Flora na Parte baixa do parque

Na encosta voltada para o Vale do Paraíba predomina a Mata Atlântica com fauna e flora ricas e exuberantes, herbácea e possui o maior índice de endemismos, ou seja, é composta por espécies que só ocorrem ali, como bromélias e orquídeas entre outras.

É uma das quatro únicas localidades onde pode ser encontrada uma árvore ameaçada de extinção, a Buchenavia hoehneana[2]

A fauna da parte baixa é mais rica, propicia mais abrigo para mamíferos, como a paca, o quati e algumas espécies de maior porte, como porcos-do-mato e queixadas. Com grande diversidade de pássaros, como o beija-flor (colibri, beija-flor-de-cor-roxa entre outros), assim como tucanos-de-bico-verde e guachos. A importância do Itatiaia para a conservação de espécies de aves é grande tendo em vista os frugívoros de grande porte e as espécies habitantes das partes altas.

Referências

  1. DE PAULA, Caco (ed.). Guia Brasil 2004. São Paulo: Abril, 2004. 429-430 p.
  2. IUCN Red List

[editar] Literatura

  • Jorge Pádua, Maria Tereza e Coimbra Filho, Adelmar F. - Os Parques Nacionais do Brasil. Instituto de Cooperação Iberoamericana. Madrid. José Olympio Editora, 1989. ISBN 84-85389-19-0, pág. 122 a 129
  • Corrêa, Marcos Sá - Itatiaia - O Caminho das Pedras. São Paulo. Metalivros, 2003. ISBN 85-85371-50-1, 240 pág.
  • Leite, Helton Perillo Ferreira - Planalto do Itatiaia - Região das Agulhas Negras. Rio de Janeiro. Montanhar / Publit, 2007. ISBN 978-85-7773-076-6, 232 páginas.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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