Parque Nacional de Brasília

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Parque Nacional de Brasília
Categoria II da IUCN (Parque Nacional)
Entrada do parque
Localização Distrito Federal e Goiás, Brasil Brasil
Dados
Área 42 389 ha[1]
Criação 29 de novembro de 1961[1]
Gestão ICMBio[1]
Coordenadas 15° 38' 28" S 48° 1' 15" O
Parque Nacional de Brasília está localizado em: Brasil
Parque Nacional de Brasília
Piscina do parque

O Parque Nacional de Brasília, mais conhecido pelo apelido de "Água Mineral", é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral à natureza localizada a noroeste do Distrito Federal e na região central do estado de Goiás.

O parque abrange uma área de 42 383 ha, cerca de 423 8 km², com território distribuído pelas regiões administrativas de Brasília, Brazlândia e Sobradinho e pelo município de Padre Bernardo.[1] Sua administração cabe atualmente ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Histórico[editar | editar código-fonte]

Durante o ciclo do ouro, as extrações feitas na região de Pirenópolis, em Goiás, eram transportadas para o litoral da Bahia passando pela região onde hoje se situa o parque. Lá, havia a "contagem", que deu nome à chapada existente no local.

A criação do parque, em 29 de novembro de 1961, está diretamente relacionada com a construção de Brasília. Acordo com o Ministério da Agricultura permitiu à Novacap manter um viveiro destinado à arborização da nova capital, em parte da área do futuro parque.

Atrações[editar | editar código-fonte]

A principal atração do parque são as piscinas formadas a partir dos poços d’água, surgidos às margens do Córrego Acampamento pela extração de areia feita antes da criação de Brasília. O parque também dispõe de duas trilhas na área interna, a da Capivara, com duração de cerca de 20 minutos, e a do Cristal Água, com duração de cerca de 1 hora.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima predominante da região, segundo a classificação de Köppen, é "tropical de Savana", com a concentração da precipitação pluviométrica no verão. A estação chuvosa começa em outubro e termina em abril, representando 84 % do total anual. O trimestre mais chuvoso é de novembro a janeiro, sendo dezembro o mês de maior precipitação do ano. A estação seca vai de maio a setembro, sendo que, no trimestre mais seco (junho/julho/agosto), a precipitação representa somente 2 % do total anual. Em termos de totais anuais, a precipitação média interanual, no Distrito Federal, varia entre 1 200 e 1 700 milímetros.

A umidade relativa do ar cai de valores superiores a 70 %, no início da seca, para menos de 20 %, no final do período. Coincidindo com o período mais quente, nos meses de agosto e setembro, a umidade pode chegar a 12 %, secura típica de deserto (FERRANTE et al, 2001).

Embora o clima do Distrito Federal seja classificado como tropical, a percepção térmica das pessoas depende da combinação dos diferentes elementos climáticos, tais como: temperatura, umidade relativa, pressão do vapor, ventilação e radiação solar. Assim, a baixa umidade do ar no período seco, combinada com exposição prolongada ao sol, provoca sensação de desconforto. Todavia, este desconforto é atenuado pela exposição aos ventos (FERRANTE et al, 2001).

O clima do Distrito Federal está representado por três unidades, conforme Köppen: Aw, Cwa, Cwb. (ATLAS DO DISTRITO FEDERAL,1984).

A unidade Aw possui temperatura de todos os meses superiores a 18 °C. Não se registra essa unidade no interior do Parque Nacional de Brasília, pois ele se situa em altitude superior a mil metros.

O clima do regime CWa está condicionado à temperatura do mês mais frio, inferior a 18 °C e do mês mais quente, com média superior a 22 °C. Esse regime de temperaturas ocorre em quase toda a porção do Parque Nacional de Brasília com altitudes inferiores a 1 200 m.

O clima referente à unidade CWb possui temperatura do mês mais frio inferior a 18 °C e do mês mais quente, com media inferior a 22 °C. Essa unidade corresponde às porções mais elevadas do Distrito Federal. A área do parque situa-se na Chapada da Contagem, em toda a extensão norte e oeste da unidade de conservação vigente.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

A hidrografia da área de estudo é formada por córregos que nascem no contato da chapada da Contagem com a Depressão do Paranoá. Os córregos que se situam no Parque Nacional de Brasília são afluentes do Rio Paranoá. De acordo com Novaes Pinto (1986), a rede de hidrografia em relação ao Semidomo do Paranoá apresenta um padrão anelar. Localmente, estes cursos de água apresentam um padrão normalmente paralelo no sentido oeste leste com ligeira curvatura para o sudeste em direção ao lago do Paranoá. Nas porções mais íngremes, onde se situam solos rasos como os Cambissolos, as redes de drenagem são mais densas principalmente na unidade de escarpa. Isso se dá porque os solos rasos têm baixa capacidade de infiltração e rapidamente se saturam proporcionando escoamento superficial, que forma as ravinas. Em alguns pontos úmidos do Parque Nacional de Brasília há a presença de pequenas lagoas, que podem ser vistas em imagens de satélite. As principais sub-bacias do Parque Nacional de Brasília são a do ribeirão Bananal e a do ribeirão do Torto, que tem o Córrego Santa Maria como seu principal tributário. Esse córrego alimenta a represa de mesmo nome e ocupa a maior área de bacia no parque. Nas porções elevadas, destacam-se os Córregos Três Barras e o Córrego Tortinho, que banha grande extensão do Parque Nacional.

Referências

  1. a b c d PARQUE NACIONAL DE BRASÍLIA (Relatório Completo). Cadastro Nacional de Unidades de Conservacão da Natureza (05 de outubro de 2012). Página visitada em 05 de outubro de 2012.
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