Aterro do Flamengo

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Parque Brigadeiro Eduardo Gomes
Vista aérea do parque, que faz parte dos bairros da Glória e do Flamengo[1]
Vista aérea do parque, que faz parte dos bairros da Glória e do Flamengo[1]
Tipo Público
Localização Rio de Janeiro, Brasil Brasil
Tamanho 1 200 000 metros quadrados
Inauguração 1965
Administrado por Prefeitura do Rio de Janeiro
Mapa com vista geral do parque
Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial

O Parque do Flamengo, oficialmente Parque Brigadeiro Eduardo Gomes, conhecido popularmente também como Aterro do Flamengo ou Aterro, é um complexo de lazer no Rio de Janeiro, no Brasil. Foi construído sobre aterros sucessivos na Baía de Guanabara.

O parque estende-se do Aeroporto Santos-Dumont, no centro da cidade, ao início da Praia de Botafogo, na zona Sul. Entre os elementos do complexo, destacam-se: o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, a Marina da Glória, o Monumento a Estácio de Sá, uma via expressa, áreas destinadas à prática de esportes, um restaurante e duas praias (a da Glória e a do Flamengo).

Em sua configuração atual, o parque foi inaugurado em 1965, com 1 200 000 metros quadrados.

Índice

[editar] História

[editar] Aterros preliminares

No trecho hoje ocupado pelo Parque Eduardo Gomes, a orla original apresentava uma conformação recortada, com pequenas enseadas aqui e ali, como a Praia do Russel (na altura do atual Hotel Glória), ou o Saco do Alferes.

As primeiras obras de aterramento da região remontam ao início do século XX, quando foram construídas a Avenida Beira-Mar, a Praça Paris e a Avenida da Praia do Flamengo. O desmonte gradual do Morro do Castelo forneceu material para novos aterros na região central, como o do Aeroporto Santos-Dumont.

Na década de 1950, com as rochas do desmonte do Morro de Santo Antônio, foi iniciada a construção de um enrocamento que começava na Ponta do Calabouço, continuava na região da Glória e seguia numa faixa estreita mar adentro até curva do Morro da Viúva, formando uma laguna que, finalmente, foi aterrada. O aterro (assim chamado) foi usado nos eventos do Congresso Eucarístico Internacional de 1955. Mais tarde, a área foi ocupada pelo Museu de Arte Moderna (1958) e pelo Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial (1960).

[editar] O Parque Eduardo Gomes

Anos depois, foi executada a parte principal do aterro. O entulho retirado do morro foi sendo despejado no mar, formando, desde o pontal do Calabouço até o Morro da Viúva, uma comprida restinga de pedras dispostas de modo formar uma laguna e a faixa de areia da praia do Flamengo que, a seguir, foi aterrada. O plano original previa a construção de pistas expressas entre o Centro e a Zona Sul da cidade.

Porém, a ideia de se criar um grande parque na área, junto às pistas de rolamento, é atribuída à paisagista Carlota de Macedo Soares, amiga do governador do estado da Guanabara Carlos Lacerda.

Com projeto paisagístico de Roberto Burle Marx, o novo parque foi destinado a atividades esportivas, recebendo quadras de futebol, tênis, vôlei, basquete e pistas de aeromodelismo e de modelismo naval; destacam-se os campos de futebol no trecho inicial da Praia do Flamengo, criados por iniciativa de Raphael de Almeida Magalhães, outro colaborador de Lacerda.

O projeto do Parque Brigadeiro Eduardo Gomes incorporou a Praça Cuauhtémoc e os entornos do Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial e do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; foi seguido no Trevo Edson Luís, na Marina da Glória (inaugurada em 1982) e na Praia de Botafogo. Também foram construídos, no parque: o Museu Carmen Miranda; o restaurante Rio's, que, atualmente, é ocupado por uma filial da rede de churrascarias Porcão[2]; o Pavilhão Japonês, um prédio em estilo modernista inspirado na arquitetura japonesa e que é, atualmente, ocupado pela administração do parque; um teatro de marionetes; um anfiteatro e um coreto. Todos os equipamentos do parque foram projetados pelo arquiteto Affonso Eduardo Reidy.

Nos anos 1970, o parque foi batizado com o nome do brigadeiro Eduardo Gomes, herói de guerra e político brasileiro.

Em 1989, nas comemorações do bicentenário da Revolução Francesa, foi erguida, no parque, uma réplica temporária da Torre Eiffel, considerada uma das maiores já construídas e que serviu de palco para concertos e apresentações de baile.

Em 1992, o parque foi a sede do Fórum Global, que foi a seção de exposições e debates da Eco-92.

Desde 2002, é realizado, todo ano, por volta do mês de agosto, ao lado do Pavilhão Japonês do parque, o Festival do Japão, um festival de cultura japonesa[3].

No início do século XXI, foram construídos vários postos salva-vidas com chuveiro e banheiro ao longo da Praia do Flamengo[4].

[editar] Atrações

A característica mais marcante do Parque Eduardo Gomes é a diversidade de sua flora, formada, principalmente, por espécies nativas selecionadas por Burle Marx. A riqueza vegetal atrai muitas aves.

Para a travessia dos banhistas em direção à Praia do Flamengo, foram construídas passarelas com curvaturas suaves sobre as pistas expressas e passagens subterrâneas sob as mesmas. As pistas são fechadas ao tráfego nos domingos e feriados das sete às dezoito horas para permitir seu uso pelos frequentadores do parque. Ocasionalmente, as pistas são usadas para competições de atletismo e ciclismo.

O local também é usado ocasionalmente para shows de grande público. Diante da oposição dos vizinhos, que temem a incapacidade dos transportes e a depredação do parque, esses eventos têm se tornado menos frequentes.

Referências

[editar] Ligações externas

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