Partenope

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Georg Friedrich Händel
Informação geral
Nascimento 23 de Fevereiro de 1685
Origem Halle an der Saale
País  Alemanha
Data de morte 14 de abril de 1759 (74 anos)
Gênero(s) Música barroca

Partenope (HWV 27) é uma ópera em três atos do compositor alemão naturalizado britânico Georg Friedrich Händel (1685-1759). Sua estreia se deu no King's Theatre de Londres em 24 de fevereiro de 1730. O libreto é uma adaptação anônima do texto original de Silvio Stampiglia (1664-1725) escrito em 1699. O libreto de Stampiglia foi musicado diversas vezes anteriormente, inclusive por Caldara (1671?-1636) para o carnaval de Veneza de 1708. Händel provavelmente teve contato com essa ópera na Itália por volta de 1710, antes de sua mudança definitiva para a Inglaterra. Vivaldi também musicou o texto em sua ópera Rodelinda Fedele (RV 731) de 1738.

Desde a criação da Royal Academy of Music em 1720, Händel havia adotado em suas óperas enredos de caráter heróico, em sintonia com a orientaçaõ daquela instituição. Com Partenope, Händel rompe, ainda que apenas temporariamente, com a tradição da ópera seria adotada nos trabalhos anteriores do autor em Londres. Um possível exceção foi Flavio, Ré di Longobardi (HWV 16, 1723). Händel havia proposto o libreto de Partennope à Royal Academy of Music em 1726, mas o texto foi considerado frívolo, o que levou à sua rejeição.

Apesar dessas críticas, a ópera teve boa aceitação em seu tempo, tendo sido encenada em Londres dezoito vezes em duas temporadas no King's Theatre (fevereiro e dezembro de 1730) e em uma temporada no Convent Garden (1737). Na Alemanha, Partenope foi encenada em Brunswick em 1731. Nos dois anos seguintes, tendo sido remontada na mesma cidade e nas vizinhas Salzthal e Wolfenbüttel. Em junho de 1733, foi ainda encenada em Hamburgo durante o casamento do futuro Frederico, o Grande. Uma versão com texto em alemão foi apresentada vinte e duas vezes em Hamburgo entre 1733 e 1736.

Dean 1 afirma que Händel completou a partitura em 6 de fevereiro de 1730, poucos dias antes da estreia no King's Theatre. O mesmo autor observa que Partenope é a única ópera londrina de Händel, à exceção de Rodelinda (HWV 19, 1719), cujo título traz o nome da heroína e não do heroi. As personagens femininas encobrem suas contrapartes masculinas e a densindade psicológica das relações entre os sexos tira muito do caráter de comédia da ópera, aproximando Händel de Mozart no campo operístico.

Personagens e vozes[editar | editar código-fonte]

Personagem Tipo vocal Elenco de estreia, 24 de fevereiro de 1730
2
Partenope, Rainha de Nápoles Soprano Anna Maria Strada del Pò
Arsace, Príncipe de Corinto Alto Castrato Antonio Bernacchi
Armindo, Príncipe de Rodes Contralto Francesca Bertolli
Emilio, Príncipe de Cumas Tenor Annibale Pio Fabri
Rosmira/Eurimene Princesa de Chipre Contralto Antonia Merighi
Ormonte Baixo (voz) Johann Gottfried Reimschneider

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Partênope, filha de Eumelius, rei de Phera, na Tessália, deixa sua terra natal e se torna fundadora e rainha de Nápoles. Arsace, príncipe de Corinto, e Armindo, príncipe de Rodes, são ambos pretendentes à mão de Partênope. Arsace, declaradamente e Armindo, em segredo. Um terceiro príncipe, Emilio de Cumas, está em guerra contra Nápoles e contra Partênope. De início, Partênope mostra-se atraída por Arsace. Mas ela não sabe que ele havia abandonado Rosmira, princesa de Chipre. Esta, desfarçada de homem com o nome de Eurimene, tenta reconquistar Arsace e incentiva Armindo a declarar seu amor por Partenope. Na batalha contra Cumas, Armindo salva Partenope e Arsace captura Emilio. Rosmira, disfarçada de Eurimene, acusa Arsce de infiel e de ter abandonado a princesa de Chipre e o desafia para um duelo. Ao saber da infideliade de Arsace, Partenope o rejeita e se volta para Armindo. Rosmira tem um momento de vascilo ao ver Arsace dormindo antes do duelo, mas se mantém firme no própósito do combate. Mas a identidade de Rosmira/Eurimene é revelada quando Arsace exige que ambos combatam com os peitos nus. No final feliz tradicional, todos se reconciliam.2

  1. Dean, Winton. Handel's Operas, 1726-1741. [S.l.]: Boydell Press, 2006, p. 161.
  2. a b Fonte: http://www.operabaroque.fr/Cadre_baroque.htm