Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde
O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde, também conhecido pela sigla PAIGC, foi o movimento que organizou a luta pela independência da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, que eram colónias de Portugal. Atualmente, o PAIGC é um dos grandes partidos políticos da Guiné-Bissau.
[editar] História
O PAIGC é um partido criado na Guiné Bissau, a 19 de Setembro de 1956, Amílcar Cabral, Aristides Pereira, Luís Cabral, Júlio de Almeida, Fernando Fortes e Elisée Turpin criam o Partido Africano da Independência/União dos Povos da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
Um partido criado clandestinamente, que acaba por se legalizar quatro anos mais tarde, quando foi sediado em Conacri, antes disso era um partido clandestino na Guiné Bissau angariando partidarios. Em Novembro de 1957, os fundadores do (PAIGC) participam em Paris numa reunião para o desenvolvimento da luta contra o colonialismo português, uma luta que era apoiada por anti-colonialistas em Lisboa. Em Accra num encontro pan-africano, vão a caminho de Luanda quando ocorre o massacre de Pidjiguiti. Em Janeiro de 1960 vão à Segunda Conferência dos povos africanos, em Tunis, em Maio estão em Conacri. Ainda neste ano, em Londres, denuncia-se numa conferência internacional, pela primeira vez, o colonialismo português. Quando se deu a estabilização do partido na Guiné Bissau entre 1960 e 1962, começa a formação de militantes e quadros de expansão para o interior da Guiné Bissau e os pedidos de apoio aos países amigos, aos quais a República Popular da China dá o primeiro passo, recebendo Amilcar Cabral e alguns militantes e dando-lhes preparação e formação ideológica; em 1961 o Reino de Marrocos dá-lhes apoio idêntico. Só em 1962 começa a luta contra o exército português. Mas aí, como durante todos os anos de luta, sublinha-se com ênfase que a luta do PAIGC não é contra o povo português, mas em exclusivo contra o sistema colonial.
[editar] Ver também
[editar] Ligações externas
- PAIGC Página oficial do PAIGC