Partido Brasileiro

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Partido Brasileiro é o nome atribuído a um agrupamento político existente no Brasil[1] durante o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, após a Revolução do Porto, pouco antes da Independência[2] [3]

O Partido Brasileiro, conhecido desta forma apesar de não ter sido um partido político formal no sentido moderno do termo, reunia comerciantes , grandes proprietários de terras e escravos (latifundiários)[3] , que defendiam os benefícios de que gozavam desde a vinda de D. João VI ao Brasil, em 1808[3] . Sem defender inicialmente a separação de Portugal, este grupo defendia as conquistas econômicas e não acatava as ordens vindas das Cortes. Foi o Partido Brasileiro que conseguiu convencer o Príncipe regente a permanecer no Brasil quando as Cortes exigiram seu retorno a Portugal no episódio do Dia do Fico (9 de Janeiro de 1822)[4] [5] .

História[editar | editar código-fonte]

Entre 1807 e 1814 ocorreu a Guerra Peninsular em Portugal, seguida pela Revolução liberal do Porto, que ordenou o regresso de Dom João VI ao país e convocou eleições para a assembleia constituinte que elaboraria a primeira constituição portuguesa. Quando as notícias de que o Brasil seria recolonizado chegaram a Portugal, as forças presentes no Brasil se dividiram em três partidos (correntes de opiniões): o Partido Brasileiro e o Partido Português, ambos formados pela elite[3] , além de e um terceiro grupo formado pela classe média do Rio de Janeiro, de liberais mais radicais[3] . Deputados brasileiros, a maioria deles ligados ao Partido Brasileiro, foram eleitos pelas províncias para participar do legislativo do reino, entre eles Cipriano Barata e Muniz Tavares, que haviam participado da Revolução Pernambucana de 1817, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, o Padre Diogo Antônio Feijó, e Nicolau Campos Vergueiro[6] [7] [8] Eles chegaram em Portugal entre agosto e setembro de 1821, quando os trabalhos constituintes já haviam sido iniciados, e pouco puderam fazer a favor da paridade entre os reinos, pois entre os 70 deputados eleitos, apenas 49 viajaram, sendo eles inferiores em número diante dos deputados portugueses, que não os deixavam falar, além de enfrentarem vaias da população local.[8] .[editar | editar código-fonte]

Eles chegaram em Portugal entre agosto e setembro de 1821, quando os trabalhos constituintes já haviam sido iniciados, e pouco puderam fazer a favor da paridade entre os reinos, pois entre os 70 deputados eleitos, apenas 49 viajaram, sendo eles inferiores em número diante dos deputados portugueses, que não os deixavam falar, além de enfrentarem vaias da população local.

Referências

  1. Noticiário do Exército (07 de setembro de 2008 Ano LII Nº 10.505). A Independência do Brasil - O corte dos laços com Portugal. Página visitada em 17/08/2013.
  2. LEMBO, Claudio. A Pessoa - Seus Direitos. Editora Manole, 2007. Pág. 82
  3. a b c d e Portal Brasil.net. A História do Brasil - Período Imperial. Página visitada em 17/08/2013.
  4. VARELA, Alex Gonçalves. Atividades científicas na "Bela e Bárbara" capitania de São Paulo (1796-1823). Anablume, 2009. Pág. 256
  5. FAUSTO, Boris. História Concisa do Brasil. Imprensa Ofical, 2001. Págs. 72-73
  6. CARBVALHO, Kildare Gonçalves de. Direito Constitucional. Editora del Rey, 2008. Págs. 580-581
  7. LOPEZ, Adriana; MOTA, Carlos Guilherme. História do Brasil: uma interpretação. Senac, 2008. Pág. 332
  8. a b Multirio. As Cortes Portuguesas e as Tentativas de Reconolização. Página visitada em 17/08/2013.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Fonte: Livro História: Das Cavernas ao terceiro Milênio / Patrícia Ramos Braick e Myriam Becho Mota; Editora Moderna
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