Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado

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Partido Socialista
dos Trabalhadores Unificado
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Número no TSE 16
Presidente José Maria de Almeida
Fundado em 1993
Sede São Paulo
Ideologia Socialismo, Trotskismo
e Extrema-esquerda
Cores Vermelho e Amarelo
Website
PSTU

Partidos políticos do Brasil

Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) é a seção no Brasil da organização denominada de LIT-QI (Liga Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional) ou simplesmente LIT. É considerado pela mídia brasileira como um partido de Extrema-esquerda e que se identifica com o trotskismo e com o Leninismo. Suas cores são o vermelho e o amarelo e o seu código eleitoral é 16.[1]

Índice

[editar] Formação

O partido foi fundado em um congresso realizado em 1993 por integrantes da LIT. O motivo da criação do partido foi devido a existência de profundas discordâncias ideológicas por parte de um grupo de partidários do Partido dos Trabalhadores. Este grupo era representado pela corrente denominada Convergência Socialista.

A fundação do partido uniu diversas correntes socialistas e comunistas, organizações e grupos ativistas revolucionários nacionais e locais, como, além da já citada Convergência Socialista e do PLP (Partido da Libertação Proletária).

Seus integrantes afirmam que o seu regime de funcionamento de seu partido político é o centralismo democrático, a modelo do Partido Bolchevique Russo de Lênin e Leon Trótski, líderes da Revolução Socialista de 1917. Estes e o revolucionário argentino Nahuel Moreno, são considerados os principais referenciais teóricos do partido. Posicionam-se contra a doutrina stalinista, e contra a chamada casta burocrática, que dirigiu a URSS a partir de Stálin, com Mao Tsé-Tung na China, por exemplo.

[editar] PRT

Quando obteve o registro provisório junto ao Tribunal Superior Eleitoral, em 17 de dezembro de 1992, denominava-se Partido Revolucionário dos Trabalhadores (PRT). Em 30 de setembro de 1993, mudou a denominação para a atual (PSTU). Obteve o registro definitivo em 19 de dezembro de 1995. em 1998 e 2002 lança o seu dirigente Zé Maria como candidato à presidência, obtendo cerca de 0,2% dos votos.

[editar] Princípios

Segundo seus estatutos o PSTU segue os seguinte princípios:

[editar] A mobilização permanente dos trabalhadores

O PSTU apoia as lutas dos trabalhadores contra a burguesia e o governo, as greves por salário e por melhores condições de vida, as ocupações de terra e de prédios públicos, por reforma agrária e em defesa das conquistas dos trabalhadores, inclusive quando se utilizam de métodos radicalizados, em resposta a radicalização da exploração a da miséria provocadas pela busca incessante do lucro pelos capitalistas.

[editar] Independência de classe

De acordo com o marxismo, a sociedade está irremediavelmente dividida em classes sociais. De um lado está a burguesia, que é a classe proprietária dos meios de produção e circulação de mercadorias: os patrões, os banqueiros e os latifundiários, ou seja, os que lucram com a exploração do trabalho das outras classes. De outro lado está o proletariado, os trabalhadores, a juventude, os sem-terra e sem-teto, aqueles que precisam vender sua força de trabalho para sua sobrevivência, cada vez com menos perspectivas de vida no sistema capitalista.

Por isso, o PSTU defende total independência dos trabalhadores em relação à burguesia em sua atuação política e em suas lutas.

"Independência financeira é independência política": isso significa que o PSTU é auto-financiado e suas campanhas não recebem financiamento de empresas privadas, e sim de dinheiro oriundo da própria classe trabalhadora.

[editar] Socialistas e revolucionários

A concepção de socialismo do PSTU é radicalmente distinta das ditaduras stalinistas do Leste Europeu. Para os trotskistas, estas sociedades tiveram avanços importantes na solução de problemas básicos dos trabalhadores - como a miséria, a saúde e educação- ao terem sido expropriadas as grandes empresas. Mas foram dirigidas pela burocracia stalinista que reprimia os trabalhadores em defesa de interesses próprios, contrários aos interesses da classe trabalhadora, não extinguindo a exploração, perseguindo politicamente seus opositores, e não garantindo a democracia operária, constituindo uma verdadeira ditadura.

Também se diferencia da social-democracia, que certo os partidários do PSTU é o grande sustentáculo dos planos neoliberais na Europa, incluindo algumas compensações sociais para acalmar as bases. Muitas vezes o PSTU critica partidos como o PSDB e o PT por entenderem que esses partidos aplicam essa ideologia no Brasil.

O membros do PSTU se consideram socialistas revolucionários, porque não acreditam ser possível chegar um dia ao socialismo através das eleições. Só uma revolução social, feita pelas massas trabalhadoras, com o proletariado industrial como sujeito social, poderá derrotar o capitalismo, possibilitar a expropriação das grandes empresas capitalistas, e abrir o caminho para o socialismo em nível internacional.

[editar] Internacionalismo

O PSTU é contrário a ideia do "socialismo em um só país". Para o partido a internacionalização da produção sob o capitalismo exige uma resposta também internacional. Afirma que não se pode avançar para o socialismo restringindo a evolução da economia nas fronteiras de um país, pois não existem condições de superar o atraso econômico de um país como o Brasil somente com o seu potencial interno, na medida em que a produção já parte de uma base mundial. Este fenômeno foi ainda mais ampliado com a globalização, que significou um salto na internacionalização do capital, segundo as teses do partido.

Para o partido, o fracasso do "socialismo em um só país" da burocracia stalinista, enquanto dizia avançar para o socialismo na URSS, demonstrou uma vez mais a necessidade básica do internacionalismo como componente básico do socialismo revolucionário.

Portanto, segundo o PSTU a revolução só poderá ter alguma viabilidade, na medida em que se generalizar internacionalmente. Uma revolução que terminar confinada em um espaço nacional estará condenada a limites estreitos de evolução, o que a empurra para a burocratização e a derrota. Por isto o PSTU não se dispõe a ser apenas um partido nacional, mas ser parte de uma internacional revolucionária. A LIT-QI, o embrião de uma Internacional, é a concretização mais importante do internacionalismo do PSTU.

[editar] Contra toda a opressão

O PSTU defende uma posição clara contra a opressão racial e sexual. Assume publicamente uma postura militante na defesa dos direitos dos negros, das mulheres e dos gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros contra a opressão, e busca trazer esta luta como parte específica e particular no seio do movimento anticapitalista, aliando aos oprimidos e explorados.

[editar] Dissidências

Durante o processo de formação do PSTU e ao longo dos anos seguintes, o partido sofre uma série de dissidências que dão origem a varias organizações, como a Corrente Socialista dos Trabalhadores, o Movimento de Esquerda Socialista, o coletivo Espaço Socialista, a Liga Estratégia Revolucionária e o Coletivo Socialismo e Liberdade. Outros agrupamentos que se fundiram no PSTU rompem em seguida, como o Partido da Libertação Proletária (originário da atual corrente do PSOL Poder Popular e Movimento Terra, Trabalho e Liberdade), e o grupo Socialismo Revolucionário (atualmente a corrente do PSOL Liberdade, Socialismo e Revolução) .

[editar] Frente de esquerda

O PSTU compôs a Frente de Esquerda nas eleições gerais de 2006, integrada pelo PSOL da Senadora Heloísa Helena, como candidata à presidência, e pelo PCB. Em Minas Gerais, o PSTU apresentou a candidatura a governador da Frente, enquanto em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Ceará, entre outros estados, o partido apresentou a candidatura ao Senado Federal.

[editar] Conlutas

Atualmente, uma das principais atividades do PSTU tem sido os esforços de organização da Conlutas (Coordenação Nacional das Lutas), uma organização constituída a partir da ruptura de diversos Sindicatos e movimentos sociais com à CUT(mais de 500).

A luta contra as reformas do governo Lula (reforma da previdência, projeto de reforma sindical e trabalhista, etc.) tem sido a principal bandeira de luta da Conlutas, que foi fundada formalmente no CONAT, em 2006.

A formação da Conlutas foi proposta inicialmente por membros do PSTU no encontro nacional sindical em Luziânia-GO, no ano de 2004, sendo posteriormente abraçada por uma parte do movimento sindical e social brasileiro.

[editar] Participação do partido nas eleições presidenciais

Ano Candidato(a) a Presidente Candidato(a) a Vice-Presidente Coligação Votos  % Colocação
2010 José Maria de Almeida Cláudia Durans sem coligação 84.609 0,08
2006 Heloísa Helena (PSOL) César Benjamin (PSOL) PSOL, PSTU e PCB 6.575.393 6,85
2002 José Maria de Almeida Dayse de Oliveira sem coligação 402.236 0,47
1998 José Maria de Almeida José Galvão de Lima sem coligação 202.659 0,30
1994 Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Aloizio Mercadante (PT) PT, PSB, PCdoB, PPS, PV e PSTU 17.122.127 27,04

Referências

  1. Tribunal Superior Eleitoral: Partidos políticos registrados no TSE, visitado em 25 de julho de 2007

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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