Partido Trabalhista do Brasil

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Partido Trabalhista do Brasil
Número no TSE 70
Presidente Luis Henrique Resende
Fundação 15 de maio de 1989 (25 anos)
Sede Belo Horizonte, MG
Ideologia Trabalhismo, Centrismo
Deputados federais (2014)[1]
1 / 513
Vereadores (2012)[2]
518 / 56 810
Cores Verde, Amarelo, Branco, Azul e Preto.
Site
PTdoB Nacional

Política do Brasil
Partidos políticos
Eleições

Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB) é um partido político brasileiro, organizado por dissidentes do PTB, em 1989. Seu número eleitoral é o 70 e obteve registro definitivo em 11 de outubro de 1994.[3] Disputa as eleições brasileiras desde 1990; seu símbolo é um coração.

Candidatura para Presidência da República[editar | editar código-fonte]

Em 1998, lançou o candidato a Presidente João de Deus Barbosa de Jesus, que obteve 0,2% dos votos (198 mil votos); Em 1994, o partido teve o registro do seu então presidente nacional, Caetano Matanó Júnior, indeferido como candidato à presidência, pelo fato do seu registro definitivo estar então em andamento.

Deputados Federais[editar | editar código-fonte]

Em 1990, o PT do B recebeu a adesão do deputado federal paulista Leonel Júlio, egresso do PTB, que não tentou a reeleição.

Em 2006, o partido elegeu um deputado federal, Vinicius Rapozo de Carvalho, pelo estado do Rio de Janeiro, tendo obtido 0,31% dos votos para a Câmara dos Deputados (cerca de 311 mil votos).

Em 2010, ampliou sua bancada na Câmara dos Deputados para 4 deputados, com a eleição do seu presidente nacional Luís Tibé (MG), Lourival Mendes (MA), Rosinha da Adefal (AL), e Cristiano José Rodrigues de Souza (RJ), com o total de 642.422 votos (cerca de 0,7%). Em 2011, com a perda de mandato do deputado carioca, o Partido manteve 3 deputados na Câmara.

No recente pleito de 2014, apesar de ter aumentado o numero de votos - pouco mais de 812 mil (0,84%), o Partido reelegeu seu presidente e representante de Minas Gerais, Luis Tibé, além do Pastor Franklin, do mesmo estado, mantendo então 2 cadeiras na Câmara dos Deputados.

Crescimento contínuo na Câmara Federal[editar | editar código-fonte]

O resultado de 2010 foi o melhor da legenda em relação aos pleitos anteriores para a Câmara Federal: 1990 (0,23%); 1998 (0,3%); 2002 (0,19%); 2006 (0,31%), mantendo sua representação na Câmara Federal pelo voto (no ano de 1990, contou com a adesão do deputado federal Leonel Júlio, ex-PTB, que não concorreu à reeleição).

Demais Bancadas[editar | editar código-fonte]

O PT do B possui agora 14 deputados estaduais (contra 17 eleitos em 2006, e 20 em 2010), e representação nas assembleias legislativas de 11 estados (Goiás, Sergipe, Rondonia, Paraiba, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Amapá, Acre, Alagoas, e Rio de Janeiro). Para o senado, em 2010, a legenda obteve quase 1,5 milhão de votos (0,9%), destacando-se os quase 1,3 milhão de votos obtidos pelo cantor Waguinho, no Estado do Rio de Janeiro, refluindo para pouco mais de 11 mil votos no pleito de 2014.

Nas Eleições Municipais[editar | editar código-fonte]

Em eleições municipais porém, o partido também colecionou bons resultados e algum crescimento: apenas 4 prefeitos em 1996; 6 prefeitos em 2000 e 23 prefeitos em 2004. Para as Câmaras Municipais, o partido já tinha 1,1% do eleitorado em 2004, elegendo 317 vereadores (apenas 79 vereadores em 1992, e 83 em 1996com 0,7% dos votos naquele ano, para o numero de 0,8% em 2000, elegendo-se 176 vereadores, na ocasião; Em 2004 manteve-se o percentual, mas aumentou o número de vereadores para quase 400. Nas eleições municipais de 2008 elegeu 8 prefeitos, 12 vice-prefeitos e 328 vereadores; Obteve-se naquela eleição 1,2% dos votos para o cargo de vereador em todo o país. Finalmente, em 2012, o PT do B elegeu 26 prefeitos, e 518 vereadores, registrando-se 1,3% dos sufrágios para os legislativos municipais. Mais recentemente, em 2013, o PT do B elegeu o prefeito de Bonito (MS) em eleições suplementares, e o vice-prefeito de Barra do Piraí (RJ), também em pleito suplementar.

Proposta de fusão com PL e PRONA[editar | editar código-fonte]

Em 24 de outubro de 2006 foi anunciada sua fusão com o Partido Liberal, juntamente com o PRONA, a fim de não incluir alguma das três siglas na cláusula de barreira. Os três partidos fundidos formariam o Partido da República.

O PT do B não entrou no acordo por rejeição da maioria dos membros da Convenção Nacional e não ter acertado o projeto com o PL e o PRONA, que terminaram por se fundir.

Presidente Nacional[editar | editar código-fonte]

Seu Presidente Nacional é o deputado federal Luis Henrique Resende, presidente da seção mineira, também conhecido como Luis Tibé, ex vereador em Belo Horizonte, foi eleito em 7 de novembro de 2006, e reeleito na Convenção Nacional de 2010; seus vice-presidentes são Antonio Rodriguez Junior, Vinicius Cordeiro, presidente da seção fluminense da legenda, e Alberto Ahmed. Todos os presidentes anteriores da legenda foram paulistas: Caetano Matanó Júnior (1989-1993 e 1995-1998); Aroldo Luiz Rosa (1993-1995); Carlos Alberto Silva (1998-2002); Antônio Rodriguez Fernandes (2002-2006), que permaneceu como presidente de honra da sigla. A mais recente Convenção Nacional, ocorreu em 2014, em Belo Horizonte, reelegendo sua direção nacional por mais 4 anos, e um Diretório Nacional com 45 membros.

Pré Candidatura para Presidência da Republica em 2009[editar | editar código-fonte]

No final de 2009, o partido anunciou a pré-candidatura do advogado e engenheiro Mario Oliveira, lançado pelo PT do B - SP, que obteve índices de 1 ponto entre março e maio de 2010; na convenção nacional realizada em junho de 2010, o partido desistiu da candidatura própria, e apoiou a candidatura de José Serra à presidência, coligando-se com o PSDB.

Eleições 2012 e 2013[editar | editar código-fonte]

O PT do B foi o partido que mais cresceu percentualmente em número de prefeitos, saltando de 8 para 26 prefeitos (três vezes mais que em eleições anteriores). No ano de 2013, o Partido obteve mais uma prefeitura em uma eleição suplementar, em Bonito - MS, e um vice prefeito, em Barra do Piraí - RJ, igualmente em outro pleito suplementar.

Filiados[editar | editar código-fonte]

O Partido possuía, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, 167.944, em dezembro de 2013, contra 163.173 filiados, em outubro de 2011; Em em abril de 2010, o PTdoB possuía 133.909 filiados, registrando-se um crescimento contínuo, já que em relação ao ano de 2009 já havia crescido pouco mais de 10% em relação ao ano anterior (pouco mais de 125 mil filiados).

Bancada na Câmara dos Deputados[editar | editar código-fonte]

Composição atual[editar | editar código-fonte]

Deputados AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO
3 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0

Bancada eleita para a legislatura[editar | editar código-fonte]

Legislatura Eleitos  % AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO Diferença
54ª (2011-2015)
4 0,78 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 +3
53ª (2007-2011)
1 0,19 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 +1
52ª (2003-2007)
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 ±0
51ª (1999-2003)
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0

Fonte: Portal da Câmara dos Deputados - Bancada na Eleição.

Participação do partido nas eleições presidenciais[editar | editar código-fonte]

Ano Candidato a Presidente Candidato(a) a Vice-Presidente Coligação Votos  % Colocação
2014 Aécio Neves (PSDB) Aloysio Nunes (PSDB) PSDB, PMN, SD, DEM, PEN, PTN, PTB, PTC e PTdoB 51.036.040 48,36
2010 José Serra (PSDB) Indio da Costa (DEM) PSDB, DEM, PTB, PPS, PMN e PTdoB 43.711.388 43,95
1998 João de Deus Barbosa Nanci Pilar sem coligação 198.916 0,29

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]