Partido da Liberdade da Áustria

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

O Partido Libertário da Áustria (Freiheitliche Partei Österreichs - FPÖ) é um partido político nacionalista da Áustria. O partido foi fundado em 1956.

O líder do partido é Heinz-Christian Strache.

A organização juvenil do partido é Ring Freiheitlicher Jugend Österreich.

Nas Eleições legislativas austríacas de 2006 o partido recebeu 519.598 votos (11.03%, 21 assentos).

O partido tem 2 assentos no Parlamento Europeu.

As origens do Partido Libertário da Áustria estão no liberalismo e no nacionalismo. O liberalismo nacional era uma das três ideologias políticas austríacas (o conservadorismo, o socialismo e o nacionalismo/liberalismo).

História[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

O partido foi fundado em 1956, sendo herdeiro do VDU, um partido criado após a Segunda Guerra,que apesar de um relativo sucesso no início, não consegui se firmar e acabou devido à disputas internas. Peter Friedrich liderou o FPÖ até 1980, e neste período, o partido não teve muita importância na política austríaca, ficando sempre com cerca de 8% do eleitorado.

Período Steger[editar | editar código-fonte]

A partir de 1980, Norbert Steger comandou o partido. Neste período, era considerado um partido centrista, e em 1983, participou do governo liderado pelo SPO, paradoxalmente, quando o FPÖ teve a pior votação da sua história, cerca de 3%. A partir de 1983, começou uma disputa interna pelo comando do partido, entre Steger e Jörg Haider. Haider era considerado de extrema-direita por Franz Vranitzky, então chanceler, que dissolveu a aliança e formou um novo governo junto ao ÖVP.

Período Haider[editar | editar código-fonte]

Em 1989 a eleição provincial Caríntia, terra natal de Haider, causou uma onda de choque, o SPÖ perdeu sua maioria, o ÖVP foi relegado ao status de terceiros, e o FPÖ chegou em segundo lugar com 29% dos votos. O FPÖ posteriormente formou uma coalizão com o ÖVP, com Haider como governador da Caríntia, neste momento a maior conquista do FPO. A partir de 1990, o partido se voltou a questão da imigração, combinada com críticas mais ferozes contra o establishment político e a União Europeia . Devido a elogios a política trabalhista da Alemanha nazista, levou o rompimento da ÖVP com Haider no governo da Caríntia, e a formação de uma aliança SPO-ÖVP no governo desta província. Entretanto, no mesmo ano, o FPÖ obteve ganhos eleitorais em três eleições provinciais, mais notavelmente em Viena . Em 1993, decidiu lançar a "Áustria Primeira!" iniciativa, que pediu um referendo sobre questões de imigração. A iniciativa foi considerada muito controversa, e cinco deputados do FPÖ, incluindo Heide Schmidt, deixaram o partido e fundaram o Fórum Liberal (LIF).
Em 1999, Haider foi novamente eleito governador da Caríntia.

Governo de Coalizão[editar | editar código-fonte]

Nas eleições gerais de 1999, o FPÖ obteve 27% dos votos, ficando na frente do ÖVP. Em fevereiro de 2002, os dois partidos formaram uma coligação governamental, sob o comando de Wolfgang Schussel, com Haider abrindo mão de qualquer cargo. A coligação sofreu duras críticas dentro e fora da Áustria, já que Haider era considerado como um radical e simpatizante do nazismo. A União Européia lançou sanções diplomáticas contra a Áustria, congelando os contatos diplomáticos com Viena. As medidas foram justificadas pela UE como "a admissão do FPÖ num governo de coligação legitima a extrema direita na Europa." Embora o FPÖ tenha mudado o perfil ao longo do tempo, continuava a ser considerado como um pária, devido as questões polêmicas de Haider sobre o Nazismo e a imigração. O partido, foi então, submetido a uma estratégia de "cordão sanitário" pelo SPÖ e o ÖVP. As sanções da UE foram, contudo, levantadas já em setembro, depois que um relatório constatou que a medida fora eficaz apenas a curto prazo e no longo prazo, poderia despertar reações contrárias à UE.

Entretanto, a partir daí, o partido mergulhou em novas disputas internas, motivadas pelo descontentamento de membros e eleitores sobre às decisões adotadas por Haider em temas polêmicos lançados pelo governo austríaco, como reformas econômicas e fiscais, o que levou a convocação de eleições antecipadas. Na campanha eleitoral seguinte, o partido estava profundamente dividido e incapaz de organizar uma estratégia política eficaz. O partido mudou de liderança cinco vezes em menos de dois meses e, na eleição de 2002, diminuiu a sua percentagem de votos para 10,2%, quase dois terços menos do que na eleição anterior. A maioria de seus eleitores passou para o ÖVP, que se tornou o maior partido na Áustria com 43% dos votos. No entanto, o governo de coalizão entre o ÖVP eo FPÖ foi renovado após a eleição, embora tenha havido crescentes críticas internas no FPÖ.

Divisão[editar | editar código-fonte]

As duras lutas internas levaram à divisão do partido, quando o ex-líder Jörg Haider deixou o partido e em 04 de abril de 2005 fundou um novo partido político, chamado Aliança para o Futuro da Áustria (BZÖ). O Chanceler austríaco Wolfgang Schüssel, em seguida, mudou a sua coligação, retirando o FPÖ e incluindo o BZÖ. Na província da Carintia,o diretório local do FPÖ foi simplesmente transformado no novo diretório local do BZÖ.

Resultados eleitorais[editar | editar código-fonte]

Resultados eleitorais, Coligações e chefes do partido

Resultados eleitorais nos Landes[editar | editar código-fonte]

Land FPÖ
Burgenland
9,0
Caríntia
3,8
Baixa Áustria
10,5
Alta Áustria
15,3
Salzburgo
13,0
Steiermark
10,7
Tirol
12,4
Vorarlberg
25,1
Viena
25,8
Áustria
17,5

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências