Partido da Liberdade da Áustria

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O Partido da Liberdade da Áustria (Freiheitliche Partei Österreichs - FPÖ) é um partido político nacionalista da Áustria. O partido foi

Partido da Liberdade da Áustria
Freiheitliche Partei Österreichs
Líder Heinz-Christian Strache
Fundação 1956
Sede Viena
Ideologia Nacionalismo
Conservadorismo
Populismo
Anti-imigração
Eurocepticismo
Nacionalismo liberal (minoria)
Espectro político Direita a Extrema-direita
Membros 40.000
Parlamento Austríaco
40 / 183
Conselho Federal
9 / 62
Parlamento Europeu
4 / 18
Cores Azul,Branco e Vermelho

fundado em 1956.

O líder do partido é Heinz-Christian Strache. A organização juvenil do partido é Ring Freiheitlicher Jugend Österreich. Nas Eleições legislativas austríacas de 2006 o partido recebeu 519.598 votos (11.03%, 21 assentos). O partido tem 2 assentos no Parlamento Europeu. As origens do Partido Libertário da Áustria estão no liberalismo e no nacionalismo. O liberalismo nacional era uma das três ideologias políticas austríacas (o conservadorismo, o socialismo e o nacionalismo/liberalismo).

História[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

O partido foi fundado em 1956, sendo herdeiro do VDU, um partido criado após a Segunda Guerra,que apesar de um relativo sucesso no início, não consegui se firmar e acabou devido à disputas internas. Peter Friedrich liderou o FPÖ até 1980, e neste período, o partido não teve muita importância na política austríaca, ficando sempre com cerca de 8% do eleitorado.

Período Steger[editar | editar código-fonte]

A partir de 1980, Norbert Steger comandou o partido. Neste período, era considerado um partido centrista, e em 1983, participou do governo liderado pelo SPO, paradoxalmente, quando o FPÖ teve a pior votação da sua história, cerca de 3%. A partir de 1983, começou uma disputa interna pelo comando do partido, entre Steger e Jörg Haider. Haider era considerado de extrema-direita por Franz Vranitzky, então chanceler, que dissolveu a aliança e formou um novo governo junto ao ÖVP.

Período Haider[editar | editar código-fonte]

Em 1989 a eleição provincial Caríntia, terra natal de Haider, causou uma onda de choque, o SPÖ perdeu sua maioria, o ÖVP foi relegado ao status de terceiros, e o FPÖ chegou em segundo lugar com 29% dos votos. O FPÖ posteriormente formou uma coalizão com o ÖVP, com Haider como governador da Caríntia, neste momento a maior conquista do FPO. A partir de 1990, o partido se voltou a questão da imigração, combinada com críticas mais ferozes contra o establishment político e a União Europeia . Devido a elogios a política trabalhista da Alemanha nazista, levou o rompimento da ÖVP com Haider no governo da Caríntia, e a formação de uma aliança SPO-ÖVP no governo desta província. Entretanto, no mesmo ano, o FPÖ obteve ganhos eleitorais em três eleições provinciais, mais notavelmente em Viena . Em 1993, decidiu lançar a "Áustria Primeira!" iniciativa, que pediu um referendo sobre questões de imigração. A iniciativa foi considerada muito controversa, e cinco deputados do FPÖ, incluindo Heide Schmidt, deixaram o partido e fundaram o Fórum Liberal (LIF).
Em 1999, Haider foi novamente eleito governador da Caríntia.

Governo de Coalizão[editar | editar código-fonte]

Nas eleições gerais de 1999, o FPÖ obteve 27% dos votos, ficando na frente do ÖVP. Em fevereiro de 2002, os dois partidos formaram uma coligação governamental, sob o comando de Wolfgang Schussel, com Haider abrindo mão de qualquer cargo. A coligação sofreu duras críticas dentro e fora da Áustria, já que Haider era considerado como um radical e simpatizante do nazismo. A União Européia lançou sanções diplomáticas contra a Áustria, congelando os contatos diplomáticos com Viena. As medidas foram justificadas pela UE como "a admissão do FPÖ num governo de coligação legitima a extrema direita na Europa." Embora o FPÖ tenha mudado o perfil ao longo do tempo, continuava a ser considerado como um pária, devido as questões polêmicas de Haider sobre o Nazismo e a imigração. O partido, foi então, submetido a uma estratégia de "cordão sanitário" pelo SPÖ e o ÖVP. As sanções da UE foram, contudo, levantadas já em setembro, depois que um relatório constatou que a medida fora eficaz apenas a curto prazo e no longo prazo, poderia despertar reações contrárias à UE.

Entretanto, a partir daí, o partido mergulhou em novas disputas internas, motivadas pelo descontentamento de membros e eleitores sobre às decisões adotadas por Haider em temas polêmicos lançados pelo governo austríaco, como reformas econômicas e fiscais, o que levou a convocação de eleições antecipadas. Na campanha eleitoral seguinte, o partido estava profundamente dividido e incapaz de organizar uma estratégia política eficaz. O partido mudou de liderança cinco vezes em menos de dois meses e, na eleição de 2002, diminuiu a sua percentagem de votos para 10,2%, quase dois terços menos do que na eleição anterior. A maioria de seus eleitores passou para o ÖVP, que se tornou o maior partido na Áustria com 43% dos votos. No entanto, o governo de coalizão entre o ÖVP eo FPÖ foi renovado após a eleição, embora tenha havido crescentes críticas internas no FPÖ.

Divisão[editar | editar código-fonte]

As duras lutas internas levaram à divisão do partido, quando o ex-líder Jörg Haider deixou o partido e em 04 de abril de 2005 fundou um novo partido político, chamado Aliança para o Futuro da Áustria (BZÖ). O Chanceler austríaco Wolfgang Schüssel, em seguida, mudou a sua coligação, retirando o FPÖ e incluindo o BZÖ. Na província da Carintia,o diretório local do FPÖ foi simplesmente transformado no novo diretório local do BZÖ.

Resultados eleitorais[editar | editar código-fonte]

Resultados eleitorais, Coligações e chefes do partido

Eleições legislativas[editar | editar código-fonte]

Data Votos % Deputados +/- Status Notas
1949 489 273 11,7 (#3) 16 de 165 Oposição como Federação dos Independentes
1953 472 866 11,0 (#3) 14 de 165 -2 Oposição como Federação dos Independentes
1956 283 749 6,5 (#3) 6 de 165 -8 Oposição
1959 336 110 7,7 (#3) 8 de 165 +2 Oposição
1962 313 895 7,0 (#3) 8 de 165 = Oposição
1966 242 570 5,4 (#3) 6 de 165 -2 Oposição
1970 253 425 5,5 (#3) 6 de 165 = Oposição
1971 286 473 5,5 (#3) 10 de 183 +4 Oposição
1975 249 444 5,4 (#3) 10 de 183 = Oposição
1979 286 743 6,1 (#3) 11 de 183 +1 Oposição
1983 241 789 5,0 (#3) 12 de 183 +1 Governo
1986 472 205 9,7 (#3) 18 de 183 +6 Oposição
1990 782 648 16,6 (#3) 33 de 183 +15 Oposição
1994 1 042 332 22,5 (#3) 42 de 183 +9 Oposição
1995 1 060 377 21,9 (#3) 41 de 183 -1 Governo
1999 1 244 087 26,9 (#2) 52 de 183 +11 Governo
2002 491 328 10,0 (#3) 18 de 183 -34 Oposição
2006 519 598 11,0 (#4) 21 de 183 +3 Oposição
2008 857 029 17,5 (#3) 34 de 183 +13 Oposição
2013 962 313 20,5 (#3) 40 de 183 +6 Oposição

Eleições europeias[editar | editar código-fonte]

Data Votos % Deputados +/-
1996 1 044 604 27,5 (#3) 6 de 21
1999 655 519 23,4 (#3) 5 de 21 -1
2004 157 722 6,3 (#5) 1 de 18 -4
2009 364 207 12,7 (#4) 2 de 19 +1
2014 556 835 19,7 (#3) 4 de 18 +2

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências