Partido da Revolução Democrática

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Partido da Revolução Democrática
Partido de la Revolución Democrática
Líder Jesus Ortega
Fundação 5 de maio de 1989
Sede Cidade do México, México
Afiliação internacional Internacional Socialista
Foro de São Paulo
Cores Amarelo
Site http://www.prd.org.mx

O Partido da Revolução Democrática (em espanhol: Partido de la Revolución Democrática), ou PRD, é um partido político do México.

História[editar | editar código-fonte]

O PRD foi fundado na Cidade do México em 5 de Maio de 1989, por Cuauhtémoc Cárdenas, Heberto Castillo, Gilberto Rincón Gallardo, Porfirio Muñoz Ledo e outros membros proeminentes do Partido Revolucionário Institucional (PRI) e da esquerda mexicana. O partido surgiu da fusão de vários partidos pequenos de esquerda, tais como Partido Comunista Mexicano (PCM), Partido Socialista Unificado de México (PSUM), Partido Mexicano Socialista (PMS) e Partido Mexicano dos Trabalhadores (PMT). O PMS doou seu registro na Comissão Federal Eleitoral (CFE) ao novo partido para que este pudesse ser formado.

O PRD se proclamou o partido oficial do 6 de julio, uma referência à data de realização da eleição presidencial de 1988, quando Cárdenas, o candidato da coalizão de centro-esquerda Frente Democrática Nacional, teria vencido o pleito mas foi impedido de tomar posse através de fraude eleitoral. A vitória foi concedida ao candidato do PRI, Carlos Salinas. Miguel de la Madrid Hurtado, antecessor de Salinas, declarou anos mais tarde que Salinas foi eleito através de fraude.[1]

Performance eleitoral[editar | editar código-fonte]

  Estados governados pelo PRD (6)

Ao lado do PRI, de centro-direita, e do direitista Partido da Ação Nacional (PAN), o PRD se consiste em uma das três maiores forças políticas do México. Seus militantes são conhecidos como perredistas.

Apesar de seu sucesso no cenário eleitoral dos estados da região centro-sul da nação, no norte a votação média do partido é de apenas 5%. O PRD já venceu disputas nos estados de Baja California Sur, Chiapas, Guerrero, Michoacán e Zacatecas (apesar de que a maioria destas vitórias foram obtidas por ex-membros do PRI). O partido também controla o Distrito Federal desde 1997, elegendo três ex-membros do PRI. Desde então, o partido promoveu uma série de reformas liberais na capital, tais como a legalização do aborto, uma forma limitada de eutanásia, o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adoção por casais gays.[2] A cidade também viu uma redução dos seus índices de criminalidade em quase 40%.[3]

Na eleição presidencial de 2006, o candidato do PRD, o ex-governador do Distrito Federal Andrés Manuel López Obrador, favorito nas pesquisas de diversos institutos, perdeu o pleito para Felipe Calderón por menos de 1% dos votos.[4] Os resultados foram considerados válidos pela Corte Eleitoral Federal. O PRD, entretanto, afirmou que seu candidato havia sido vítima de fraude. As acusações foram invalidadas pelo tribunal, que considerou Calderón o vencedor do pleito.

Por seis semanas após as eleições, o PRD promoveu demonstrações e bloqueou uma das principais avenidas da capital, o Paseo de la Reforma, exigindo uma recontagem de todos os votos, o que não aconteceu. O bloqueio foi mais tarde desfeito frente a um possível confronto entre os manifestantes e o Exército. Obrador foi proclamado "presidente legítimo" por seus seguidores numa demonstração pública na praça principal da capital. Até hoje Obrador não reconheceu a legitimidade de Calderón.

Em 2008, Jesús Ortega, um oponente de Obrador, foi eleito presidente do PRD. No ano seguinte, Obrador apoiou dois partidos pequenos nas eleições parlamentares.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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