Partido de Reedificação da Ordem Nacional

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Partido de Reedificação da Ordem Nacional
Número no TSE 56
Presidente Enéas Ferreira Carneiro
Ideologia Nacionalismo
Conservadorismo
Espectro político Direita
Sucessor PR (em fusão com o PL)
Cores Verde e amarelo
Site Antiga página do PRONA

Partido de Reedificação da Ordem Nacional (PRONA) foi um partido político brasileiro de direita. O seu código eleitoral era 56, e suas cores eram o verde e o amarelo. Foi fundado (e presidido) pelo deputado federal Enéas Carneiro. Suas propagandas partidárias tornaram-se distintas e famosas pela rapidez com que eram veiculadas no Horário Eleitoral Gratuito (devido ao pouco tempo de que dispunha o partido), bem como o comportamento "impetuoso" de seus candidatos (a exemplo do próprio Enéas) e pelo uso da Quinta Sinfonia de Beethoven como trilha sonora.

O partido era oficialmente favorável ao patriotismo, considerado ultra-nacionalista por seus críticos, proclamando-se independente das correntes políticas tradicionais. Seus seguidores, no entanto, consideravam-no simplesmente patriótico, não estadista ao extremo, como no modelo integralista. O partido é bastante conhecido por suas posições em assuntos polêmicos, como por exemplo, a defesa da pesquisa nuclear, não com objetivos bélicos (o que levaria ao rompimento com uma série de acordos pacíficos internacionais), mas sim, com objetivos estratégicos e diplomáticos.

Deputado federal recordista de votos, tendo obtido mais de 1,5 milhão de votos em 2002 pelo estado de São Paulo, o médico cardiologista Enéas Carneiro tornou-se famoso pela sua forma de expressão contundente e aos brados, por sua aparência rudimentar e excêntrica e pelo seu bordão "Meu nome é Enéas! Cinquenta e seis, cinquenta e seis!" no horário político televisivo brasileiro. Enéas foi candidato à presidência do Brasil em 1989, 1994 e 1998, tendo obtido 4.671.457 votos em 1994 e ficando na frente de lideranças políticas influentes e tradicionais, como Leonel Brizola, do PDT), Orestes Quércia, do PMDB e Esperidião Amin, do PPR (veja Eleições presidenciais no Brasil).

O partido defendia a economia de livre comércio e o conservadorismo nacionalista.

Fusão com o PL e criação do Partido da República (PR)[editar | editar código-fonte]

Para contornar as restrições impostas pela cláusula de barreira da legislação eleitoral, que começaria a vigorar a partir da legislatura de 2007 no Congresso Nacional, o partido se fundiu, em 24 de outubro de 2006, com o PL, criando o Partido da República[1] [2] [3] . À época o partido havia eleito para início de mandato em 2007 dois deputados federais: Suely Santana da Silva (RJ) e Enéas Carneiro (SP). Cumpriam mandato na data: Elimar Máximo Damasceno (SP) e Enéas Carneiro. Os outros quatro deputados eleitos pelo PRONA haviam deixado o partido para se filiarem ao PP e ao PL.

Ranking da corrupção[editar | editar código-fonte]

Com base em dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral divulgou um balanço, em 4 de outubro de 2007, com os partidos com maior número de parlamentares cassados por corrupção desde o ano 2000. O PRONA aparecia em último lugar na lista, com uma cassação, empatado com Partido Humanista da Solidariedade (PHS), Partido Verde (PV) e Partido Republicano Progressista (PRP).[4]

Participação do partido nas eleições presidenciais[editar | editar código-fonte]

Ano Candidato a Presidente Candidato a Vice-Presidente Coligação Votos  % Colocação
1998 Enéas Carneiro Irapuan Teixeira sem coligação 1.447.090 2,14
1994 Enéas Carneiro Roberto Gama e Silva sem coligação 4.671.457 7,38
1989 Enéas Carneiro Lenine Madeira de Souza sem coligação 360.561 0,50 12º

Referências

  1. PL e PRONA oficializam união e apoiam Lula Partido da República. Página visitada em 28 de dezembro de 2013. Cópia arquivada em 7 de junho de 2013.
  2. Guerreiro, Gabriela (26 de Outubro de 2006). Prona e PL se unem e criam o Partido da República. Página visitada em 18 de Agosto de 2013.
  3. Cristina da Silva, Valéria (27 de Outubro de 2006). PL, Prona e PT do B se fundem e nasce o PR. Página visitada em 18 de Agosto de 2013.
  4. Desde 2000, 623 políticos foram cassados. DEM lidera ranking O Globo. Página visitada em 2 de dezembro de 2013. Cópia arquivada em 20 de outubro de 2011.
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