Partido do Trabalho da Bélgica

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Partido do Trabalho da Bélgica
Parti du Travail de Belgique/Partij van de Arbeid van België
Líder Peter Mertens
Porta voz Raoul Hedebouw
Fundação 1979 (1º congresso)
Sede M.Lemonnierlaan 171, 1000 Brussels
Ideologia Maoísmo
Marxismo-Leninismo (histórico)[1]
Espectro político Extrema-esquerda
Publicação Solidaire
Afiliação internacional Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários
Parlamento da Valónia
2 / 75
Parlamento de Bruxelas
4 / 89
Câmara dos Representantes
2 / 150
Cores vermelho
Site http://www.pvda.be/
http://www.ptb.be/

O Partido do Trabalho da Bélgica (francês:Parti du Travail de Belgique, PTB; flamengo: Partij van de Arbeid van België, PVDA) é um partido marxista-leninista[1] da Bélgica. É um dos poucos partidos belgas que funciona como uma única organziação - a maior parte dos outros partidos são ou flamengos ou francófonos.

O PVDA-PTB organiza o Seminário Comunista Internacional, que nos últimos anos tem se tornado uma das principais reuniões mundiais de partidos comunistas.

História[editar | editar código-fonte]

O Partido do Trabalho da Bélgica tem as suas origens no movimento estudantil do final dos anos 60, sobretudo nos estudantes radicalizados (organziados no sindicato estundatil SVB - Studenten VakBeweging) na Universidade Católica de Louvain. Eles consideravam o Partido Comunista da Bélgica como "revisionista", isto é, muito virado para politicas social-democratas (representadas na Bélgica pelo Partido Socialista). As suas influências eram as ideias do Partido Comunista da China, os movimento de guerrilha na América Latina, o movimento contra a Guerra do Vietname, e o movimento em Leuven-Vlaams, todos considerados como aspetos de uma luta mundia contra a opressão colonial ou neo-colonial e pelos direitos cívis e dos trabalhadores.

O seu apoio e participação numa importate greve nas minas de carvão tornou o movimento num partido político. Fundaram uma publicação, AMADA (Alle Macht Aan De Arbeiders - Todo o Poder aos Trabalhadores), que se tornou o primeiro nome do partido. Em 1979 foi realizado o primeiro congresso, que adotou um programa maoísta e mudou o nome para PVDA-PTB. Ludo Martens tornou-se o primeiro presidente, e manteve-se um importante ideólogo do partido até à sua morte, em 2011.

Desenvolvimentos recentes[editar | editar código-fonte]

Na sequeência de maus resultados nas eleições de 2003, o PTB alterou os seus métodos de trabalho e comunicação. Por um lado, deliberou focar-se nos operários das fábricas e também no trabalho de campo nas localidades onde está implantado; por outro, declarou que iria oficialmente romper que o que chamou de passado sectário para se aproximar das reivindicações concretas dos cidadãos. Tal traduziu-se particularmente no lançamento de propostas viradas para assuntos específicos, como preços mais baixos para os medicamentos, a redução do IVA sobre a energia de 21% para 6%, o aumento das pensões mínimas, maior controlo das rendas ou preços mais baixos para o sacos do lixo.

Na preparação para as eleições de 2007, o jornal Solidaire e o site do partido foram fundidos para chegar a um maior público. A organização do partido foi também aberta a uma gama mais ampla de ativistas.

Em 2008, realizou o seu oitavo congresso, na Universidade Livre de Bruxelas. O congresso foi conduzido sobre o tema de "renovação do partido". Foi eleito um novo Comité Central, que por sua vez elegeu um novo Bureau do partido, composto por:

  • Jo Cottenier - responsável por assuntos socio-económicos
Propagando do PTB em Bruxelas, 2008

Esta viragem parece ter produzido alguns resultados positivos para o partido, como um pequeno aumento no número de militantes e de votos nas eleições. Nas eleições de outubro de 2012, houve mais progressos, com 8% em Antuérpia e eleitos em vários conselhos municiapais (Bruxelas, Liége...). Houve também uma maior cobertura mediática do partido.

Em novembro de 2012 o PTB tinha mais de 5600 membros. A sua publicação semanal "Solidaire" tem entre 3000 e 5000 assinantes. OS COMAC, o seu movimento juvenil, é ativo em todas as universidades da Bélgica e em escolas secundárias espalhadas por todo o país. O PTB é também conhecido pelos seus 11 centros médicos Geneeskunde voor het Volk - Médecine pour le Peuple[2] , que fornecem gratuitamente cuidados primários de saúde, e as duas empresas de apoio jurídico da Rede de Advogados Progressistas.

O PTB, o jornal Solidaire e Geneeskunde voor het Volk - Médecine pour le Peuple organizam "Manifiesta", um festival anual. A primeira edição foi realizada em Bredene a 25 de setembro de 2010 e juntou 6000 pessoas; a segunda edição juntou 7500 e a terceira 8000 pessoas[3]

Coligação em 2014[editar | editar código-fonte]

Para as eleições locais, federais e europeias de 25 de maio de 2014, o PTB integrou a lista «PTB-go!», em aliança com a Liga Comunista Revolucionária/Partido Socialista do Trabalhadores (trotskista, alinhada com a Quarta Internacional reunificada) e com o Partido Comunista.[4]

Referências

  1. a b Partido do Trabalho da Bélgica (25 de novembro de 2012). 14 IMCWP, Contribution of WP of Belgium (em Inglês) Solidnet.. Página visitada em 16 de abril de 2014.
  2. Website 'Geneeskunde voor het Volk - Médecine pour le Peuple' (em neerlandês) (em francês)
  3. Met 8.000 op ManiFiesta 2012, DeWereldMorgen.be 23/09/2012 (em neerlandês)
  4. Trois partis de "la gauche de la gauche" s'unissent sous la bannière PTB-GO! (em Francês) RTBF Info. (27 de janeiro de 2014). Página visitada em 16 de abril de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]