Passagem de Humaitá

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Passagem de Humaitá
Guerra do Paraguai
Passagem de Humaitá.jpg
Passagem de Humaitá: o quadro mostra o momento em que o Couraçado Bahia transpunha as amarras, seguido pelo terceiro par, o Tamandaré e Pará.
Data 1868
Local Rio Paraguai, defronte à Fortaleza de Humaitá
Resultado Vitória brasileira
Combatentes
Flag of Empire of Brazil (1870-1889).svg Império do Brasil Paraguai Paraguai

A Passagem de Humaitá foi uma operação militar, que se constituiu na ultrapassagem da Fortaleza de Humaitá, pelo rio Paraguai, por uma pequena força de seis monitores da Marinha do Brasil, a 19 de fevereiro de 1868, no contexto da Guerra da Tríplice Aliança.

É também o nome de um quadro pintado por Victor Meirelles, ainda em 1868, exaltando esse episódio.

História[editar | editar código-fonte]

Posição da Fortaleza de Humaitá.

Em 1 de agosto de 1867, o general argentino Bartolomeu Mitre retornou ao comando das tropas aliadas e deu ordens para que a esquadra imperial brasileira forçasse a passagem fluvial em Curupaiti e Humaitá. Em 15 de agosto, duas divisões de cinco encouraçados ultrapassaram, sem perdas, Curupaiti, mas foram obrigadas a deter-se diante da poderosa artilharia da fortaleza de Humaitá. Esse fato causou novas dissensões no alto comando aliado. Ao contrário de Mitre, os comandantes brasileiros consideravam imprudente e inútil prosseguir, enquanto não se concatenassem ataques terrestres para envolver o quadrilátero, operações essas que se iniciaram, finalmente, em 18 de agosto.

A partir de Tuiu-Cuê, os aliados rumaram para o norte e tomaram São Solano, Vila do Pilar e Tayi, às margens do rio Paraguai, onde completaram o cerco da fortaleza por terra, cortando as comunicações fluviais entre Humaitá e Assunção. Em 3 de novembro, os paraguaios atacaram a posição aliada de Tuiuti (segunda batalha de Tuiuti), mas foram derrotados. Com o afastamento definitivo de Mitre do comando, que retornou à Argentina, Caxias voltou a assumir o comando geral dos aliados.

Em fevereiro de 1868, em coordenação com a tomada do Fuerte do Estabelecimiento, o comandante-em-chefe da esquadra imperial, Joaquim José Inácio de Barros, autorizou forçar a passagem de Humaitá, o que foi realizado a 19 de fevereiro] sem o número de baixas esperadas, não tendo as embarcações sofrido maiores avarias. Na Ordem do Dia, foi enaltecida a ação do comandante do monitor Alagoas, Antônio Cordovil Maurity, que forçou a passagem quatro vezes.

A fortaleza, agora totalmente cercada, só viria a cair em 25 de julho de 1868.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • DONATO, Hernâni. Dicionário das Batalhas Brasileiras. São Paulo: Editora Ibrasa, 1987.

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Passagem de Humaitá
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