Pastel (culinária)

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Pastel feito em São Paulo

Pastel é um alimento composto por uma massa â base de farinha a que se dá a forma de um envelope, se recheia e depois se frita por imersão em óleo fervente. É um dos alimentos mais frequentemente encontrados em carrinhos de rua e centros de comércio popular do Brasil e também populares no resto do mundo.

Características[editar | editar código-fonte]

Os pasteis são geralmente pequenos, ao contrário das tortas e empadões, e podem ser doces, ou salgados, como os pasteis de carne e queijo.

Recheios[editar | editar código-fonte]

Existem variações no recheio do pastel, como o pastel de bacalhau e o pastel de massa tenra, com carne moída.

História no Brasil[editar | editar código-fonte]

Há discussões sobre a origem do pastel.

De acordo com o professor Ricardo Maranhão, coordenador do Centro de Pesquisas em Gastronomia Brasileira da Universidade Anhembi Morumbi, a trajetória desta receita é difícil de ser rastreada, pois nunca foi muito pesquisada. Ele acredita que o pastel frito, tipicamente brasileiro, é originário da Europa, onde haviam várias receitas de massas ou pães recheadas e levadas ao forno ou cozidas, denominadas pastéis. Mais especificamente, ele crê que o prato tem suas raízes em Portugal, onde há registro de uma receita de camarão envolto em massa crocante e frita, datada de 1680.[1]

Porém, segundo Marcelo Angele, professor de gastronomia do Senac, o pastel deriva dos rolinhos-primavera, da culinária chinesa, e dos guiozas da culinária japonesa. Na versão dele, os pastéis foram introduzidos por imigrantes chineses, que adaptaram a receita aos ingredientes disponíveis no Brasil, e os japoneses, durante a Segunda Guerra Mundial, difundiram o prato, abrindo pastelarias no intuito de se passarem por chineses para se livrarem da discriminação que havia na época em razão da guerra.[2]

O pastel, como hoje conhecemos no Brasil, iniciou a sua difusão na década de 1940 por meio dos descendentes de imigrantes japoneses em Santos. A receita rapidamente se espalhou por São Paulo e depois pelo resto do país, sendo ainda na década de 1940, um dos alimentos mais consumidos no Estado de São Paulo, sendo vendido tanto em feiras livres quanto em pastelarias. Na década de 1950, o costume de comer pastéis chega ao Rio de Janeiro e em Belo Horizonte. [3] .

Na década de 1960, o costume espalha-se para o sul do país, sendo em 1962 fundada a primeira pastelaria da cidade de Maringá, espalhando-se o costume para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina durante a década de 1970, quando se cria a primeira pastelaria de Blumenau[4]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências


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