Pastel da Carélia

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Pastel da Carélia artesanal
Pastel da Carélia industrial

Pastel da Carélia (ou karjalanpiirakka, em finlandês) é um pastel tradicional da culinária da Finlândia, mais concretamente da região da Carélia. Os pastéis da Carélia constituem uma denominação de origem protegida, de acordo com as normas da União Europeia.1 Embora tenham tido origem na parte oriental da Finlândia, é possível encontrá-los em todo o país, na maior parte das pastelarias.2

A massa é preparada com farinha de centeio, podendo o recheio ser confeccionado com arroz3 ou com batata.4

A partir da massa, são produzidos discos muito finos, com cerca de 10 cm de diâmetro.4 Sobre estes é colocado o recheio. As extremidades são dobradas de fora para dentro em cerca de 1 cm, por forma a se obter um rebordo e um aspecto oval. Os pastéis são, depois, cozidos em forno quente. No fim, são pincelados com uma mistura de leite e manteiga, podendo ser barrados com uma mistura de ovo, manteiga (ou requeijão5 ) e salsa2 , ou até mesmo acompanhados com presunto.4

Existem fábricas especializadas na produção destes pastéis, de acordo com as normas estipuladas pela União Europeia. Em alguns casos, a produção ascende a 40.000 pastéis por hora numa única fábrica.6

História[editar | editar código-fonte]

A origem da receita está na Carélia do Norte, região situada na parte sudeste do país. A Carélia é uma extensa área que abrange partes da Finlândia e da Rússia. Na parte russa reparte-se entre a divisão federal da República da Carélia e a província (oblast) de Leninegrado. No território finlandês está dividida como Carélia do Sul e Carélia do Norte. As influências russas ao longo dos séculos foram diversas. No século XVII surgem na Carélia do Norte diversos tipos de pastéis que tinham o nome de piirakka. O centeio foi desde logo um dos ingredientes base da massa crocante que era usada nas diversas receitas. Os primeiros registos acerca da existência destes pastéis remetem para o ano de 1686. O recheio inicial era uma papa de cevada, que mais tarde viria a ser de batata e só depois de arroz, o mais popular de todos. O pastel tem o aspeto de uma piroga e a massa é vincada sob a forma de pregas em redor do recheio, ficando com a aparência de uma empada comprida e achatada. Durante décadas as empadas eram consumidas apenas na Carélia do Norte.

Na capital, Joensuu, fundada pelo czar Nicolau I, a empada é servida de forma clássica, pincelada com uma mistura de leite e manteiga. Os emigrantes difundiram a receita noutras regiões do país de forma lenta e faseada. Após a II Guerra Mundial a popularidade das karjalanpiirakkas extravasou as fronteiras da Finlândia e conquistou também a Suécia. É cozida em forno muito quente para ficar crocante e antes de servir é humedecida com um pouco de gordura. A receita tradicional ficou assegurada com a certificação europeia em 2003.

Referências