Patoá
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Nota: Não confundir com Patuá.
Patoá 1 (do francês patois2 ) é qualquer língua não padronizada. Apesar de o termo não ser formalmente definido em linguística, pode referir-se à pidgins, crioulos, dialetos e outras formas de linguagens nativas ou locais. Normalmente o termo não abrange os jargões e a gíria.
Patoás podem ser considerados como falares em estado de desagregação, sob o impacto de uma língua padrão, como o falar de uma região ou de um grupo no interior de um domínio lingüístico. Portanto, estão ligados a um componente geográfico mas também sócio-cultural. Se entendido como desvio de estrutura morfo-sintática da língua padrão, "patoá" corresponde a dialeto.3
Ver também [editar]
Referências
- ↑ Joaquim Mattoso Câmara Junior grafa a palavra com u, cf. DUBOIS, Jean et al. Dicionário de lingüística Cultrix, 1997.
- ↑ Em francês, a palavra patois é registrada em 1285 como "língua incompreensível, grosseira" (BRETEL, Jacques Tournoi Chauvenci, éd. M. Delbouille, 683); no início do século XIV, como "falar local" (Brunet Latin, Trésor, I, 1 var., éd. F. J. Carmody, p.18). Segundo JOHN ORR, em " Étymol. et sém. du mot patois" in Essais d'étymol. et de philol. fr., Paris, 1963, pp.61-75, patois seria um deverbal do francês antigo patoier, "agitar as mãos, gesticular (para se fazer compreender, como os surdos-mudos)", patois significando "gesticulação" e, depois, "comportamento; comportamento grosseiro" e "linguagem particular".
- ↑ Luso-Brazilian Linguistics, por Monica Rector (p.22).