Patrício

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Nota: Para o santo católico, consulte São Patrício; para outros significados de Patrícia, veja Patrícia (desambiguação).
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Os patrícios, cidadãos de Roma, constituíam a aristocracia romana, a sua nobreza. Detinham vários privilégios governamentais, dentre eles, a isenção de tributos, a exclusiva possibilidade de se tornarem soberanos de Roma e a também exclusiva de se serem senadores. Desempenhavam altas funções públicas, no exército, na religião, na justiça ou na administração. Eram grandes proprietários de terra e credores dos plebeus. Os patrícios, descendentes das famílias mais antigas de Roma, ou seja, também dos chefes tribais da região do período pré-romano, foram, durante o reino de Roma, a república romana e o Império, os donos das maiores e melhores terras, anfitriões das mais luxuosas festas e dominavam a cena política.

Na cidade habitavam num Domus, uma grande e sofisticada residência no meio urbano, e quase sempre tinham propriedades rurais, as vilas (em latim: villa), casas senhoriais de campo constituídas essencialmente por três secções:

  • a pars urbana, onde moravam os proprietários e a sua família.
  • a pars frumentaria, onde se situavam as instalações de uso comum como os celeiros e armazéns; e
  • a pars rustica, onde ficavam os alojamentos dos criados e escravos;


Estima-se que no início da República romana em 509 a.C. existiam 136 famílias patrícias em Roma.[1].

Tendo algumas dessas famílias sido enfraquecidas no decorrer da história romana, pela perda da maior parte de suas riquezas e/ou da sua influência política. Embora, por deterem inerentemente o status de nobreza, podiam recuperar a sua influência e riqueza possibilitando para os seus membros uma nova carreira política.

Sendo a perda de riquezas e influência de algumas famílias patrícias, uma exceção à regra, pois durante os três tipos de estado que existiram no domínio romano (reino, república e império) esta classe foi a única soberana. Um exemplo disso, é que todos os cônsules, procônsules, senadores e a maioria dos imperadores romanos, eram membros do patriciado[necessário verificar].

Por volta de 700 d.C., três séculos após a queda do Império romano do ocidente, o termo "patrício" passou a ser usado na Europa Ocidental para indicar os nobres que governavam uma comuna ou município ou uma república aristocrática, enquanto no Império Bizantino indicava uma dignidade da corte.

Referências

  1. Grandes Impérios e Civilizações: Roma - Legado de um império. 1 ed. Madri: Ediciones del Prado, 1996. 112 p. p. 2 vol. vol. 1. ISBN 84-7838-740-4


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