Patriarca Armênio de Constantinopla

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Patriarca armênio, de um guia de viagens à Constantinopla (1878).

O Patriarca Armênio de Constantinopla (também conhecido como Patriarca Armênio de Istambul) é o atual chefe do Patriarcado Armênio de Constantinopla (em armênio: Պատրիարքութիւն Հայոց Կոստանդնուպոլսոյ), um dos menores patriarcados da Igreja Ortodoxa, mas que teve uma influência política de extrema significância, e que até hoje exerce uma autoridade espiritual que lhe confere um respeito considerável entre as Igrejas Ortodoxas Orientais.

O Patriarcado Armênio de Constantinopla reconhece a primazia do católico de todos os armênios, na sede espiritual e administrativa da Igreja Armênia, a Sede-Mãe do Santo Etchmiadzin, em Vagarsapate, na República da Armênia, em assuntos que digam respeito à Igreja Armênia ao redor do mundo. Para assuntos locais, a Sede Patriarcal é autônoma.

Fundação do Patriarcado de Constantinopla em 1461[editar | editar código-fonte]

Durante o período bizantino, a Igreja Apostólica Armênia não tinha a permissão de atuar em Constantinopla, porque a Igreja Bizantina via a Igreja Armênia como herética, devido à sua rejeição - juntamente com o resto da Ortodoxia Oriental - do Concílio de Calcedônia, que a Igreja Bizantina e o resto das igrejas ortodoxas já tinham aceitado.

Após a conquista de Constantinopla, os otomanos permitiram que o Patriarcado Grego Ortodoxo de Constantinopla permanecesse na cidade. O sultão Mehmed II, no entanto, permitiu aos armênios que fundassem sua própria igreja na nova capital otomana, como parte do sistema Millet. Por um período breve a Igreja Ortodoxa Síria também foi colocada sob a jurisdicação do Patriarcado Armênio.

O primeiro Patriarca Armênio de Constantinopla foi Hovakim I, que à época era o Metropolitano de Bursa. Em 1461 foi trazido a Constantinopla por Mehmed II, onde recebeu o patriarcado. Hovakim I passou a ser reconhecido como o líder religioso e secular de todos os armênios no Império Otomano, e recebeu o título de milletbaşı ou etnarca, além de patriarca.

No total existiram 84 patriarcas desde a fundação do patriarcado:


Período otomano, 1461 - 1908[editar | editar código-fonte]

O Patriarcado Armênio deu aos armênios do Império Otomano uma linhagem de patriarcas em Constantinopla. No entanto, ao contrário do Patriarcado Grego, os armênios sofreram muito com a intervenção estatal em seus assuntos internos.

Embora tenham havido 115 pontificados desde 1461, existiram apenas 84 patriarcas individuais. Karapet II serviu cinco pontificados diferentes (1676-1679, 1680-1681, 1681-1684, 1686-1687 e 1688-1689).

Em 1861 uma constituição nacional (Sahmanadrootiun, em armênio) foi concedida aos armênios que viviam no Império Otomano pelo sultão Abdülaziz.

Em 1896 o patriarca Madteos III (Izmirlian) foi deposto e exilado em Jerusalém pelo sultão Abdülhamid II, por denunciar o massacre de armênios ocorrido naquele ano. A constituição que governava os armênios também foi suspensa, naquele ano, pelo sultão.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]